quarta-feira, 5 de junho de 2013

Onde o rio acaba – Projeto Carajás Visuais: Entre Rios e Redes




Onde o rio acaba – Projeto Carajás Visuais: Entre Rios e Redes

Exposição no Ateliê 397 mostra a produção cultural do sudeste do Pará, apresentando objetos simbólicos que dissolvem as fronteiras entre obra de arte e documento social
Onde o rio acaba é a exposição que acontece no Ateliê 397 de 8 a 28 de junho de 2013, apresentando trabalhos de artistas e ativistas culturais atuantes na região de Carajás, sudeste do Grão Pará. Com curadoria de Camila Fialho e Thais Rivitti (Ateliê 397), a mostra elege como mote a discussão política atual, que vem mobilizando, em grande medida, a atenção de artistas e da população de Marabá e arredores: a possibilidade de transformação do rio Tocantins em uma hidrovia que servirá para escoar a produção da mineradora Vale, privatizada em 1997. A possível construção da hidrovia, a ser levada a cabo pelo Governo Federal como forma de incentivar o crescimento econômico na região, conjuga impactos: o rio torna-se impróprio para o uso da população, afasta-se do cotidiano da cidade transformando drasticamente a vida local. A implementação de hidrovias e hidrelétricas no coração da Amazônia abarca ainda importantes discussões do mundo contemporâneo: a questão ambiental, a falta de conexão entre políticas públicas e a vontade popular, a atuação predatória de multinacionais, entre outras. A perpetuação de uma história baseada em ciclos de exploração natural e humana gera, na região, um cenário de violência, organização e consequente repressão de movimentos sociais.
A exposição desdobra-se em três eixos de reflexão a fim de discutir a produção cultural local: o rio (vida e abandono), o território (propriedade e disputa) e a exploração (econômica e ambiental). Composta por um conjunto de materiais que tensionam a habitual divisão entre obras de arte, ações sociais e documentação, a mostra traz ao público desenhos da paisagem local, fotos e vídeos, depoimentos, arquivos de violência no campo e trabalhos produzidos por artistas que trazem para sua poética a cena sociocultural local.
Participantes
Antônio Botelho
Comissão Pastoral da Terra de Marabá/PA
Domingos Nunes
Helder Messiahs
José Viana
Maurício Adinolfi
Marcone Moreira
Pedro Morbach
Projeto Biizu
Rios de Encontro
Ulisses Pompeu
Vozes do Campo
Projeto Carajás Visuais: Entre Rios e Redes
Programa Rede Nacional Funarte
Onde o rio acaba
Visitação
de 8 a 28 de junho de 2013
de terça a sexta, das 14h às 19h
Rua Wisard, 397 – Vila Madalena
Conversas no Ateliê 397
8 de junho, às 17h
"Carajás hoje": Relato sobre o contexto sociocultural e político da região de Carajás e o processo de articulação da presente exposição, com a participação de Camila Fialho (co-curadora), Deize Botelho (coordenadora do projeto Carajás Visuais “Entre Rios e Redes” e Dan Baron (Projeto Rios de Encontros).
10 de junho, às 20H
Conversa com os artistas Antonio Botelho, Marcone Moreira e Mauricio Adinolfi

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