terça-feira, 25 de junho de 2013

Debates: “Do fato social à obra de arte”

Debates: “Do fato social à obra de arte”

Como parte da programação da mostra Onde o rio acaba acontecem nos dias 26 e 27 de junho duas conversas abertas ao público, com Mônica Nador e Nuno Ramos, respectivamente, no Ateliê 397.
No dia 26/6, quarta-feira, às 21h, a artista plástica Mônica Nadorconversa com a crítica de arte Thais Rivitti sobre o projeto que vem desenvolvendo desde 1998, chamado “Paredes Pinturas”. O trabalho consiste na pintura de estabelecimentos comerciais, residências e espaços públicos, sempre em conjunto com a comunidade local que faz os desenhos, aprende a técnica do estêncil e realiza a pintura. Incorporado às atividades do JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube – desde a sua fundação, em 2003, o projeto opera uma indistinção de limites entre ação artística e social.
Na ocasião, será lançado o livro “Mônica Nador e JAMAC”, um realização da Galeria Luciana Brito e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, que aborda a trajetória da artista e a história do Clube.
No dia 27/6, quinta-feira, às 21h, o artista Nuno Ramos e Thais Rivitticonversam sobre a obra 111, de 1992. A obra tem como referência o massacre do Carandiru, no qual 111 presidiários foram assassinados em São Paulo. A proposta é revisitar uma das obras mais emblemáticas da produção brasileira recente no que diz respeito às articulações possíveis entre arte e política.

Debates “Do fato social à obra de arte”
26/6, 21h
Conversa com Mônica Nador e lançamento do livro “Mônica Nador e Jamac”
27/6, 21h
Conversa com Nuno Ramos


quarta-feira, 5 de junho de 2013

A triste realidade da educação hoje! Parte II






A triste realidade da educação hoje! Parte I





Onde o rio acaba – Projeto Carajás Visuais: Entre Rios e Redes




Onde o rio acaba – Projeto Carajás Visuais: Entre Rios e Redes

Exposição no Ateliê 397 mostra a produção cultural do sudeste do Pará, apresentando objetos simbólicos que dissolvem as fronteiras entre obra de arte e documento social
Onde o rio acaba é a exposição que acontece no Ateliê 397 de 8 a 28 de junho de 2013, apresentando trabalhos de artistas e ativistas culturais atuantes na região de Carajás, sudeste do Grão Pará. Com curadoria de Camila Fialho e Thais Rivitti (Ateliê 397), a mostra elege como mote a discussão política atual, que vem mobilizando, em grande medida, a atenção de artistas e da população de Marabá e arredores: a possibilidade de transformação do rio Tocantins em uma hidrovia que servirá para escoar a produção da mineradora Vale, privatizada em 1997. A possível construção da hidrovia, a ser levada a cabo pelo Governo Federal como forma de incentivar o crescimento econômico na região, conjuga impactos: o rio torna-se impróprio para o uso da população, afasta-se do cotidiano da cidade transformando drasticamente a vida local. A implementação de hidrovias e hidrelétricas no coração da Amazônia abarca ainda importantes discussões do mundo contemporâneo: a questão ambiental, a falta de conexão entre políticas públicas e a vontade popular, a atuação predatória de multinacionais, entre outras. A perpetuação de uma história baseada em ciclos de exploração natural e humana gera, na região, um cenário de violência, organização e consequente repressão de movimentos sociais.
A exposição desdobra-se em três eixos de reflexão a fim de discutir a produção cultural local: o rio (vida e abandono), o território (propriedade e disputa) e a exploração (econômica e ambiental). Composta por um conjunto de materiais que tensionam a habitual divisão entre obras de arte, ações sociais e documentação, a mostra traz ao público desenhos da paisagem local, fotos e vídeos, depoimentos, arquivos de violência no campo e trabalhos produzidos por artistas que trazem para sua poética a cena sociocultural local.
Participantes
Antônio Botelho
Comissão Pastoral da Terra de Marabá/PA
Domingos Nunes
Helder Messiahs
José Viana
Maurício Adinolfi
Marcone Moreira
Pedro Morbach
Projeto Biizu
Rios de Encontro
Ulisses Pompeu
Vozes do Campo
Projeto Carajás Visuais: Entre Rios e Redes
Programa Rede Nacional Funarte
Onde o rio acaba
Visitação
de 8 a 28 de junho de 2013
de terça a sexta, das 14h às 19h
Rua Wisard, 397 – Vila Madalena
Conversas no Ateliê 397
8 de junho, às 17h
"Carajás hoje": Relato sobre o contexto sociocultural e político da região de Carajás e o processo de articulação da presente exposição, com a participação de Camila Fialho (co-curadora), Deize Botelho (coordenadora do projeto Carajás Visuais “Entre Rios e Redes” e Dan Baron (Projeto Rios de Encontros).
10 de junho, às 20H
Conversa com os artistas Antonio Botelho, Marcone Moreira e Mauricio Adinolfi