segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis

Eu sempre gostei de romances históricos, aqueles que muitas vezes se apoiam na História para contar uma Estória. Quando criança li um versão infantil da clássica história o Corcunda de Notre Dame, então pensei: Não devem existir pessoas assim! Cruéis e capaz de julgar a pessoa pela aparência! Pois é com o passar do tempo vi que isso é mais comum do que imaginávamos, muitas vezes a sua aparência conta muito mais do que a sua essência.

1802-1886Nesse mundo maravilhoso da literatura conheci as obras de Victor Hugo (1802-1886), nascido na França  - ainda sob os efeitos de passar por uma Revolução que destituía a Monarquia do governo do país- terceiro filho do casal Sophie Trébuchet e Joseph Hugo (conde de Siguenza, um major que, mais tarde, se tornaria um general do exército napoleônico). Aliás dois anos depois Napoleão Bonaparte se proclamou Imperador da França, mesmo com a sua ascensão e as mudanças implantadas por ele no país o povo estava insatisfeito.Anos depois com a queda de Napoleão e a volta da Dinastia Bourbon, o povo ainda tem esperanças de que tudo pode mudar.
É nesse contexto Os Miseráveis é desenvolvido, um clássico que tive a oportunidade de ler durante a minha adolescência. A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) - onde Napoleão foi surpreendido e derrotado pelos ingleses e os motins de junho de 1832 contra a dominação da classe operária. Esse pano de fundo serve para mostrar uma história de vingança e redenção de Jean Valjean condenado há 5 anos de prisão por roubar um pão para alimentar a sua família, revoltado após várias tentativas de fuga teve a pena aumentada para 19 anos.
Em torno dessa personagem  que vai buscar o perdão da sua alma, outros apareceram justamente para testemunhar a miséria da França nesse período.
Curiosamente esse livro só foi publicado em 1862, tornando-se um agrande sucesso do autor.
Em 1980 a história serviu de inspiração para a montagem de um musical dirigido por Robert Hossein com músicas compostas por Claude Michel Schonberg, desde então o musical é sucesso no mundo todo.
Uma nova oportunidade de conferir essa história está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 1º  Fevereiro, seguindo os passos do musical Tom Hooper fez um filme primoroso, excelente fotografia e edição de som, além de interpretações maravilhosas como a de Hugh Jackman. Apesar das críticas algumas críticas negativas, vá assistir ao filme mas lembre-se o livro será sempre melhor.
Viviane






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