sábado, 10 de dezembro de 2011

A polêmica criação de dois novos Estados

Caros leitores,


Amanhã o Pará vai promover um plebiscito, ou seja, uma consulta públicas sobre a divisão do Estado.
O objetivo aqui é apresentar os argumentos contrários e favoráveis sobre a separação, cabe a você decidir de que lado você está.
Boa leitura


Profª Viviane


Fonte: Portal do IG



O plebiscito sobre a divisão do Pará vai acontecer neste domingo, dia 11 de dezembro, em todas as cidades do Estado. Cerca de 4,8 milhões de pessoas têm direito a voto, que é obrigatório - quem mora fora do Pará terá de justificar, como em uma eleição comum.Nesta reta final da campanha, o iG reuniu números sobre o Pará e as regiões que querem se separar,  argumentos das frentes a favor e contra a divisão e as opiniões de brasileiros espalhados pelo País, publicadas nas redes sociais ou na área de comentários desta reportagem sobre a divisão do Pará.
Os números
As três regiões são muito diferentes entre si, mas compartilham os mesmos problemas sociais. Navegue pelo infográfico e saiba quais são elas.
 Os argumentos
Saiba por que os separatistas querem a divisão e por que os unionistas se opõem a ela
Separatistas
O Estado vai ficar mais perto das pessoas. Belém, a capital do Pará, fica a 1.400 quilômetros de Santarém, cotada para capital de Tapajós – equivalente a três vezes a distância entre Rio e São Paulo.
Mais investimentos do governo federal. Hoje, o Pará recebe R$ 2,4 bilhões em transferências federais. Com os novos Estados, esse repasse, somado, seria de R$ 5,9 bilhões.
Investimentos seriam mais bem distribuídos. No caso da saúde, por exemplo, todos os casos de alta complexidade precisam ser encaminhados para Belém por falta de estrutura.
Comparação com outros Estados. Tocantins, que se separou de Goiás, e Mato Grosso do Sul, desmembrado de Mato Grosso, deram grandes saltos econômicos e sociais.
Combate ao desmatamento e à criminalidade vai melhorar. Cada um dos três Estados terá de criar polícia e secretarias de meio ambiente, aumentando a prevenção e a fiscalização.
Unionistas
Estados pequenos não garantem melhores serviços. Alguns dos Estados mais desenvolvidos do Brasil, como São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, têm grandes territórios.
Novos Estados vão consumir grandes quantias de dinheiro público. Serão mais duas Assembleias Legislativas, duas sedes de governo e dois Tribunais de Justiça.
Haverá o rateio dos recursos federais. São R$ 2,4 bilhões destinados ao Pará que precisarão ser divididos com Carajás e Tapajós.
Eles nascerão deficitários. O Pará, sozinho, arrecada R$ 300 milhões a mais do que gasta por ano. Carajás nasceria com um déficit de R$ 1 bilhão, Tapajós, de R$ 864 milhões e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.
A divisão do Estado não interessa à população a apenas certos grupos políticos e empresariais, que querem aumentar seu poder nos locais.
O que as pessoas pensam
Na área de comentário desta reportagem sobre a divisão do Pará, pessoas de diversas partes do Brasil estão opinando. Você também pode opinar. Uma das maneiras é deixar um comentário, dizendo o que você pensa sobre a divisão, na área de comentários desta reportagem, logo depois do final deste texto. Também há a alternativa de comentar nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Se você é a favor da divisão, deixe seu argumento e, ao final, coloque a frase #votosim (se você é a favor da separação) ou #votonão (se você é contra a separação).
Abaixo, as opiniões de alguns internautas. Se você deixar seus comentários das redes sociais, eles vão aparecer na caixa abaixo. Participe. Quanto mais opiniões, melhor o debate, melhor a decisão.

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