quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SIMPOSIO TRABALHADORES E A PRODUÇÃO SOCIAL

SIMPÓSIO TRABALHADORES E A PRODUÇÃO SOCIAL
CEMOP  -  Sumaré/SP  -  de 19 a 21 de Agosto

O tema do Controle Social da Produção pelos trabalhadores é bastante amplo. Remete-nos a pensar sobre formas efetivas e de conjunto para a superação da sociedade vigente, baseada na prevalência da propriedade e controle privados do capital sobre os meios de produção, de circulação e de reprodução sociais (dos mais básicos como a terra aos mais complexos como a indústria, a ciência, a tecnologia, os meios de comunicação de massa, etc.). E, deste modo, também nos coloca o problema de repensar as esferas de decisão e organização da sociedade, em cada local, mas também nas esferas centrais, relacionadas ao Estado e seus atuais controladores, frente às necessidades dos trabalhadores. E nos leva também a refletir sobre as inúmeras experiências de trabalhadores que mundo a fora se colocam esta questão na prática, tanto se apropriando dos espaços de decisão existentes como criando novas formas de organizá-los.
Na Venezuela, conselhos de trabalhadores e de fábricas ocupadas disputam palmo a palmo com a burocracia estatal, o controle sobre os rumos da produção industrial. No Brasil, o MST trava uma longa e difícil luta pelo controle sobre a terra e seu destino contra latifundiários e o agronegócio. Fábricas ocupadas no Brasil como a Flaskô, bem como a IMPA e a Zanon na Argentina, e tantos outros exemplos na América Latina, também travaram e seguem travando a luta contra setores capitalistas e os governos. Lembremo-nos de Oaxaca, no México, onde há alguns anos, foram os professores que comandaram a luta pelo controle comunal da cidade, nos remetendo a Paris de 1871. Até mesmo nos EUA, os trabalhadores da Republic Windows & Doors, em sua maioria latinoamericanos, ocuparam a fábrica em 2008, no estourar da crise, e passaram a controlá-la para evitar seu fechamento.
São vários os exemplos de lutas e movimentos sociais que se colocaram e se colocam a questão do controle social sobre o funcionamento da sociedade desde seu local, e de acordo com as necessidades dos trabalhadores. Mas há também amplo debate sobre as dificuldades que impedem o avanço e a generalização destas experiências em cada país. O que por sua vez nos remete às discussões acerca da reação das classes dominantes e do aparato de Estado sobre tais iniciativas, mas também relativas aos dilemas vividos pelas próprias organizações políticas, sindicais e movimentos sociais, bem como suas relações com os trabalhadores, o Estado e os governos. Há inúmeros estudos realizados e em andamento sobre estes diversos temas e aspectos, bem como sobre as características, potencialidades, limites, necessidades e perspectivas das experiências dos trabalhadores neste campo. Reunir parte importante destas contribuições, para a reflexão coletiva, é o objetivo deste I Simpósio “Trabalhadores e a Produção Social”.
Estão todos (as) convidados (as) a participar!

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