quinta-feira, 23 de junho de 2011

O grupo Solar 7 convida: evento no próximo domingo 26/06

CONVITE ESPECIAL PARA REUNIÃO DE FICÇÃO CIENTIFICA

Dia 26/06/2011
Horario: 11h as 15h
Local: Centro Cultural São Paulo
Sala Lima Barreto
Rua Vergueiro, 1.000 - ao lado do Metro Vergueiro
Entrada : Gratuita

TEMA: UFOLOGIA

11:00 – Abertura
11:15 – Sorteio de pontualidade
11:20 – Nossa Abertura/ uma pálido ponto azul/ comparação de planetas/trile do Iron Sky
11:25 – Documentário da Discovery – Óvnis nazistas
12:05 – O Filme “ O Homem do Planeta X”
13:30 – Projeto UFO
14:30 sorteio

Esperamos vocês lá!

Termina no domingo: A Arte na mecânica do movimento

sábado, 18 de junho de 2011

Sábado resistente

Governo de São Paulo apresenta no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar

SÁBADO RESISTENTE
18 de junho, das 14h às 17h30
Terceiro vôo da liberdade completa 41 anos
Memórias da luta e confraternização
Homenagem  a Eduardo Leite Bacuri

No auge do período mais repressivo e violento da Ditadura Civil-Militar, entre setembro de 1969 e dezembro de 1970, ocorreram quatro ações de resgate que libertaram cerca de 130 presos políticos que, banidos do país por ato de exceção, puderam retornar somente a partir da promulgação da Anistia, em 1979.
Essas ações, as mais emblemáticas da guerrilha urbana, visavam  fundamentalmente libertar dos cárceres e das torturas centenas de combatentes que se haviam insurgido contra o golpe de Estado que tomou o poder em 1964, no Brasil, assim como denunciar, principalmente no exterior, o estado de violência e a injustiça que assolavam o País.
Por esta razão, essas ações também foram conhecidas como os "Vôos da Liberdade", como na época declarou então à imprensa o eminente jurista Sobral Pinto: "Estas ações são os Habeas Corpus que o regime nos tirou".
Exatamente há 41 anos, no Terceiro Vôo da Liberdade, foram libertos 40 presas e presos e políticos em troca do embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried Von Holleben.
Para homenagear tanto os que participaram desta ação como aqueles que foram libertados, o Sábado Resistente quer debater o significado histórico dessa ação, resgatar memórias e vivências. Que esse dia se converta em momento de esclarecimento histórico e confraternização. Para isso, serão ouvidos depoimentos de pessoas que participaram daquela ação de resgate, assim como os testemunhos dos que foram libertados.
Para encerrar o evento, faremos uma homenagem especial a Eduardo Leite – Bacuri – um dos comandantes do Terceiro Vôo – com o lançamento do livro "Eduardo Leite”, de autoria da jornalista Vanessa Gonçalves.

PROGRAMAÇÃO
14h00:              Boas vindas – Katia Felipini, coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo
                         Apresentação – Ivan Seixas, presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória

14h30:             Palestra e debates
Sonia Eliane Lafoz
José Gradel
Teresa Angelo
Jesus Paredes Soto
Cid Queirós Benjamim
Darci Rodrigues
Dulce Maia
Domingos Ferreira
Carlos Nóbrega

16h00:              Apresentação do livro Eduardo Leite pela autora jornalista Vanessa Gonçalves
                          Tarde de autógrafos

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

MANIFESTO EM REPÚDIO AO FECHAMENTO DO TEATRO DE DANÇA

MANIFESTO EM REPÚDIO AOFECHAMENTO DO TEATRO DE DANÇA(São Paulo)
 
A dança,aqui representada pelos profissionais, intérpretes, coreógrafos, professores,produtores, pesquisadores, diretores de companhias, cooperativas,universidades, movimentos e coletivos organizados, trabalhadores da cultura doestado de São Paulo, repudiam a decisão autoritária do Governo do Estado deSão Paulo, Sr. Geraldo Alckmin que, junto ao Secretário do Estado da Cultura,Sr. Andrea Matarazzo, ENCERRAM de forma arbitrária as atividades desenvolvidasno Teatro de Dança.

Ambos, Alckmin e Matarazzo, desconhecem e desrespeitam o legado histórico e artísticodeste espaço cênico. Ambos não sabem que a produção, circulação e fruição dosbens culturais é um direito constitucional, e têm que ser preservados. Desconhecemas necessidades e especificidades da dança, tanto quanto dos demaissegmentos – circo, teatro, música, literatura, poesia, cinema, dentre outros.
Não sabem que todas as manifestações necessitam ser contempladas numa visão,além do mundo artístico-cultural, e principalmente, distante da política deeventos, política que se instaurou no estado de São Paulo nos últimos 20 anos,à revelia dos artistas e da sociedade.
A classe artística indignada com ofechamento do TEATRO DE DANÇA reivindica a sua manutenção!
Reivindica a participação plena dasociedade nos processos decisórios das políticas públicas voltadas à cultura.
 
Assinem oabaixo assinado através do link
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10308
 
 
Sandro Borelli
PRESIDENTE DA COOPERATIVA PAULISTA DEDANÇA
www.coopdanca.com.br

Divulgado pelo blog da Escola Livre de Teatro
http://www.escolalivredeteatro.blogspot.com/

DIVULGUEM!!!

Encontro educativo da Bienal

Caros Professores, 
Desde o início de 2011, o Educativo da Bienal se prepara para uma grande exposição que acontecerá no segundo semestre: Em Nome dos Artistas é uma mostra organizada pela Fundação Bienal de São Paulo em parceria com o Museu de Arte Moderna ASTRUP FEARNLEY, de Oslo, Noruega. A mostra acontecerá no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no parque do Ibirapuera, e será aberta ao público em setembro deste ano.
 
Dando continuidade à programação do Educativo, estamos oferecendo Encontros de Formação para professores em parceria com 22 Instituiçōes Culturais de São Paulo. A intenção do Educativo da Fundação Bienal é criar uma rede de diálogos e culturas na cidade, intensificando o movimento cultural na capital. São Paulo, cidade educadora, conta com uma infinidade de oportunidades culturais, entre as quais se destaca o Pólo de Arte Contemporânea e suas iniciativas.
 
Queremos que vocês, professores, possam aproveitá-las sempre e cada vez mais. Assim, estamos oferecendo Encontros de Formação da Bienal nas instituições parceiras. A primeira hora do Encontro será dedicada ao diálogo com coordenadores e educadores do Educativo da Bienal sobre Em Nome dos Artistas, a segunda, contará com 1 hora para a aproximação com a instituição visitada, através de uma palestra, ação poética ou visita orientada.
 
Gostaríamos de convidá-los a participar deste processo de formação que foi elaborado com muito cuidado.  As vagas são limitadas e as formações começam na próxima terça-feira. Caso tenha se inscrito e não possa participar por qualquer motivo, pedimos que nos informe com o máximo de antecedência possível para que possamos disponibilizar a vaga para outros professores interessados.
 Você pode conferir a programação completa no final desta mensagem. No momento estão abertas as inscrições para:

Instituto Arte na Escola: Oficina com Material Educativo
21 de junho
9h30 às 12h30 (30 vagas)
OU
14h30 às 17h30 (30 vagas)
Local: auditório do MAC USP- Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
 Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso
 Parque Ibirapuera, Portão 3. 04094-000 - São Paulo - SP – Brasil
Clique aqui para se inscrever para este encontro.
 
Caso não consiga clicar, copie o endereço abaixo e cole no seu browser:

https://spreadsheets.google.com/a/fbsp.org.br/spreadsheet/viewform?hl=pt_BR&formkey=dDA3TG52Vm9BVGZqMDdvZ1prNVVnOVE6MA#gid=0

 
Contamos com sua presença! Obrigado.


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Encontros de Formação da Bienal nas instituições parceiras 
Programação Completa



Instituto Arte na Escola: Oficina com Material Educativo
*encontro acontecerá no MAC USP- Museu de Arte Contemporânea da USP
21 de junho
9h30 às 12h30 (30 vagas)
14h30 às 17h30 (30 vagas)

Instituto Tomie Ohtake
02 de agosto
10h às 12h (15 vagas)
14h às 16h (15 vagas)
04 de agosto
10h às 12h (15 vagas)
16h ás 18h (15 vagas)

Instituto Moreira Salles
04 agosto
10h30 às 12h30 (15 vagas)
14h às 16h (15 vagas)
11 de agosto:
10h30 às 12h30 (15 vagas)
14h às 16h (15 vagas)

Museu Lasar Segall
09 de agosto
9h30 às 12h30 (15 vagas)
14h30 às 17h30 (15 vagas)
11 de agosto:
9h30 às 12h30 (15 vagas)
14h30 às 17h30 (15 vagas)

Itaú Cultural
16 de agosto
9h30 às 12h30 (15 vagas)
14h30 às 17h30 (15 vagas)

Centro Cultural da Juventude
25 de agosto
9h30 às 12h30 (30 vagas)
 14h30 às 17h30 (30 vagas)

Centro Cultural do Banco do Brasil
06 de setembro
10h-11h30 (15 vagas)
14h-15h30 (15 vagas)
08 de setembro
10h-11h30 (15 vagas)
14h-15h30 (15 vagas)

Museu de Imagem e Som
08 de setembro
9h30 às 12h30 (15 vagas)
14h30 às 17h30 (15 vagas)

Centro Cultural São Paulo
13 de setembro
10h às 13h (15 vagas)
14h às 17h (15 vagas) 

Museu da Cidade
13 de setembro
10h às 13h (15 vagas)
 14h às 17h (15 vagas)
15 de setembro
10h às 13h (15 vagas)
14h às 17h (15 vagas)


Informações:
educativo@bienal.org.br
+55 11 5576-7611

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os Cangaceiros: Debate no CEDEM/UNESP

Os Cangaceiros
Debate Cedem/Unesp


Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica, Editora Boitempo: São Paulo – 2010, de Luiz Bernardo Pericás, será o centro do debate no próximo dia 27 de junho, segunda-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

“Na história do Nordeste brasileiro o cangaço apareceu como forma pela qual se moviam as contradições típicas de uma sociedade formada por populações errantes, pobres e vitimadas pelo mandonismo local, e marcada pela instabilidade. No entanto, a miséria não era a única motivação para a entrada no cangaço. A partir de biografias de líderes como Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino, Sinhô Pereira e outros, ficamos sabendo que eles tinham origem relativamente abastada.
O autor transcende a visão tradicional dos cangaceiros e na titubeia em revelar a sua extrema crueldade. Seus roubos, ao contrário da crença popular, não os tornavam bandidos lendários como Robin Hood. Pelo contrário, eles roubavam para atender principalmente aos próprios interesses. Pericás não deixa de reconhecer que os cangaceiros eram dotados de uma notável sagacidade política e, eventualmente, traziam benefícios sociais aos deserdados da terra, davam esmolas e, assim, forjavam uma imagem pública favorável.
As vivas descrições geográficas revelam que o autor percorreu o Sertão nordestino, ao “adentrar” nos bandos, como se viajasse com eles pelas paisagens áridas; relata em tom quase novelesco os casos de violência, as torturas, as relações amorosas, o cotidiano, o papel das mulheres e das crianças, a questão racial, os hábitos alimentares, as relações políticas, o coronelismo, as formas de combate, os armamentos e até as malogradas tentativas comunistas de dar uma direção pragmática para aquela forma de banditismo”.

(Lincoln Secco, Livre Docente em História – USP) Expositor Luiz Bernardo Pericás
Graduação em História – George Washington University, Doutorado em História Econômica – USP
Pós-Doutorado em Ciência Política - FLACSO (México), Pós-Doutorado em História – Universidade do Texas
Professor visitante na Australian National University, Escritor, Pesquisador, Conselheiro e Parecerista Editorial

Debatedores

José Rodrigues Máo JuniorGraduação em História - USP
Mestrado e Doutorado em História Econômica - USPProfessor do Inst.Fed. de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - IFSP – Cubatão/SP

Fabrízio Cardoso Rigout
Graduação em Sociologia - Universidade da Pensilvânia
Mestrado e Doutorado em Sociologia – Universidade da Califórnia, Berkeley
Diretor de Pesquisa - Plan Políticas Públicas Consultoria

Mediadora Angélica Lovatto
Mestrado em Ciência Política - PUC/SP, Doutorado em Ciência Política – PUC/SP
Professora da UNESP/Campus de Marília, Pesquisadora do NEILS - Núcleo Est. Ideologias e Lutas Sociais - PUC/SP
Pesquisadora do Grupo de Estudos Cultura e Política do Mundo do Trabalho - UNESP/Campus de Marília

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.brData e horário: 27 de junho de 2011 (segunda-feira) às 18h30

Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar, esquina c/ Rua Benjamin Constant (metrô Sé)
(11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br

quarta-feira, 8 de junho de 2011

História e Representação: cultura, política e gênero PUC 14 A 17/06

Evento de história, mesas temáticas de História. Por favor divulguem. Lilian



PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIAHISTÓRIA SOCIAL
PUC-SP

História e Representação: cultura, política e gênero
O evento tem como objetivo promover o debate sobre múltiplos aspectos da sociedade buscando uma análise crítica sobre as esferas sociais, políticas e culturais. O presente encontro tem a intenção de registrar diferentes visões sobre momentoshistóricos que influenciam, alteraram e marcam a sociedade num movimento de permanências e transformações. Serão discutidos temas que enfatizam a cultura, processos políticos, questões de gênero, mídia e movimentos sociais num quadro diversificado da investigação histórica. O evento terá em sua composição a realização de mesas de debates temáticos.Informações:

Datas: 14, 15, 16 e 17 de junho
Local: PUC-SP
Horário: 14h às 17h
SALAS A DEFINIR.

Programação:

14 de junho
Lançamento do Livro: O Brasil desconhecido: as pinturas rupestres de São Raimundo Nonato – PI, autor Michel Justamand
Cultura e Poder: política na grande imprensaMediador: Michel Justamand

Palestrantes:
A atuação da grande imprensa no processo político das Diretas Já
Vanderlei Elias Nery
(Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Pesquisador do Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais - NEILS)

Distorção e medo: o MST na Grande imprensa
Clécio Ferreira Mendes
(Mestre em História Social pela PUC-SP, Professor da UniCastelo, Pesquisador do Centro de Estudos de América Latina - CEAL)

15 de junho
Cultura e arte: ações educativas nas ruas e nas escolas
Mediação: Lilian Marta G. Mendes

Palestrantes:
A pichação como forma de arte.
Flávio Tonnetti(Mestre em Filosofia pela USP, coordenador do curso de graduação em Filosofia da UNIMES em Santos e leciona Filosofia no Colégio Pueri Domus em São Paulo).

Docência, formação e gosto pelas artes: uma tentativa de compreensão
Kelly Ludkiewicz Alves(Historiadora e mestranda do programa Educação: História, Política, Sociedade da PUC-SP e bolsista do CNPQ).
e Livia Lara da Cruz
(Historiadora, Mestre em educação pela PUC-SP, doutoranda da Faculdade de da USP e professora de História da rede estadual).

16 de junho
Gênero e Cultura: a representação do feminino
Mediador: Clécio Ferreira Mendes

Palestrantes:
As mulheres nas cenas rupestres de São Raimundo NonatoMichel Justamand
(Doutor em Antropologia pela PUC-SP, Professor da Universidade Federal do Amazonas –Benjamin Constant, colaborador nos Programas de Pós-Graduação em Antropologia da UFAM – Manaus e do de Estudos Amazônicos na UNAL – Universidade Nacional da Colômbia)

O feminino na revista O Cruzeiro: a mulher desejada
Lilian Marta Grisolio Mendes
(Doutora em História Social pela PUC-SP, Professora do Lato Sensu da PUC-SP, Pesquisadora do POLITHICULT - Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura)

17 de junho
Movimentos Sociais e Revolucionários no Brasil Contemporâneo
Mediador: Michel Justamand

Palestrantes:
Luta Armada e Revolução no Brasil: O PC do B e a Guerrilha do Araguaia
Patrícia Sposito Mechi
(Professora de História Contemporânea do curso de História da Universidade Federal do Tocantins e Doutoranda em História Social pela PUC-SP)

O poder popular como projeto de mobilização do MTST
Débora Goulart
(Doutoranda em Ciências Sociais pela UNESP com pesquisa desenvolvida na ÉcoledesHautesÉtudesenSciencesSociales em Paris, Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais (NEILS), Coordenadora do Curso de Ciências

HOJE 08/06: Conferência: “Crise estrutural necessita de mudança estrutural”

Núcleo de Estudos de História: trabalho, ideologia e poder – NEHTIPO

Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ética e Direitos Humanos – NEPEDH
Faculdade de Ciências Sociais
Convidam

István Mészáros no Brasil
NO Teatro TUCA

Lançamento dos livros de I. Mészáros pela Boitempo Editorial:
Estrutura social e formas de consciência (vol. II);
István Mészáros e os desafios do tempo histórico,
Ivana Jinkings e Rodrigo Nobile (orgs.);
Margem Esquerda n.º 16.

08/06/2011 >>> 4.ª feira >>> 19h 30
APROPUC

Boitempo Editorial
Programa de Estudos Pós-Graduados em História
Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social
Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP

domingo, 5 de junho de 2011

Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra:

Caros leitores,

Encontrei essa carta no blogpop, vale a pena a leitura e descubra depois quem escreveu:


Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra:


O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.
Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer “água boa”, “água limpa”. É o nome do nosso rio sagrado.
Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.
Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.
Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.
O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.
Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.
Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe… desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.
e o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe… tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.
Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.
Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.
Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.
É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.
Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que a Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.
Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.
Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.
O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.
Com um grito agudo perguntou:
– Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?
Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.
O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue – e seu cheiro será o da morte.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.
Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.
O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.
– Quem arrancou a pele da nossa mãe? – gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.
As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.
-  Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo – clamou – O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos – ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.
Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.
O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.
Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!
“Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.”
rio Xingu! Vamos nos fortalecer!
Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.
Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.

* Mônica Martins é jornalista e criadora da personagem fictícia Cacique Mutua.


Vamos compartilhar!
Profª Viviane

O desrespeito com o povo Xingu

Caros leitores,

Não é de hoje que percebemos que alguns assuntos que a nossa imprensa não considera importante fica muito dificil acompanhar e o curioso que há duas semanas estavamos falando sobre a sentença de morte dada aos povos do Xingu e o choro do Raoni. Hoje pela manhã recebi um link e um foto que fiz questão de compartilhar por aqui.

Bom antes de mais nada temos que saber o que é o projeto. Vamos lá.
Belo Monte é um projeto de construção de uma usina hidrelétrica previsto para ser implementado em um trecho de 100 quilômetros no Rio Xingu, no estado brasileiro do Pará.Sua potência instalada será de 11.233 MW, o que fará dela a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira, visto que a Usina Hidrelétrica de Itaipu está localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai.

De acordo com o site governamental Agência Brasil, Belo Monte será a única usina hidrelétrica do Rio Xingu. O lago da usina terá uma área de 516 km², mostrada no mapa de localização para o Google Earth. A usina também teria três casas de força, contudo, após revisão do projeto, a casa de força do sítio Bela Vista deixou de constar do projeto. Permanecem as casas de força do sítio Pimental e do sítio Belo Monte.
A previsão é que, ao entrar em operação em 2015, a usina será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas e da binacional Itaipu, com 11,2 mil MW de potência instalada.Seu custo é estimado hoje em R$ 19 bilhões.A energia assegurada pela usina terá a capacidade de abastecimento de uma região de 26 milhões de habitantes, com perfil de consumo elevado como a Região Metropolitana de São Paulo.
Ok, lendo o texto acima até podemos nos convencer que isso é para o desenvolvimento do país, bla, bla, bla...mas o que representa para os povos que fazem parte desse região?
A construção da usina tem opiniões conflitantes. As organizações sociais têm convicção de que o projeto tem graves problemas e lacunas na sua formação.O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Um estudo formado por 40 especialistas e 230 páginas defende que a usina não é viável dos pontos de vista social e ambiental.
Outro argumento é o fato de que a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.
A alteração da vazão do rio, segundo os especialistas, altera todo o ciclo ecológico da região afetada que está condicionado ao regime de secas e cheias. A obra irá gerar regimes hidrológicos distintos para o rio. A região permanentemente alagada deverá impactar na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. Estas árvores são a base da dieta de muitos peixes. Além disto, muitos peixes fazem a desova no regime de cheias, portanto, estima-se que na região seca haverá a redução nas espécies de peixes, impactando na pesca como atividade econômica e de subsistência de povos indígenas e ribeirinhos da região.
Segundo documento do Centro de Estudos da Consultoria do Senado, que atende políticos da Casa, o potencial hidrelétrico do país é subutilizado e tem o duplo efeito perverso de levar ao uso substituto da energia termoelétrica - considerada "energia suja" e de gerar tarifas mais caras para os usuários, embora o uso da energia eólica não tenha sido citada no relatório. Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia defende o uso das termoelétricas para garantir o fornecimento, especialmente em períodos de escassez de outras fontes.
O caso de Belo Monte envolve a construção de uma usina sem reservatório e que dependerá da sazonalidade das chuvas. Por isso, para alguns críticos, em época de cheia a usina deverá operar com metade da capacidade, mas, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW, o que somado aos vários passivos sociais e ambientais coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto.
Então se já sabemos os motivos que podem levar ao fracasso esse empreendimento, o que realmente está por trás dessa contrução?
Não percam os próximos posts e se você gostou desse divulgue pela rede, nós temos que fazer a nossa parte.

Profª Viviane

Fonte:
http://blogpop.com.br/noticias/xingu-recebeu-sentenca-de-morte/

Exposição em SP traz perfis de gays que vivem em países onde a homossexualidade é crime

Exposição em SP traz perfis de gays que vivem em países onde a homossexualidade é crime

Por Fabio Angeli em 26/05/2011 às 16h40

A CAIXA Cultural São Paulo inaugurou no último sábado (21) a exposição "Condenados - no meu país, sexualidade é um crime". A exposição traz o resultado da pesquisa do fotógrafo e jornalista francês Philippe Castetbon, que promoveu uma investigação sociológica sobre a discriminação sexual em diversos países.
Philippe se inscreveu num site de encontros e fez contato com homens de vários países onde a homossexualidade é proibida e condenada por leis. A partir disso e com a colaboração dos personagens, o jornalista conseguiu montar a mostra.
São 50 retratos e depoimentos de homens gays que têm um cotidiano difícil em 80 países onde as relações gays são condenadas. Cada perfil traz ainda as leis que vigoram nos respectivos países.
No estudo, Philippe percebeu que a internet é a única saída para esses homens, que são excluídos da sociedade e sofrem violências e humilhações constantes. É apenas no universo virtual que eles encontram outros gays e conseguem criar algum tipo de vínculo afetivo.
A exposição, que já passou por cidades como Paris, Genebra e Viena, vai virar livro, que será lançado em julho. No mês de junho, a CAIXA promove alguns debates sobre o tema com convidados especiais.

Serviço:
Exposição "Condenados - no meu país, minha sexualidade é um crime"
Visitação: de 21 de maio a 17 de julho
Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo
Entrada gratuita