quinta-feira, 5 de maio de 2011

Grace Kelly em exposição em São Paulo

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2011/05/04/grace-kelly-em-exposicao-em-sao-paulo/

É um fato importante e raro: começa nesta quinta-feira (5), na Faap, Rua Alagoas ,903, em Higienópolis, a exposição Os Anos Grace Kelly Princesa de Mônaco, com a presença do filho dela, Sua Alteza Sereníssima, o Príncipe Albert II de Mônaco.
Para entrar hoje, é preciso ter convite e chegar cedo, às 19 horas, meia hora antes do Príncipe (coisas de protocolo real), embora Alberto seja informal e simpático. Depois ficará aberta para o publico até o dia 10 de julho.
Já tive oportunidade de conviver com ele, porque fui jurado num Festival de Televisão promovido anualmente em Mônaco, ou Monte Carlo (que é a mesma coisa, pois são sinônimos para designar o mesmo lugar). É o Festival mais importante do gênero no mundo, e passei uma semana notável, hospedado nos melhores hotéis (o principado é muito pequeno e o hotel é aquele que aparece diante do cassino, muito chique), fazendo parte de um júri em que pude conviver com o presidente da RAI, da TV Soviética, da atriz Francesa Macha Méril e do astro americano John Forsythe (Dinastia), que foi quem me apresentou Linda Evans e o marido, o músico grego Yannis (com quem almoçamos informalmente).
Quem acabou de ver o casamento britânico, vai pensar que lá tinha a mesma pompa e circunstancia e não era o fato. À noite jantávamos juntos, contávamos piadas, quem sabia cantar se apresentava, como numa noite amadora em Ribeirão Preto (outro que estava lá e era muito agradável é Michael Connors, o Mannix da TV).
Teve até uma grande festa onde tocou o genial Michel Legrand e o venerável Stephane Grapelli. Ficaram de me convidar outros anos, mas ficou por isso mesmo, infelizmente.
Só lamentava a ausência de Grace Kelly, que justamente tinha falecido poucos anos antes num acidente controvertido, diziam que a filha menor de idade estava dirigindo e teria provocado o acidente. O fato é que a estrada é muito perigosa, cheia de curvas, sem segurança (como dá para ver no filme Ladrão de Casaca. A versão aceita hoje é a de que Grace teria sofrido um pequeno derrame que teria provocado justamente o acidente.
É uma pena porque era muito jovem (apenas 53 anos), ainda muito bela e ícone do Principado. Não sei se era feliz, porque hoje os livros (já que pela lei pode-se escrever o que quiser sobre os mortos) se esmeram em falar mal dela, dizendo que tinha mania de namorar os co-astros (Holden, Milland, Gable, parece que só Stewart escapou) e estava longe de ser santa.
Nós também não somos santos e não atiramos a primeira pedra. Sou sempre favorável a imprimir a lenda (já escrevi aqui no Blog sobre Grace relembrando o nascimento dela). O fato é que vocês repararam que das estrelas dos anos 50, só se tornaram verdadeiras lendas as que morreram mais cedo, ou tragicamente como Marilyn Monroe, Grace e Audrey Hepburn (aos 60 e poucos anos, mas de câncer). Não sei se eram as mais belas (a lista deveria incluir Ava Gardner, Gene Tierney, Elizabeth Taylor), mas são as que mais aparecem em livros, posters, exposições.
Grace era de família rica americana, e o convite de casamento, temos que ser francos, parecia um bom negócio tanto para eles quanto para o Principado, que tem uma monarquia recente (não tem o mesmo status que outras européias) e subsiste como paraíso fiscal e oportunidade de negócios, além de centro de festivais e da Fórmula 1.
Para Grace, ela realizou o sonho de toda menina, de toda fã de Hollywood, que um dia quer virar princesa de verdade, para valer (como todas essas meninas que ficam sonhando com os desenhos da Disney!). De princesa de faz de conta (como em seu último filme O Cisne) para uma autêntica (e como todo mundo sabe, ou deveria saber, a realidade é muito mais dramática e séria do que qualquer fantasia).
Mônaco também se beneficiou porque se tornou mundialmente famosa e qualquer festa dali em diante teve o brilho da presença dos amigos íntimos da estrela (Sinatra, Cary Grant etc). Como vocês verão na exposição, foram anos dourados para o reino que, de tão pequeno, parece mesmo coisa de conto de fadas e para a estrela que virou lenda. Grace Kelly que ficou para sempre como exemplo de classe, elegância e beleza.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não será permitido comentários ofensivos.