quinta-feira, 21 de abril de 2011

ATELIE DE CLIO - 14/05 NA PUC

ATELIER DE CLIO


OFICINAS DE HISTÓRIA

1º semestre de 2011

As Oficinas Atelier de Clio tem como objetivo mostrar como os historiadores têm utilizado as mais diversas linguagens e documentos, como música, cinema, literatura e artes plásticas, para refletir sobre História e produzir conhecimento histórico. Por meio de diferentes tipos de documentos, será discutida a relação entre História e as diversas linguagens.
O aluno do curso poderá optar por uma das dez oficinas oferecidas, de acordo com o tema de seu interesse.
ao final da Oficina, os participantes estarão aptos a produzir materiais que poderão utilizar em alguma pesquisa histórica ou como recurso didático.

DIRIGIDO A

Alunos e ex-alunos do curso História, Sociedade e Cultura; alunos de graduação em História da PUC-SP, além do público em geral. COORDENAÇÃO Profa. Dra. Estefania Knotz C. Fraga
Profa. Dra. Yone de Carvalho

INSCRIÇÕES

Os alunos do curso História, Sociedade e Cultura farão suas matrículas por e-mail, que será informado até dia 20 de abril.
Adiantamos que as inscrições ocorrerão do dia 02 até 11 de maio. Lembramos que os alunos regularmente matriculados no curso, História, Sociedade e Cultura que não há custo financeiro e que ao final de 4 Oficinas de 8 horas (totalizando 32 horas), terão direito a Certificado de Extensão Universitária.

DATA, HORÁRIO E LOCAL DE REALIZAÇÃO

14 de maio de 2011
Sábado, das 8 às 17 horas (intervalo para almoço das 12 às 13 horas)
PUC-SP - Campus Monte Alegre - Rua Ministro Godói, 969 – Perdizes - São Paulo – SP (válido para alunos de todos os campi).

Programação:
 
Oficina 1

Patrimônio Histórico e Memória Paulista: A São Paulo antes e depois dos arranha-céus – centro antigo
Profs. Álvaro H. Allegrette e Xenia Miranda Salvetti

Resumo da proposta:
Abordar conceitos e técnicas para apreensão e compreensão do espaço urbano enquanto componente cultural, através de estudo do meio, realizado no centro da cidade de São Paulo analisando a memória construída no século XX, as intervenções, superposições, articulações, conflitos de tempos e espaços existentes na paisagem urbana que constituem as diversas cidades presentes no centro de São Paulo.

Metodologia:
- Analisar o patrimônio histórico-cultural como objeto de estudo na construção da identidade paulistana.
- Estabelecer percepção crítica dos elementos materiais e simbólicos constitutivos da memória histórico-cultural urbana em seus diversos suportes.
- Exercício da leitura não textual, perceber as de diferentes linguagens multi- sensoriais, presentes no espaço percorrido que dialogam, articulam com o patrimônio histórico, constituindo a memória individual e coletiva da cidade.

Oficina 2
O Cinema e a Narrativa da História
Prof. Mauro Luiz Perón

Resumo da proposta:
A Oficina objetiva investigar, mediante o exame de uma filmografia selecionada, as relações entre os processos socialmente constituídos e o discurso cinematográfico sobre os mesmos, de maneira a avaliar o alcance da narrativa cinematográfica como uma forma de Conhecimento, bem como as implicações estéticas e morais sobre os sentidos do Conhecimento, as relações políticas acionadas pelo Cinema, e a legitimidade do discurso cinematográfico diante das práticas historicamente produzidas. Trata-se, ainda, de avaliar o Cinema frente aos processos educacionais, particularmente na área das Ciências Humanas, com ênfase em História.

Metodologia:
A reflexão sobre o Cinema será construída mediante análise fílmica de trechos de obras, produzidas em variados contextos, e com diferentes orientações temáticas e estilísticas, de maneira a apreciar o alcance do Cinema como Conhecimento.

Oficina 3
História e Música: Indústria Cultural, Cultura Midiática de Massas e Sociedade do Espetáculo (séculos XX-XXI)
Prof. Wagner Pinheiro Pereira

Resumo da proposta:
A Oficina visa oferecer um panorama histórico da relação cinema, televisão e música, a partir da análise dos mais representativos filmes musicais, videoclipes, apresentações televisivas, shows e espetáculos musicais, enfocando a sua estética, linguagem e influência na sociedade e na cultura de massas contemporânea, enquanto produtos da chamada “indústria cultural”, e da sua relação com a Music Television (MTV). Para isso, a oficina pretende analisar a trajetória audiovisual da narrativa musical moderna, da Revolução do Rock'n'Roll a partir das décadas de 1950/1960, co m Elvis Presley, The Beatles e The Rolling Stones, até a consolidação da estética videoclíptica com Michael Jackson, Madonna e demais ídolos da música mundial contemporânea, assim como da reinvenção atual do gênero musical através dos filmes indianos de Bollywood e dos fenômenos de blockbuster hollywoodianos na primeira década do século XXI. A partir da análise dos principais representantes da indústria cultural pop , pretende-se resgatar e comparar elementos da dinâmica histórica da progressiva emancipação dos músicos a partir da modernidade burguesa, no século XVIII, destacando o contraste entre a completa submissão de muitos compositores de música clássica aos mecenas e patrões do Antigo Regime e o atual sucesso planetário dos astros pop do século XXI. Ou seja, analisar os ingredientes que fizeram da música a mais influente das formas artística da atualidade, apresentando um amalgama dos mais variados estilos - ópera e rock'n'r oll, pop music e black music - numa fascinante história dos instrumentos, gêneros e práticas de escuta e execução.

Metodologia:
A exibição e análise de cenas selecionadas de variados produtos da cultura audiovisual de massas, ilustrando os momentos mais importantes dessa trajetória musical no cinema e na televisão, buscarão apontar como a História pode ser escrita a partir das fontes audiovisuais. A oficina abordará ainda temas como o processo da socialização e massificação da cultura; a arte como meio de representação das aspirações da sociedade; e a cultura como elemento de apoio e/ou de crítica aos regimes políticos (democráticos ou ditatoriais).

Oficina 4
A Música Popular Brasileira sob censura dos governos militares
(1964-1985) - A linguagem da "Fresta"
Prof. Ithamar Shinkawa Padilha

Resumo da proposta:
Abordar o papel da MPB no cenário cultural e político brasileiro dos anos da ditadura militar. A linguagem da "fresta" que os compositores utilizaram para tentar burlar a perseguição e a censura.
Os conteúdos conceituais são os relativos ao ambiente dos chamados “anos de chumbo” do regime militar – o período da vigência do Ato Institucional n° 5 (AI-5), particularmente durante os governos dos generais Emílio Garrastazu Médici (1969-1973) e Ernesto Geisel (1974-1978). Evidentemente, a oficina chama atenção para o clima de repressão política em geral, mas dá destaque para a repressão ao direito de livre expressão do pensamento, particularmente através da música.

Metodologia:
Chamar atenção para a música como fonte histórica, além da melodia, harmonia e ritmo, incorporar a letra como elemento fundamental para o trabalho do historiador. Além disso, vamos incorporar a prática da audição de canções e interpretações das letras como recursos didáticos. O teor investigativo deverá estar presente tanto quando da audição das canções (quando o professor deverá propiciar aos alunos outros elementos – fotografias, imagens em movimento, textos etc. – que o ajudem a se aproximar o máximo possível do “ambiente” da época) como quando da leitura e interpretação das letras das canções.

Oficina 5
Literatura Infantil e culturas afro-brasileira e africana
(A sala de aula e a Lei 10.639/04)
Profa. Maria do Rosário C. Peixoto

Resumo da proposta:
Atendendo à demanda da Lei 10639/04, esta oficina pretende trabalhar com a literatura infantil, fazendo uma reflexão sobre o modo como esta literatura aborda a cultura africana e afro-brasileira. Para tal os alunos farão exercícios de leitura e discussão de textos literários e teórico-metodológicos que tratem do tema.

Metodologia:
Leitura prévia de textos-base que tratam das relações entre história e literatura e de textos literários que problematizem as relações entre as culturas africanas e afro-brasileiras.

Oficina 6
A História dos Direitos Humanos nas Constituições do Brasil
Os Remédios Constitucionais
Profs. Bruno A. Alves de Almeida e Fábio Mariano

Resumo da proposta:
A História dos Direitos Humanos nas Constituições do Brasil - Os Remédios Constitucionais
A presente oficina tem por objetivo apresentar aos participantes questões atuais relacionadas aos Direitos Humanos, sob a perspectiva histórica e à luz das Constituições do Brasil. Desde a Carta Constitucional de 1.824 o Brasil passou por profundas transformações incidindo diretamente em nossa legislação corroborando para que se aprofundassem cada vez mais sobre a questão dos Direitos Fundamentais, chamados de inalienáveis, mas também sobre aqueles chamados direitos políticos e sociais, configurando todo arcabouço dos direitos do homem e do cidadão

Metodologia:
A primeira parte visa apresentar o panorama das Constituições no mundo, sobremaneira as legislações Inglesa, America e a Francesa, relacionando ao tema dos Direitos Humanos e a maneira como se contemplou a questão na legislação brasileira, neste caso, nas Constituições do Brasil, desde o Império até o momento atual, com a Magna Carta de 1.988.
A segunda parte visa dar um panorama dos autores que tem trabalhado a questão dos Direitos Humanos relacionando cada qual ao temas que sejam mais relevantes. Nesta segunda parte também buscaremos trazer à baila decisões de Tribunais Internacionais de Direitos Humanos, com ênfase na Corte Interamericana, tendo o Brasil como Estado-parte na relação jurídica internacional. Na terceira e última parte buscaremos tratar das questões gerais num processo de interatividade com os participantes. Trabalho em grupo e síntese da oficina.

Oficina 7
História, imagens e sons de Gonzaguinha a Manguebeat
Profa. Jurema Marcarenhas Paes

Resumo da proposta:
A proposta da oficina História, imagens e som, é promover a discussão sobre as atuais tendências historiográficas e sua relação com as fontes imagéticas (vídeos, fotografias, iconografia, pinturas) e sonoras (a oralidade, a música, as paisagens sonoras) e suas possibilidades de articulação com a pesquisa e ensino.

Metodologia:
* Discutir sobre as atuais tendências da historiografia, suas características e contribuições para a pesquisa e para o ensino de história.
* Apresentar e analisar fontes músicas, vídeos, fotografias, pinturas como recursos didáticos, documentos e objetos de estudo da História e outras áreas do conhecimento.
* Discutir a interdisciplinaridade no fazer histórico. * Contribuir para a atualização da formação acadêmica de profissionais das áreas de Ciências Humanas, no que se refere à história cultural e ao trato com as fontes imagéticas e visuais.

Oficina 8

História em quadrinhos como Fonte de pesquisa para o Historiador
Prof. André Luís Sanchez Cezaretto

Resumo da proposta:
As histórias em quadrinhos, ou HQs, tem se apresentado há algumas décadas como importante fonte de pesquisa para acadêmicos das mais diversas áreas, mas ainda são poucos os historiadores que se dedicam a estudar esse rico produto da indústria cultural. As HQs, desde as origens dos gibis nos anos trinta, trafegam por um universo infinito de temas, personagens, temporalidades e espacialidades e que, apesar disso, mantém uma íntima proximidade com o contexto em que são e foram criadas. É a partir desta relação das criações ficcionais com as visões e representações de mundo de seus autores e/ou editores que podemos entender o rico diálogo das HQs com seu público leitor e a releituras, reapropriações e concessão de novos significados que estes dão às histórias. Portanto, as HQs, para além das narrativas em si, podem aproximar os historiadores dos leitores e de suas visões de mundo, de seu imaginário e das representações que estes fazem de sua vida cotidiana.

Metodologia:
- Apresentar uma breve trajetória das HQs no ocidente e no Brasil, observando alguns de seus principais artistas e suas obras;
- Contribuir para o aprimoramento profissional do historiador no que se refere às questões historiográficas, teóricas e problemáticas na relação entre História e histórias em quadrinhos;
- Apresentar possibilidades de trabalho pedagógico utilizando as HQs nas aulas de História dos Ensinos Fundamental II e Médio;
- Estimular a pesquisa acadêmica que se utilize das histórias em quadrinhos como fonte e objeto de pesquisa para o historiador;
- Apresentar instrumentos para a reflexão e análise crítica das HQs;
- Elaborar problemáticas a partir de HQs bem como de referenciais teóricos apresentados.

Oficina 9

Arte africana na sala de aula
Profa. Regiane Augusto de Mattos

Resumo da proposta:
A proposta da oficina Arte Africana na sala de aula está voltada para o conhecimento da História da África e a incorporação dos conteúdos relacionados a essa temática no currículo de diferentes disciplinas (História, Geografia, Artes Plásticas, Música, etc). Considerando a lei n 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e Culturas Afro-Brasileira e Africana nas escolas, a oficina dará subsídios, assim como preparará os professores para a criação de atividades coletivas que englobem essas diretrizes, por meio de diferentes recursos e da análise de fontes não-escritas que informam sobre as sociedades em outras épocas, como os objetos de arte. Para tanto, propõe-se como ponto de partida para o ensino interdisciplinar de História da África o exercício de leitura e análise de imagens de obras de arte africanas, como instrumento para se conhecer os aspectos sociais, econômicos e culturais das diversas sociedades africanas.

Metodologia:
- Abordar conteúdos de História da África e arte africana.
- Realizar a leitura e análise histórica de objetos de arte.
- Dar subsídios e preparar professores para o tratamento interdisciplinar desses conteúdos.
- Apresentar a obra de arte como recurso didático, fonte documental e objeto de estudo da História e outras áreas do conhecimento.
- Contribuir para a atualização da formação acadêmica de profissionais das áreas de Ciências Humanas, no que se refere à História da África.

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