sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O prazer da dor

Caros leitores,

Para quem se interessa por arte tumular como eu, vale a leitura.
Foi publicado no site:
http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3594


01/02/2011


O prazer da dor

Sensuais e acolhedoras, as jovens divindades esculpidas por Materno Giribaldi enriquecem cemitérios de São Paulo

Maria Elizia Borges

Quando se visita um cemitério, o que se vê é uma série de túmulos adornados com cruzes, flores, vasos e imagens de santos e de anjos. Mas quem já viu esculturas como as de Materno Giribaldi – especialista em retratar mulheres em poses sensuais – enfeitando túmulos acaba se perguntando se não seria mais adequado que essas obras de arte ficassem expostas dentro de um museu. Possivelmente, elas estão ali para confirmar o quanto os vivos sentem necessidade de eternizar esses lugares com trabalhos artísticos repletos de significados, sejam sacros ou profanos.

Nas grandes metrópoles brasileiras, como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e São Paulo, há cemitérios que são tidos como museus a céu aberto. Isto se deve ao fato de eles abrigarem uma grande quantidade de monumentos luxuosos, ornamentados com estátuas que muitas vezes narram a vida do falecido, reforçando a importância que ele teve. Ao longo da história da humanidade, cada sociedade desenvolveu uma maneira própria de homenagear seus mortos. Esse costume contribui para que os homens vivenciem o seu luto com mais profundidade.

Materno Giribaldi (1870-1935) nasceu na Itália, aos 60 anos mudou-se para São Paulo, onde instalou seu ateliê na década de 1930. O trabalho do artista apresenta elementos do simbolismo, representação visual que agrupa estilos artísticos europeus do final do século XIX, como o art nouveau (nova arte) e o liberty (noção de liberdade). Suas obras têm composições assimétricas com uma profusão decorativa de arranjos florais envolvendo mulheres nuas e seminuas. Elas expressam dor diante dos mistérios insondáveis da morte e, ao mesmo tempo, exaltam e glorificam a vida terrena. (...)


Leia a matéria completa na edição de Fevereiro, nas bancas.

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