terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Atentado no Aeroporto Internacional

Russia/Atentados - Artigo publicado em 24 de Janeiro de 2011 - Atualizado em 25 de Janeiro de 2011


Pelo menos 130 pessoas ficaram feridas após a explosão no aeroporto de Moscou.
Reuters/Denis SinyakovSilvano Mendes

A explosão ocorreu na tarde desta segunda-feira na área de desembarque dos vôos internacionais do aeroporto Domodedovo, na capital Moscou. Pelo menos 35 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas. As autoridades russas já estão à procura de três suspeitos de envolvimento no atentado suicida .

A polícia russa ainda não sabe se o ato foi realizado por um ou vários terroristas, mas as autoridades locais acreditam que o homem-bomba se misturou às pessoas que aguardavam a chegada dos passageiros, quando os explosivos foram acionados. Algumas testemunhas afirmam ter ouvido duas deflagrações.
A polícia não excluiu, no entanto, a hipótese de que a bomba tenho sido escondida dentro das bagagens que chegavam ao aeroporto. Os aviões que aterrissavam pouco antes da explosão vinham do Cairo, no Egito, de Tóquio, no Japão, de Dusseldorf, na Alemanha, e de Londres, no Reino Unido. A polícia de Moscou aumentou o nível de segurança na capital, principalmente nas estações de metrô e nos aeroportos moscovitas Cheremetievo e Vnoukovo.
As autoridades do país abriram imediatamente um inquérito contra "ato terrorista". Nenhum grupo reivindicou o ataque, mas três pessoas suspeitas de envolvimento já estão sendo procuradas pela polícia. O presidente russo Dmitri Medvedev, que deveria embarcar na terça-feira para Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, decidiu adiar sua viagem. O primeiro ministro Vladimir Putin é esperado no aeroporto na noite desta segunda-feira.
As primeiras reações já começaram a ser divulgadas. O secretário geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, se disse chocado pelo atentado. Ele afirmou que a Aliança está do lado da Rússia na luta contra o terrorismo. O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, e o chefe da diplomacia italiana, Franco Frattini, condenaram o ataque, qualificado como "um ato bárbaro injustificável". Em comunicados oficiais o presidente francês, Nicolas Sarkozy, criticou um ato "odioso e covarde", enquanto o presidente norte-americano Barack Obama falou de um ataque "revoltante".
A Rússia foi vítima de dois atentados terroristas no ano passado. Em março duas mulheres se explodiram dentro do metrô de Moscou matando 40 pessoas. Já em setembro, a explosão de um carro-bomba fez 17 vítimas fatais em Vladikavkaz, na Ossétia do Norte.

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