sábado, 10 de dezembro de 2011

Novo Estado: Tapajós

Tapajós será maior que Minas e Bahia, mas mais pobre que o Piauí

Infográfico do iG mostra que Estado terá 3º maior território do Brasil, mas seu uso é limitado: 73% dele é de área protegida



Wilson Lima, enviado especial ao Pará 08/12/2011 16:34Caso seja criado, o Estado de Tapajós será um dos maiores - e mais pobres - Estados do Brasil. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em área total, Tapajós será o terceiro maior estado brasileiro, superando Minas Gerais e Bahia, por exemplo. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), será o quarto menor. Em PIB per capita, o terceiro menos expressivo.
Com a divisão do Estado, Tapajós sozinho passará a ocupar 59% de todo o território do Pará, ficando atrás apenas de Amazonas e Mato Grosso. No entanto, seu PIB de R$ 8,7 bilhões será quatro vezes menor que o do Maranhão e será parecido com o do Amapá. Economicamente, a esperança de Tapajós está na usina hidrelétrica de Belo Monte, em fase inicial de construção. Até porque o Estado tem 73% do seu território tomado por áreas de preservação, o que torna inviável uma grande expansão econômica.
Mesmo com esses contrastes, Tapajós, caso seja criado, nasce livre de alguns dos maiores problemas do Estado do Pará. A taxa de homicídios de Tapajós, por exemplo, é 12 vezes inferior ao do Novo Pará, quase quatro vezes menor que a região de Carajás e metade da taxa de homicídios média da região norte brasileira. Das três novas regiões, o Estado teria o menor déficit de leitos da região e a menor média de aluno por professor.

Estado: Carajas

Carajás pode ser um dos mais ricos e violentos Estados do Brasil

Infográfico do iG mostra que PIB per capita é semelhante ao de Minas, mas taxa de homicídio é duas vezes maior do que a brasileira

Wilson Lima, enviado especial ao Pará 08/12/2011 16:58


Carajás é um Estado que pode nascer como um dos mais promissores, por conta das suas riquezas minerais, mas também como um dos mais problemáticos do Brasil. Embora o Produto Interno Bruto (PIB) de Carajás seja similar ao do Sergipe, o PIB per capita é a metade do de São Paulo, semelhante ao de Minas Gerais e duas vezes maior que o do Maranhão. Porém a taxa de homicídios é duas vezes maior do que a média nacional.
Se a divisão do Pará for aprovada, Carajás terá um PIB de R$ 19,5 bilhões, com PIB per capita de R$ 13,6 mil, maior até que o do Estado do Pará. Economicamente, Carajás herda a Serra dos Carajás e a Hidrelétrica de Tucuruí. Esses empreendimentos foram responsáveis pelo desenvolvimento econômico da região.
Justamente pelo crescimento rápido e sem planejamento, Carajás herdaria também os maiores problemas. A taxa de homicídios é de 55,3 para cada 100 mil habitantes, índice duas vezes maior do que a média nacional e o terceiro maior entre os Estados brasileiros, ficando atrás apenas de Alagoas e Espírito Santo. Além disso, a região concentra o maior número de mortes decorrentes de conflitos agrários. Foram 43 mortes em dez anos. Carajás também lidera em desmatamento, respondendo por 55% da área desmatada em todo o Pará.

A polêmica criação de dois novos Estados

Caros leitores,


Amanhã o Pará vai promover um plebiscito, ou seja, uma consulta públicas sobre a divisão do Estado.
O objetivo aqui é apresentar os argumentos contrários e favoráveis sobre a separação, cabe a você decidir de que lado você está.
Boa leitura


Profª Viviane


Fonte: Portal do IG



O plebiscito sobre a divisão do Pará vai acontecer neste domingo, dia 11 de dezembro, em todas as cidades do Estado. Cerca de 4,8 milhões de pessoas têm direito a voto, que é obrigatório - quem mora fora do Pará terá de justificar, como em uma eleição comum.Nesta reta final da campanha, o iG reuniu números sobre o Pará e as regiões que querem se separar,  argumentos das frentes a favor e contra a divisão e as opiniões de brasileiros espalhados pelo País, publicadas nas redes sociais ou na área de comentários desta reportagem sobre a divisão do Pará.
Os números
As três regiões são muito diferentes entre si, mas compartilham os mesmos problemas sociais. Navegue pelo infográfico e saiba quais são elas.
 Os argumentos
Saiba por que os separatistas querem a divisão e por que os unionistas se opõem a ela
Separatistas
O Estado vai ficar mais perto das pessoas. Belém, a capital do Pará, fica a 1.400 quilômetros de Santarém, cotada para capital de Tapajós – equivalente a três vezes a distância entre Rio e São Paulo.
Mais investimentos do governo federal. Hoje, o Pará recebe R$ 2,4 bilhões em transferências federais. Com os novos Estados, esse repasse, somado, seria de R$ 5,9 bilhões.
Investimentos seriam mais bem distribuídos. No caso da saúde, por exemplo, todos os casos de alta complexidade precisam ser encaminhados para Belém por falta de estrutura.
Comparação com outros Estados. Tocantins, que se separou de Goiás, e Mato Grosso do Sul, desmembrado de Mato Grosso, deram grandes saltos econômicos e sociais.
Combate ao desmatamento e à criminalidade vai melhorar. Cada um dos três Estados terá de criar polícia e secretarias de meio ambiente, aumentando a prevenção e a fiscalização.
Unionistas
Estados pequenos não garantem melhores serviços. Alguns dos Estados mais desenvolvidos do Brasil, como São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, têm grandes territórios.
Novos Estados vão consumir grandes quantias de dinheiro público. Serão mais duas Assembleias Legislativas, duas sedes de governo e dois Tribunais de Justiça.
Haverá o rateio dos recursos federais. São R$ 2,4 bilhões destinados ao Pará que precisarão ser divididos com Carajás e Tapajós.
Eles nascerão deficitários. O Pará, sozinho, arrecada R$ 300 milhões a mais do que gasta por ano. Carajás nasceria com um déficit de R$ 1 bilhão, Tapajós, de R$ 864 milhões e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.
A divisão do Estado não interessa à população a apenas certos grupos políticos e empresariais, que querem aumentar seu poder nos locais.
O que as pessoas pensam
Na área de comentário desta reportagem sobre a divisão do Pará, pessoas de diversas partes do Brasil estão opinando. Você também pode opinar. Uma das maneiras é deixar um comentário, dizendo o que você pensa sobre a divisão, na área de comentários desta reportagem, logo depois do final deste texto. Também há a alternativa de comentar nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Se você é a favor da divisão, deixe seu argumento e, ao final, coloque a frase #votosim (se você é a favor da separação) ou #votonão (se você é contra a separação).
Abaixo, as opiniões de alguns internautas. Se você deixar seus comentários das redes sociais, eles vão aparecer na caixa abaixo. Participe. Quanto mais opiniões, melhor o debate, melhor a decisão.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Ciclo de palestras


II Ciclo de Palestras
Mestres do Cinema Europeu
07 de novembro a 12 de dezembro
 
Espaço Unibanco de Cinema



domingo, 20 de novembro de 2011

Acervo do MIS

PF investiga se Chevron tentou alcançar camada do pré-sal

PF investiga se Chevron tentou alcançar camada do pré-sal



Vazamento na Bacia de Campos. Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro
A petroleira norte-americana Chevron, responsável pelo vazamento de óleo que já dura dez dias na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo do Frade. Se a suspeita for confirmada, o episódio se revelará num dos mais emblemáticos casos de agressão à soberania nacional promovida por uma empresa estrangeira. A possibilidade é admitida por técnicos da Agência Nacional do Petróleo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.
A Polícia Federal, que investiga o caso, desconfia inclusive que o acidente possa ter ocorrido justamente devido à possível perfuração de poços além dos limites permitidos.
Segundo a reportagem, a sonda usada pela Chevron tem capacidade para perfurar até 7,6 mil metros, mais que o dobro do necessário para a perfuração dos quatro poços autorizados no Campo do Frade (de até 1.276 metros de profundidade). A ANP quer saber ainda se houve falhas inclusive na construção do poço e se foi utilizado material inadequado. Também não se sabe se foram feitos os testes de segurança antes do início da perfuração.
Responsável pelo inquérito, o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, disse na reportagem que já existem indícios de que estrangeiros estejam trabalhando ilegalmente no litoral brasileiro. “É algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária”, disse o delegado ao Estado de S.Paulo. A empresa nega a irregularidade.
Embora nem mesmo a Chevron saiba dizer quantos litros vazaram da plataforma (as estimativas da ANP indicam que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris/dia no período de 8 a 15 de novembro), o episódio pode acelerar a discussão sobre a segurança nacional em torno de sua principal riqueza. Na internet, começam a surgir manifestações para que a empresa estrangeira seja expulsa do País.
O episódio deixou clara também a situação de vulnerabilidade da exploração de petróleo em alto mar, área onde os órgãos fiscalizadores, como o Ibama, não conseguem monitorar de modo eficiente se as empresas cumprem ou não as normas de segurança, conforme reportagem publicada na sexta-feira no site de CartaCapital.
A preocupação se tornou ainda maior depois da notícia de que a empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.
Apesar do retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que confia na empresa e que continuará a operar com ela no Brasil.
A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias.

*Com informações da Agência Brasil

Artigo Carta Capital

Compartilhando com vocês um email recebido de Ley Gomes:




Mino Carta


Editorial


18.11.2011 10:20


Uma comparação e suas lições


As seis capas que ilustram esta página contam uma história de várias lições, ou morais. As seis são o rosto de semanais de informação publicadas ao mesmo tempo no fim da semana passada, quatro de revistas brasileiras, uma britânica, outra americana. Estas duas últimas são de repercussão mundial. Time é o incunábulo dos news magazines do planeta todo. Fundada em 1923, provocou o nascimento da Newsweek dez anos depois e influenciou todas as demais publicações do gênero continentes afora. The Economist, com a qual CartaCapitalmantém honrosa parceria, é tida há tempo a semanal mais importante do mundo.


 
economist.jpg
The Economist


time.jpg
Time


 Três capas focalizam o mesmo assunto e estampam a imagem da mesma personagem, simbólica da crise econômica e financeira que a ninguém poupa em qualquer latitude e longitude, o premier italiano Silvio Berlusconi finalmente derrubado em um lampejo de senso comum. The Economist, Time e CartaCapital coincidem na mira da informação prioritária, se quiserem na apreensão a respeito do destino de todos. Em oposição, Veja, Época e IstoÉ parecem editadas, nem digo em outro planeta, em outra galáxia.


Desde as primeiras conversas entre dois universitários americanos, Henry Luce e Britton Hadden, empenhados em levar a cabo o projeto da pioneira Time, ficou assentado o propósito de iluminar os leitores ao lhes oferecer o resumo dos fatos da semana devidamente analisados e hierarquizados em ordem decrescente ao sabor da sua influência sobre a vida do mundo e de cada cidadão. Na semana passada, The Economist, Time e CartaCapital foram fiéis ao legado. Veja, Época e IstoÉ prontificaram-se a participar de um capítulo especial de Jornada nas Estrelas. Não são deste mundo, com o risco de que o Brazil-zil-zil também não seja, ao menos aquele da chamada classe média à qual se refere Veja na sua capa. O que vem a ser, exatamente, de limites nítidos, a classe média nativa não sei.


Epoca.jpg 


Época




IstoE.jpg
IstoÉ


 
Sei dos herdeiros da casa-grande e dos seus capatazes, de uma minoria de ricaços estabelecidos em rincões esfuziantes na imitação de Abu Dabi e de um largo número de cidadãos que gostariam de lhes seguir os passos. Sei também que esta classe média habilita-se a achar graça no mulherão Pereirão e a digerir outras lições de infatigável alienação pontualmente ministradas.


 
Veja.jpg
Veja


CAPA672.jpg


CartaCapital


Em termos de civilização, classe média significa, no bem e no mal, conhecimento, ideias, crenças. Cultura. Classe média é o burguês na acepção política e representa, na Europa, por exemplo, a porção mais conspícua de uma população também em termos numéricos. Não era, é óbvio, quando fez a Revolução Francesa, mesmo assim foi decisiva para vincar o tempo e dar início oficial à Modernidade. A nossa classe média, em boa parte, e tanto mais em São Paulo, o estado mais reacionário da federação, ainda mantém ligações com a Idade Média,  com a inestimável contribuição da mídia nativa, inclusive de semanais nascidas com outros, nobres, republicanos intuitos.


Se recordo a Veja que tive a honra de dirigir à testa da equipe fundadora, experimento um forte abalo entre o fígado e a alma. Precipitado também por uma constatação: o jornalismo brasileiro, entre o imediato pós-guerra e o golpe de 64, foi bem melhor do que o atual, se não no conteúdo pelo menos na forma, e mesmo durante a ditadura algumas publicações  souberam ter momentos de grande dignidade. Na convicção de que as tiragens fermentam ao baixar o nível de sorte a secundar a parvoíce do público, com o pronto respaldo da publicidade mais abundante, acabou por enredar-se em suas próprias artimanhas e os profissionais, salvo notáveis exceções, assumiram o estágio intelectual inicialmente atribuído aos seus leitores.


Costuma-se dizer que Deus é brasileiro, não somos porém o povo eleito, enquanto o Brasil é uma terra prometida que por ora não merecemos. E a classe que haveria de ditar rumos, salvo raros oásis de sabedoria e boa visão da vida e do mundo, gosta de viver de aparência, de consumir em desvario, de cultivar alegremente sua ignorância.

Lançamento do Livro

Lançamento na  Livraria da Vila, da Fradique Coutinho em SP, na próxima terça-feira, dia 22 de novembro,  a partir das 19h00. S
 


Prezado José Carlos Sebe Bom Meihy,
 
A Editora Contexto apresenta Guia Prático de História Oral: uma obra essencial e indispensável – um livro de referência para interessados em trabalhos com entrevistas.
Aproveite, o livro já está disponível!

Este guia atualiza conceitos e indica caminhos operacionais para interessados em trabalhos com entrevistas. Escrito com clareza e objetividade, o livro é recomendado para acadêmicos, comunidades e empresas. Rigor na condução de projetos e fundamentação teórica são atributos que valorizam os trabalhos na área de história oral. Exemplos de como fazer projetos nos diversos campos que usam entrevistas são demonstrados como modelo de uma prática que avança em todos os setores da vida moderna.
 
Nº de Páginas: 208
Formato: 16 x 23
ISBN: 978-85-7244-690-7


Atenciosamente,
Stephanie Cucato
www.editoracontexto.com.br
© Copyright 2011 - Editora Contexto