sexta-feira, 30 de abril de 2010

Max Ernst - Uma Semana de Bondade

A amostra inicia no Masp, dia 23 de abril . Conservada por mais de 70 anos pelo colecionador francês Daniel Fillipacchi, a coleção completa do Gênesis de Ernst traz 184 colagens, cinco delas não exibidas sob alegação de blasfêmia em exposição realizada em Madri, em 1936.
Nas imagens, a crítica cáustica e surrealista às convenções sociais da Europa do período entre guerras.
Até 18 de julho de 2010.

Onde: Galeria Horácio Lafer, 1º andar do Masp
(av. Paulista, 1.578, São Paulo-SP; terças a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas, das 11h às 20h).
Ingressos custam R$ 15 (meia R$ 7).
Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos.
Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.
Inf.: 0/xx/11/3251-5644,
site www.masp.art.br

HISTÓRIA DO DIA DO TRABALHO - 1º de Maio, origem, manifestações,  Dia Mundial do Trabalho

HISTÓRIA DO DIA DO TRABALHO - 1º de Maio, origem, manifestações, Dia Mundial do Trabalho

Os arquivos de Simom Bolivar

fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/04/27/e27047989.asp
Agência AFP


AFP - Os arquivos do Libertador Simón Bolívar, declarados Memória do Mundo pela Unesco, passarão para controle do governo de Hugo Chávez dentro de
dois meses, uma decisão que gerou preocupação entre historiadores
venezuelanos pela conservação de documentos tão valiosos.
Um recente decreto de Chávez transfere a totalidade dos arquivos de Bolívar e do precursor da Independência venezuelana, o general Francisco de Miranda, ao Arquivo Geral da Nação, subordinado ao ministério da Cultura.
Dessa forma, os 283 tomos de arquivos de Bolívar e os 63 de Miranda mudarão de custódia e de localização depois de permancer desde 1999 sob os cuidados da Academia Nacional da
História.
Na Academia, integrada por muitos historiadores críticos ao governo Chávez, reina agora a preocupação pela preservação deste valioso patrimônio.

- O decreto presidencial foi totalmente inconsulto. A Academia deplora um tratamento tão antirrepublicano, tão intempestivo - declarou o historiador Elías Pino
Iturrieta, diretor da Academia Nacional de História.
Mas o governo afirma que a difusão dos documentos de Bolívar são insuficiente e e que um de seus primeiros projetos será digitalizá-los para que sejam conhecidos de forma maciça. A Academia só havia digitalizado os textos de Miranda.
Atualmente, o Arquivo do Libertador está guardado a 19 graus Celsius de temperatura e 60% de umidade e os tomos repousam em estantes de mármore e vidro que permitem preservar as cartas, os ofícios, decretos e discurtos escritos há 200 anos.
O pensamento de Bolívar é a base ideológica da revolução bolivariana promovida por Chávez.

10:00 - 27/04/2010

domingo, 25 de abril de 2010

A HISTÓRIA DE TÚPAC AMARU

Túpac Amaru, o filho do sol
No fim do século 18, Túpac Amaru liderou a maior rebelião indígena da América, que incendiou o coração dos Andes e inspirou revolucionários como Bolívar e Che Guevara
Por: Alessandro Meiguins

O mundo amanheceu ao contrário naquele dia em Tinta, um pequeno povoado no sul do vice-reino do Peru. Acostumada a ser explorada e maltratada pelas tropas do mandachuva local, o espanhol Antonio Arriaga, a população mal conseguia acreditar que era ele quem dava seus últimos suspiros, pendurado pelo pescoço na ponta de uma corda, em plena praça central do vilarejo. Ao seu lado, comandando a execução, estava José Gabriel Túpac Amaru. Vestido para a guerra, com o tradicional ornamento inca em forma de um sol dourado no peito, convocava aos berros índios, mestiços e negros para lutar contra a dominação espanhola. Naquele 4 de novembro de 1780, com o corpo de Arriaga balançando atrás de si, Túpac Amaru, descendente da linhagem imperial dos incas, declarou que não existiam mais impostos e que os escravos estavam livres. “Foi o início de uma rebelião que se espalharia pelos Andes e chegaria até os altiplanos bolivianos”, diz Julio Vera del Carpio, historiador da Casa da Cultura Peruana, em São Paulo. Quase 300 anos depois de os espanhóis desembarcarem na América, o filho do sol estava de volta.
Os espanhóis desembarcaram na América em 1492 ávidos por encontrar riquezas que financiassem seus navios, suas armas e sua nobreza. Quando chegaram ao Peru, em 1527, e descobriram as minas de prata da região, não perderam tempo. Reuniram um exército sob o comando de Francisco Pizarro e trataram de eliminar todo aquele que pudesse afastá-los de seu objetivo. Por “todo aquele” entenda-se os incas, que habitavam desde as cordilheiras no Peru até os altiplanos bolivianos. Em 1532, os espanhóis iniciaram uma conquista rápida e implacável. Com a vantagem das armas de fogo e do duro aço espanhol, submeteram os guerreiros indígenas e suas lanças de cobre. Pizarro conquistou Cuzco, a capital inca, e capturou e executou Atahualpa, seu imperador. Em seguida nomeou um novo ocupante para o trono: Manco Inca Yupanqui. Pouco tempo depois, no entanto, Manco Inca percebeu que estava sendo usado pelos espanhóis e fugiu de Cuzco, iniciando uma revolta. A aventura durou pouco: os espanhóis mataram Manco Inca e seus sucessores. O último foco de resistência foi derrotado em 1572, com o enforcamento do derradeiro imperador inca, o primeiro Túpac Amaru (foram vários “Túpacs”). Foi o ponto final na civilização inca na América do Sul, “que ocupou um território maior que o do Império Romano”, diz Antonio Núnez Jiménez, no livro Nuestra América. A partir desse momento, seus mais de 3 milhões de habitantes tinham um novo senhor.A primeira coisa que os novos donos do pedaço fizeram foi estabelecer a “mita” – o trabalho forçado nas minas de prata e mercúrio. “Os índios eram convocados pelos espanhóis, arrastados a pé através dos vales montanhosos e muitos morriam exauridos no caminho”, diz Carpio. “Quando chegavam, tinham um breve descanso e, um ou dois dias depois, entravam nos estreitos buracos na terra em busca dos metais. Poucos sobreviviam por muito tempo às longas jornadas de trabalho, que chegavam a uma semana inteira dentro das minas, sem direito a alimentos ou descanso.” A Igreja teve papel especial nessa história. Extremamente religiosos, os incas foram levados a crer que o rei da Espanha substituíra seu imperador no lugar reservado ao representante divino na Terra. Servir ao rei era como trabalhar para o próprio Deus-sol e ao morrer nas minas de prata estavam salvando suas almas do inferno.
Segundo Carpio, nas províncias os corregedores (espécie de prefeitos) tinham toda a liberdade para matar quantos índios fossem necessários para que a extração de prata continuasse a todo vapor. No entanto, em 200 anos de dominação, os espanhóis não eliminaram completamente as lideranças indígenas. Pelo contrário, parte do controle sobre a população era feita com o consentimento e apoio desses líderes – chamados de curacas, descendentes da nobreza inca. Convertidos ao catolicismo, muitos, inclusive, recrutavam membros das tribos para o trabalho forçado nas minas.
Descendente do primeiro Túpac, José Gabriel Túpac Amaru era um dos líderes que discordavam dessa prática. Curaca de Pampamarca, Tungasuca e Surimana, morava na província de Tinta, a 100 quilômetros de Cuzco. Túpac herdou de sua família 70 pares de mulas, com as quais transportava mercadorias através dos Andes. No meio daquela região montanhosa, ter um par de mulas era como ter um caminhão. Túpac era próspero, respeitado e bem relacionado. Insatisfeito com o que via na região defendia junto às autoridades espanholas uma reforma no sistema colonial. Aos tribunais de Lima encaminhara um pedido oficial em que pediu a eliminação do cargo do corregedor, substituindo-o por prefeitos eleitos nas províncias e povoados, e o fim da mita. Nada conseguiu. Aos poucos, passou a espalhar a idéia de rebelião.
Em uma carta aberta à população, dizia que os corregedores faziam do sangue dos peruanos “sustento para sua vaidade”. Conseguiu a simpatia e apoio de alguns curacas, que se dispuseram a lutar.
Tinta foi apenas o primeiro alvo da revolta. Após matar Arriaga, Túpac e seus homens percorreram povoados e vilas da região, prendendo e enforcando as autoridades espanholas que encontravam. Ficavam com seu dinheiro e armas e distribuíam seus bens entre a população. Túpac nomeou chefes locais e conseguiu que milhares de pessoas aderissem à sua tropa. Aterrorizado com a rapidez com que a revolta se espalhava o bispo de Cuzco, Juan Manuel de Moscoso y Peralta, enviou 1 500 soldados para eliminar o rebelde. Em 18 de novembro, no povoado de Sangarara, entre Cuzco e Tinta, Túpac enfrentou o exército do rei com 6 mil homens sob seu comando. Em menos de um dia o inca cercou os soldados do bispo. Depois de intensos combates, o último grupo de espanhóis se refugiou na igreja do povoado, esperando que o indígena poupasse o local sagrado. Túpac não quis saber: invadiu a igreja e matou todos. Em represália, Moscoso y Peralta excomungou Túpac Amaru e seus seguidores. Essa era a maior desonra que alguém poderia sofrer na época. Tanto para católicos quanto para indígenas, a excomunhão significava que a pessoa estava distante de Deus. O efeito da punição logo se fez sentir. “Por conta disso, numerosos adeptos da causa tupamarista abandonaram suas fileiras ou deixaram de nelas ingressar”, afirma Kátia Baggio, historiadora da Universidade Federal de Minas Gerais.
Túpac se preparou para invadir Cuzco. A estratégia era tomar Puno que ficava entre Cuzco e Potosí, para depois avançar sobre a capital. No entanto, após os eventos em Sangarara, o vice-rei do Peru, Agustín de Jáuregui, resolveu pedir auxílio à Espanha. Se as tropas do rei Carlos III chegassem ao Peru, a rebelião não teria chance, por isso o inca adiantou seus planos. Cuzco era uma verdadeira fortaleza. Cercada de grandes muralhas de pedra, a antiga capital do império inca tinha uma rígida planificação urbana em forma quadriculada, cujo desenho lembrava a forma de um puma. As tropas da cidade partiram em direção aos rebeldes, para conter sua chegada, enquanto mais soldados preparavam a defesa. Muitos curacas católicos, junto com suas tribos, se mostraram fiéis à Igreja e ao rei da Espanha, e ajudaram os europeus a montar uma estratégia para conter os rebeldes. O clima de agitação e expectativa diante da iminente invasão levou a cidade ao caos.
Em 28 de dezembro de 1780, Túpac chegou ao limite norte de Cuzco, uma região chamada Cerro Picchu. Seguiam com ele mais de 40 mil homens, embora poucos estivessem armados e preparados para a luta. Seus planos contavam com um ataque vindo do nordeste, por Diego Cristóbal, irmão de Túpac, e com a adesão da população indígena local. Em 2 de janeiro de 1781 os combates começaram. Por dias as tropas do vice-rei, cerca de 12 mil homens, conseguiram manter os invasores afastados da cidade, tempo suficiente para receberem um reforço de 8 mil homens, seis canhões e 3 mil fuzis vindos de Lima. Os rebeldes, ao contrário, viram seus planos falharem. Diego Cristóbal não conseguiu ultrapassar as defesas espanholas do rio Urubamba e recuou. O policiamento ostensivo nas ruas de Cuzco reprimiu qualquer tentativa local de sublevação. Em 8 de janeiro, Túpac fez uma tentativa desesperada e atacou a cidade com força total. A violenta batalha durou cerca de sete horas, mas as defesas se mantiveram praticamente intactas e os realistas tiveram poucas baixas.
Túpac desistiu do cerco e se aquartelou em Tinta. Em março, com o reforço de 17 mil soldados espanhóis, as tropas do vice-rei resolveram sufocar de vez a rebelião. Em 5 de abril, os espanhóis infligiram uma gigantesca derrota às tropas tupamaristas. Depois de um dia de combates, ofereceram perdão àqueles que abandonassem Túpac e se unissem a eles. No dia seguinte, cercaram o exército rebelde e conseguiram outra grande vitória, graças a informações entregues por traidores do exército inca. Os rebeldes se dispersaram e fugiram da cidade, mas Túpac e seus colaboradores mais próximos foram presos em um emboscada preparada por seus próprios partidários. Apenas uma pequena parte do exército rebelde conseguiu se refugiar nas montanhas. Na mesma semana, para comemorar sua vitória, os espanhóis enforcaram 70 curacas rebeldes na mesma praça onde o corregedor Arriaga perecera.
Túpac e sua família foram levados a Cuzco, onde foram torturados para que dessem informações sobre os demais líderes rebeldes, como Diego Cristóbal, que conseguira fugir. “Diz a tradição que, sem ter como se comunicar com seus companheiros, Túpac escreveu uma carta com seu próprio sangue, em um pedaço de suas vestes, convocando todos para a luta, mas a mensagem acabou interceptada pelos espanhóis”, diz o antropólogo Rodrigo Montoya, da Universidade San Marcos, em Lima. Após 35 dias de torturas, em 18 de maio de 1871 Tupac foi levado para receber sua sentença em praça pública, no centro de Cuzco: esquartejamento. Antes que a pena fosse aplicada, no entanto, Túpac assistiu ao enforcamento de seus homens rebeldes. Depois, dois filhos seus, Hipólito e Fernando, junto com Micaela, sua mulher, tiveram suas línguas cortadas, antes de serem executados. Enfim chegou sua vez. “Seus braços e pernas foram atados a quatro cavalos, que foram incitados a correrem cada um para uma direção”, diz Carpio. “Depois do insucesso de várias tentativas, os espanhóis desistiram do esquartejamento e cortaram a cabeça do inca.”
A rebelião no Alto Peru, no entanto, não acabou aí. Prosseguiu em duas frentes. Sob a liderança de Túpac Catari, cujo verdadeiro nome era Julián Apasa, e que adotou o apelido em alusão a Túpac Amaru e Tomás Catari, outro líder revolucionário morto pelos espanhóis na Bolívia, a revolta chegou a La Paz. Catari cercou a cidade em março de 1781, com mais de 10 mil homens, e fez um violento ataque em que mais de 10 mil morreram – sendo 8 mil indígenas. Após 109 dias de sítio as tropas realistas furaram o cerco. Catari voltou a atacar em agosto, mas foi derrotado e preso. Em 31 de novembro de 1781 foi executado.
A segunda onda de resistência se deu na região montanhosa em torno de Cuzco, onde Diego Cristóbal continuou comandando o então reduzido exército de Túpac. Em maio de 1781, ele chegou a sitiar Puno, mas não a invadiu. Focos de conflito continuaram até 1782, quando Diego Cristóbal assinou um tratado de paz com os espanhóis. Apesar disso, depois de uma ameaça de levante em 1783, Diego e 120 supostos envolvidos acabaram executados.
Nos anos que se seguiram, os colonizadores exerceram uma forte repressão à cultura incaica e qualquer ornamento da nobreza inca foi proibido. “Falar o nome de Túpac Amaru em público virou um insulto aos espanhóis, um ato de rebeldia. A perseguição, no entanto, só aumentou o mito que se criou em torno dele e fez com que seus lendários feitos influenciassem gerações de revolucionários americanos, de Bolívar a Che Guevara”, diz Montoya. O poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973), em um verso de 1970, recordou Túpac “Como um sol vencido/ uma luz desaparecida.../ Túpac germina na terra americana”.

Fonte: http://historia.abril.com.br/gente/tupac-amaru-filho-sol-433835.shtml

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sites para pesquisa: Projeto: Africa do Sul Rumo a Copa do Mundo!

Caros alunos do Externato S. José


 

Para ajudá-los na pesquisa do projeto segue alguns links que vocês podem utilizar para consulta. Mas aproveitem para buscar mais.

Não se esqueçam: leiam e façam um apanhado do que pode ser importante no trabalho.

Beijos e boa semana

Profª Viviane

Cultura Yorubá

http://institutoyoruba.org/

http://www.hamillgallery.com/YORUBA/Yoruba.html

http://mundoafro.atarde.com.br/?p=2724

http://www.palmares.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=2308

http://aulobarretti.sites.uol.com.br/Artigos/Ile_Ife/Expo/Convite.htm

Império de Gana

http://www.emdiv.com.br/pt/mundo/asmaravilhas/1469-o-antigo-imperio-de-gana-oeste-da-asia.html

http://artemaishistoria.blogspot.com/2009/06/imperio-mali-um-dos-grandes-imperios-da.html

http://www.comentarium.com.br/site.jsp?url_id=9422

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://witcombe.sbc.edu/ARTHafrica.html

Mascara Africana:

http://www.caminhosancestrais.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=37&Itemid=37

http://www.audacia.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEulkAZuAVbjUlNttO

http://www.escolamobile.com.br/projetos/ritmos_africanos/mascaras.htm

http://ritafro.arteblog.com.br/96210/O-Papel-das-Mascaras-na-Cultura-Africana/

http://www.uesb.br/anpuhba/artigos/anpuh_II/luzia_gomes_ferreira.pdf

Religião

http://www.pimenet.org.br/missaojovem/mjregtradicafricana.htm

http://www.mulherportuguesa.com/esoterismo/artigos/505

http://www.xangosol.com/rituais.htm

http://www.docstoc.com/docs/4284492/Religi?es-Africanas/

http://copadomundo.uol.com.br/2010/africa-do-sul/religiao.jhtm

Império Mali

http://www.prela.nexus.ao/Pag/timbuktu_mali.htm

http://cpantiguidade.wordpress.com/2010/02/23/expansao-do-imperio-mali/

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://www.nmafa.si.edu/exhibits/resources/mali/works.htm


 

Bom trabalho a todos.

21 de Abril: Tiradentes é esquecido pela população

Milhares de brasileiros que irão desfrutar o feriado de 21 de Abril, celebrado em todo o país, não lembram quem foi Tiradentes e o que o personagem histórico homenageado nesta data representou para o Brasil. A história de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é contada no ensino fundamental, como parte importante da formação do Estado nacional. Mas a memória muitas vezes não ajuda a lembrar os fatos.

Perguntando a curitibanos ontem nas ruas da cidade, a reportagem ouviu muitas vezes frases como "não lembro" e "não sei". Além disso, algumas memórias que surgiam estavam erradas. É o caso da barba e dos cabelos longos que aparecem nos quadros clássicos sobre o tema

Tiradentes é um dos personagens da Inconfidência Mineira. O movimento, que aconteceu no fim do século 18, foi uma tentativa de revolta da elite mineira contra o domínio português. A execução da derrama, medida que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, mesmo que fosse preciso confiscar todo o dinheiro e bens do devedor, foi o estopim da rebelião. A idéia era separar o Brasil e Portugal. O movimento acabou sendo descoberto e abortado pela Coroa portuguesa em 1789. Tiradentes e os demais "inconfidentes" foram presos e esperaram a finalização do processo durante três anos. Em parte por ter sido o único a assumir a responsabilidade, em parte, provavelmente, por ser o inconfidente de posição social mais baixa (os outros ou eram mais ricos ou detinham patente militar superior, Tiradentes foi o único condenado à morte). Foi executado numa manhã de sábado, em 21 de abril de 1792. Mesmo após a Inde pendência do Brasil, em 1822, e durante todo o Império, o mártir continuou como uma personalidade histórica relativamente obscura. Foram os fundadores da República que buscaram na figura de Tiradentes uma personificação da identidade do Brasil, mitificando a sua biografia. Assim, Joaquim José da Silva Xavier tornou-se patrono cívico do Brasil e herói nacional: seu nome está no Livro de Aço, que relaciona o nome dos homenageados através do Panteão da Pátria e da Liberdade, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Fonte: Café História

domingo, 18 de abril de 2010

O dia mundial da Terra


Dia Mundial da Terra

O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacionalcontra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.
Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.
A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogênio, oxigênio, argônio e outros gases.
Há 400 milhões de anos a Pangéia reunia todas as terras num único continente. Com o movimento lento das placas tectônicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangéia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição atual dos continentes.
O relevo da Terra é influenciado pela ação de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, ação do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar. A Terra já passou por pelo menos 3 grandes períodos glaciais e outros pequenos.
A reconstituição da vida na Terra foi conseguida através de fósseis, os mais antigos que conhecemos datam de 3,5 bilhões de anos e constituem em diversos tipos de pequenas células, relativamente simples. As primeiras etapas da evolução da vida ocorreram em uma atmosfera anaeróbia (sem oxigênio).
As teorias da origem da vida na Terra, são muitas, mas algumas evidências não podem ser esquecidas. As moléculas primitivas, encontradas na atmosfera, compõe aproximadamente 98% da matéria encontrada nos organismos de hoje. O gás oxigênio só foi formado depois que os organismos fotossintetizantes começaram suas atividades. As moléculas primitivas se agregam para formar moléculas mais complexas.
A evidência disso é que as mitocôndrias celulares possuam DNA próprio. Cada estrutura era capaz de se satisfazer suas necessidades energéticas, utilizando compostos disponíveis. Com este aumento de complexidade, elas adquiriram capacidade de crescer, de se reproduzir e de passar suas características para as gerações subseqüentes.
A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos.
Para mantermos o equlíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. O pensamento deve ser global, mas a ação local, como é tratado na Agenda 21.

A revolução dos Cravos

Debate A Revolução dos Cravos
“Em 1974 um movimento militar de esquerda derrubou uma das mais reacionárias ditaduras no século XX, a portuguesa. A revolução daquele abril, a última alimentada pelo discurso socialista europeu, ganhou rapidamente o nome de revolução dos cravos, graças as mulheres que distribuíam, desde o seu início, flores para os soldados”
Palestrantes: Lincoln Secco (USP) e Valério Arcary (IFSP)
Data: 20 de abril de 2010
Horário: 19:00Hs
Local: Casa de Portugal
Av. Liberdade, 602
Entrada gratuita
Com emissão de certificado

Itália enfrenta risco de tsunami por erupção de vulcão submarino


Pessoal,
Dê uma lida nessa matéria:

da France Presse, em Roma

As costas do sul da Itália correm o risco de sofrer um tsunami, já que há risco de as paredes de um vulcão submarino romperem, segundo informou um vulcanólogo italiano no começo desta semana.
A ruptura das paredes do vulcão poderão causar "o derramamento rápido da matéria, o que provocaria um forte tsunami nas costas de Campania, Calábria e Sicília", afirmou Enzo Boschi, presidente do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) em uma entrevista ao jornal "Corriere della Sera".
O vulcão submarino Marsili, o maior da Europa, encontra-se no golfo de Nápoles, a 150 km da costa da Campania.
"[As paredes] podem cair amanhã. Nossos estudos detectaram uma notável fragilidade nas paredes do vulcão, que contém uma grande quantidade de magma. Tudo parece indicar que o vulcão está ativo e poderá entrar em erupção a qualquer momento", declarou.
Marsili tem uma estrutura imponente de 70 km de comprimento por 30 km de largura e uma altura de 3.000 metros. A cratera encontra-se a 450 metros abaixo da superfície do mar, segundo o jornal.
"A ruptura das paredes causaria o movimento de milhões de metros cúbicos de materiais capazes de produzir uma onda enorme. Os dados são exatos, mas não é possível fazer previsões. O risco é real, mas difícil de avaliar", concluiu o especialista.

fonte: UOL

sábado, 17 de abril de 2010

Fotos da nuvem criada pela erupção vulcanica na Islândia









Intolerância no Oriente Médio - Palestra

Intolerância no Oriente Médio

Palestrantes:

Peter Demant (Departamento de História e
Instituto de Relações Internacionais da USP)
Israel, Palestina e Irã: É possível a coexistência?

Flavio Azm Rassekh (cineasta pós-graduado pela Universidade
da Califórnia (UCLA) e especialista em Irã)
A Violação dos Diretos Humanos no Irã
Ania Cavalcante (Dept. Holocausto e Antissemitismo do
LEI-USP e Profa. de Holocausto do Yad Vashem de Israel)
A Negação do Holocausto no Irã
Coordenação: Ariel Finguerut (LEA-USP)

Terça-feira, 27 de abril, às 19:30 horas
Local: Auditório Paulo Emílio, Prédio Central da ECA-USP (2. andar)
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária
Organização: GT Oriente Médio e Mundo Muçulmano do LEA-USP Evento gratuito e aberto a todos. Informações: Tel: 3091-3150 / Email: aniac@usp.br

Erupção de vulcão na Islândia é pequena para aliviar aquecimento global

Fumaça do vulcão sob galeira Eyjafjallajokull, na Islândia; erupção impede trânsito aéreo mas é pequena para aliviar mudança clmática


RICHARD INGHAM
da France Presse, em Paris

Grandes erupções vulcânicas já tiveram efeito refrigerador no clima da Terra, mas o recente evento na Islândia é pequeno demais para trazer alívio ao aquecimento global antropogênico, disseram cientistas nesta sexta-feira (16).
O evento marcante desta capacidade de refrigeração vulcânica dos últimos 20 anos ocorreu em 1991, quando o Monte Pinatubo entrou em erupção nas Filipinas, resfriando a superfície terrestre em 0,5ºC no ano seguinte, o suficiente para compensar o impacto dos gases causadores de efeito estufa entre 1991 e 1993.
Um episódio refrigerador menor ocorreu em 1980, quando o Monte Santa Helena, no Estado americano de Washington, teve seu topo pulverizado, um evento que embora tenha sido impressionante, expeliu apenas um décimo do material liberado pelo Pinatubo.
O resfriamento se explica por uma fórmula simples: o vulcão libera grande quantidade de cinzas vulcânicas e dióxido de enxofre, que são transportados para a estratosfera, camada da atmosfera acima da troposfera, a mais próxima da superfície.
Lá, fenômenos físico-químicos criam uma fina camada de partículas esbranquiçadas que, durante meses ou anos, circundam a Terra e refletem parte dos raios solares, impedindo que a radiação atinja o solo.
"Basicamente, é como colocar um escudo refletor sobre o pára-brisa do carro, impedindo que o interior aqueça demais", comparou Colin Macpherson, da Universidade Durham University, nordeste da Inglaterra.
Mas ele e outros afirmaram que a erupção do vulcão na geleira Eyjafjallajokull foi pequena demais, não produzindo enxofre suficiente, e sua pluma circundou a uma altitude baixa demais para ter qualquer impacto climático.
Qualquer efeito será "muito insignificante", reforçou, de Genebra, Scylla Sillayo, da Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês).
"No momento, estamos olhando para algo que é cerca de 100 vezes menor do que o Monte Santa Helena. Na escala em que está agora, é relativamente improvável que tenha qualquer efeito perceptível no clima", explicou Kathryn Goodenough, da British Geological Survey (BGS).
"Com o Pinatubo, as cinzas chegaram a 18.000 metros de altitude nos trópicos", acrescentou Emmanuel Bocrie, do serviço climático francês Meteo France.
"Não é a mesma situação neste caso, onde a pluma está, em média, a 6 mil metros, com picos de 11 mil metros. Além disso, esta é uma parte da atmosfera [a troposfera], onde há ventos potentes, que têm grande efeito dissipador", explicou.
Os cientistas chegaram a afirmar que a erupção da geleira islandesa poderia ter um efeito regional no clima da Europa, mas só se durasse alguns anos.
"Na década de 1780, uma grande erupção no sul da Islândia levou cerca de dois anos e gerou grande quantidade de enxofre", disse Macpherson.
"Isto causou um 'smog' terrível, as colheitas foram afetadas pela chuva ácida e a qualidade do ar ficou realmente muito ruim. Mas foram preciso dois anos [de erupção] para causar este efeito e certamente não estamos confrontados com algo semelhante agora", acrescentou.
Outra hipótese é que a atual erupção poderia desencadear outra ainda maior, no vizinho vulcão Katla.
Em 1821-1823, o atual vulcão entrou em erupção e depois se silenciou, e ao fim do ciclo, foi a vez do Katla entrar em erupção.
"As pessoas sugeriram que talvez haja vínculos entre eles, através de fissuras, mas é importante enfatizar que não há provas de que um vá desencadear erupções no outro", disse Goodenough.
De qualquer forma, o resfriamento vulcânico é apenas uma quebra temporária nos efeitos das emissões de gases estufa antropogênicas, apontadas como responsáveis pelas mudanças climáticas.
Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a temperatura do planeta aumentou 0,74ºC entre 1906 e 2005. No últimos cinquenta anos deste período, o aquecimento dobrou, com um aumento de cerca de 0,13º C por década.

fonte: uol

Voos são cancelados na Europa pelo segundo dia por causa de nuvem vulcânica


16/04 - 04:29 - BBC Brasil

Milhares de voos foram cancelados nesta sexta-feira na Europa por causa da nuvem de cinzas vulcânicas provocada pela erupção do vulcão da geleira de Eyjafjallajoekull, na Islândia. A erupção começou na quarta-feira e continua lançando cinzas na atmosfera.
Centenas de milhares de passageiros foram afetados e os cancelamentos e atrasos podem continuar até o fim de semana.

Na quinta-feira, cerca de 5.000 voos foram cancelados. A República da Irlanda, Grã-Bretanha, Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Bélgica e Holanda fecharam seu espaço aéreo. Na França, 24 aeroportos foram fechados (inclusive o Charles de Gaulle, em Paris), e na Alemanha os aeroportos de Hamburgo e Berlim foram fechados.

Especialistas temem que as cinzas contidas na fumaça entrem nos motores do avião entupindo as turbinas. Quando isso acontece, o motor para de funcionar em pleno voo.

As cinzas, no entanto, não apresentam risco grave para a saúde das pessoas. Segundo autoridades de saúde na Escócia, onde a previsão era de que as cinzas começassem a cair na noite de quinta para sexta-feira, a expectativa é de que a concentração de partículas seja baixa.

O serviço de meteorologia britânico Met Office afirmou que qualquer partícula que tocasse o chão seria praticamente invisível.

As restrições aos voos na Grã-Bretanha, que originalmente iriam durar até às 13h00 (hora local) desta sexta-feira, foram estendidas para até as 19h00 (15h00 no Brasil) pelo menos, mas é possível que haja algumas exceções na Escócia e Irlanda do Norte.

Segundo uma declaração do Serviço Nacional de Tráfego Aéreo (Nats, na sigla em inglês), "em geral, não se pode dizer com nenhuma certeza que a situação esteja melhorando".

Progresso devagar

A organização de controle de tráfego aéreo europeu, Eurocontrol, afirmou que a nuvem de cinzas está "se movendo muito devagar em direção ao leste" por causa da falta de ventos e permanece "muito densa".

As empresas Qantas, Japan Ailines, Korean Air, Singapore Airlines e Cathay Pacific também cancelaram voos vindos da Ásia e Oceania para a Europa.

"Nossa opinião pessoal é de que pode demorar até domingo" para que os voos sejam retomados, disse o porta-voz da Qantas David Epstein.

O governo da Polônia teme que alguns líderes mundiais não consigam comparecer ao funeral do presidente Lech Kaczynski, no domingo, se a situação não melhorar. Kaczynski morreu em um acidente aéreo no sábado passado.

Vários monarcas europeus não conseguiram comparecer às comemorações pelo aniversário de 70 anos da rainha Margrethe, da Dinamarca, que começaram na quinta-feira.

Erupção

A segunda erupção do vulcão da geleira de Eyjafjallajoekull em um mês começou na quarta-feira, lançando uma nuvem de fumaça a uma altura de 11 quilômetros na atmosfera. Uma fissura de 500 metros apareceu no topo da cratera.

O calor do vulcão derreteu parte do gelo em volta, provocando enchentes na região na quarta-feira.

Cerca de 800 pessoas tiveram que deixar suas casas, mas as informações são de que, na quinta-feira, as águas tinham baixado. O vulcão, no entanto, continuou emitindo nuvens de poeira em direção à Europa.

Especialistas não sabem quanto tempo esta erupção deve durar. A última erupção vulcânica debaixo da geleira, antes deste ano, começou em 1821 e continuou por dois anos.

A Islândia é localizada em uma região propensa a erupções vulcânicas.

Vulcão dá sinais de erupção e centenas são evacuados na Islândia

Centenas de pessoas tiveram que ser removidas de suas casas depois de surgirem sinais de uma segunda erupção vulcânica embaixo de uma geleira no sudoeste da Islândia.

O vulcão, que já havia entrado em erupção no mês passado, lançou fumaça preta e vapor, além de provocar o derretimento parcial da geleira.

Uma nuvem de fumaça foi vista saindo da cratera localizada sob cerca de 200 metros de gelo.

A primeira erupção terminou na segunda-feira, e há temores de que a nova erupção possa causar inundações. O vulcão estava inativo havia mais de 200 anos.

Fonte: IG

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Isolamento prejudica trabalhos de resgate após terremoto na China

14/04 - 16:14 , atualizada às 04:10 15/04 - iG São Paulo

As autoridades chinesas correm contra o tempo, a distância e o vento em uma remota área do platô tibetano para tentar resgatar mais vítimas do terremoto que deixou mais de 600 mortos e 10 mil feridos no noroeste da China.
Segundo a TV estatal, equipes compostas de 700 soldados trabalham basicamente com as mãos e sem ferramentas e conseguiram retirar 900 pessoas dos escombros. Outros 5 mil foram enviados à região.
O terremoto aconteceu na manhã desta quarta-feira em um dos locais de mais difícil acesso do país, o município de Yushu, na província de Qinghai. Da população de 80 mil habitantes, a maioria é tibetana.
As dificuldades logísticas frustraram as equipes de resgate. Linhas telefônicas e de luz elétrica caíram, e fortes ventos atingiram o platô. A 3.657 de altura, Yushu está a uma dia de viagem de carro do principal aeroporto mais próximo, na capital da província, Xining.
Num pequeno aeroporto vizinho aberto recentemente faltam tanques de combustível. Além disso, esse aeroporto está sem energia e sem equipamentos de comunicação por causa do terremoto.
Na cidade de Jiegu, perto do epicentro, mais de 85% dos edifícios desabaram, segundo o governo local. Entre os prédios afetados está uma escola profissionalizante, onde muitos estudantes ficaram soterrados.
O terremoto aconteceu às 7h49 locais (20h49 de terça em Brasília) e teve magnitude de 6,9 graus, de acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), e de 7,1 segundo o governo chinês. O tremor foi seguido de três réplicas, de até 5,8 graus, segundo o instituto americano
Precisamos agora de equipes com treinamento especial para resgate, porque estamos praticamente nos desenterrando sozinhos", afirmou Pubu Cairen, chefe do serviço de emergência à CCTV. "Quando voltei para casa para verificar qual era seu estado após o tremor, a encontrei destruída e minha mãe morta", disse tentando conter a emoção.
"É muito difícil salvar pessoas com as próprias mãos", disse Shi Huajie à estação de TV chinesa.
Soldados do Exército de Libertação do Povo posicionados em Yushu começaram a fazer a segurança dos bancos, depósitos bancários e estoques de armas e explosivos logo após o terremoto, indicou a CCTV, mas não há informações de saques ou de tensões étnicas.
O terremoto aconteceu menos de dois anos depois do tremor de maio de 2008, que devastou a província de Sichuan, também perto do Tibete, que deixou 87 mil mortos e desaparecidos.
Assim como no terremoto de Sichuan, o Exército chinês provavelmente assumirá o principal papel no trabalho de resgate. A Força Aérea ordenou que 1,5 mil soldados e 100 paraquedistas prestem assistência na região atingida.
O governo chinês liberou uma ajuda de emergência de 200 milhões de yuanes (US$ 29,3 milhões) para a província de Qinghai. Os fundos permitirão financiar, entre outras coisas, a retirada dos habitantes e seu alojamento, os cuidados médicos e a prevenção de enfermidades.

Número de mortos por terremoto na China chega a 791

16/04 - 08:13 - iG São Paulo

O número de mortos pelo terremoto de quarta-feira que atingiu a isolada e montanhosa Província de Yushu, no noroeste da China, subiu para 791, apesar da chegada à região de caminhões de equipes de resgate com barracas e cobertas para ajudar os sobreviventes a resistir ao frio.
As últimas estatísticas assinalam que há 243 pessoas desaparecidas e 11.477 feridas, das quais 1.174 estão em estado grave", anunciou nesta sexta-feira um porta-voz do quartel-general de resgate na prefeitura tibetana de Yushu. Segundo a mesma fonte, 4.200 feridos foram já levados a hospitais.
Pelo menos 7.093 soldados participam das operações de salvamento na cidade de Jiegu (Gyegu em tibetano), um dos lugares mais afetados pelo terremoto.
A localidade está situada em uma área remota, e o terremoto provocou grandes deslizamentos de terra que danificaram os caminhos, o que dificulta os trabalhos de resgate e o envio de maquinaria à região.
A imprensa destaca que mais equipes de resgate vão chegando pouco a pouco a Jiegu, onde vivem 100 mil pessoas e onde 85% das casas, a maioria construídas de barro e de madeira, ficaram destruídas, e muitas pessoas ainda estão presas entre escombros.
O epicentro do terremoto ficou a uma profundidade de 33 quilômetros no distrito de Yushu, na província autônoma tibetana de mesmo nome, e que tem uma altitude de mais de quatro mil metros.
Desde então, as réplicas são frequentes, e as mais fortes foram de magnitude 6,3. Os trabalhos de resgate estão sendo dificultados pelas baixíssimas temperaturas (que chegam a três graus abaixo de zero na madrugada), por fortes ventos e pela altitude do local.
Já chegaram à região mais de oito mil tendas de campanha, e todo tipo de provisões chegam a todo momento a Yushu, mas muitas pessoas ainda passaram uma segunda noite desabrigadas.
O primeiro-ministro, Wen Jiabao, chegou na quinta-feira à região, onde o vice-primeiro-ministro, Hui Liangyu, já estava desde quarta.
O terremoto aconteceu menos de dois anos depois do tremor de maio de 2008, que devastou a província de Sichuan, também perto do Tibete, que deixou 87 mil mortos e desaparecidos.

China: Os maiores terremotos



Terremotos na China com maior número de vítimas nos últimos anos
14/04 - 10:28 , atualizada às 10:48 14/04 - AFP

Um forte terremoto deixou centenas de mortos e milhares de feridas nesta quarta-feira em uma zona montanhosa no noroeste da China. O tremor desta quarta-feira está entre os que provocaram um grande número de vítimas nos últimos anos.

Veja a seguir a lista dos principais terremotos na China no último século:

- 16 de dezembro de 1920: 230 mil mortos em um tremor de 8,5 graus na província norte-ocidental de Gansu

- 23 de maio 1927: 41 mil mortos em um terremoto de 8,0 graus em Gansu

- 26 de dezembro de 1932: Terremoto de 7,6 graus deixa 70 mil mortos de Gansu

- 5 de janeiro de 1970: 15.621 mortos em um sismo de 7,8 graus em Yunnan

- 11 de maio de 1974: 10 mil mortos em Sichuan e Yunnan em tremor de 7,1 graus

- 4 de fevereio de 1975: Terremoto de 7,3 graus na província norte-oriental de Liaoning deixa 1,3 mil morto

- 28 de julho de 1976: A cidade industrial de Tangshan, a 200 quilômetrso a leste de Pequim, é atingida por terremoto de 7,8 graus. Pequim anunciou 242 mil mortos e 164 mil feridos graves, mas fontes ocidentais acreditam que o balanço foi muito maior

- 23 de agosto de 1985: 67 mortos em um terremoto de 7,4 graus em Xinjiang

- 26 de abril de 1990: 126 mortos em um sismo de 6,9 em Qinghai

- 24 de outubro de 1995: Tremor de 6,5 deixa 52 mortos em Yunnan

- 3 de fevereiro de 1996: Terremoto de 7,0 graus deixa 228 mortos e 3,7 mil gravemente feridos na cidade de Lijiang, em Yunnan

- 10 de janeiro de 1998: 47 mortos e 9 mil feridos em um sismo de 6,2 graus em Shangyi e Zhangbei, na província de Hebei.

- 24 de fevereiro de 2003: Tremor de 6,8 graus provoca 268 mortes e danos consideráveis na região de Xinjiang, extremo ocidente do país

- 21 de julho de 2003: Terremoto de 6,2 graus deixa 16 mortos e 300 feridos em 70 comunidades de Chuxiong, prefeitura autônoma em Yunnan

- 23 de julho de 2006: 22 mortos e 106 feridos em um terremoto de 5,1 graus na província de Yunnan. Mais de 6 mil casas destruídas e 38 mil edifícios abalados em 13 localidades

- 12 de maio de 2008: 87 mil mortos ou desaparecidos e 4,45 milhões de feridos em um terremoto de 8 graus na província sul-ocidental de Sichuan

- 14 de abril de 2010: Terremoto de 6,9 graus deixa pelo menos 400 mortos e 10 mil feridos na remota província norte-ocidental de Qinghai

terça-feira, 6 de abril de 2010

Rio de Janeiro embaixo d´água! Parte II

Em uma noite, chove no Rio o equivalente a quase um mês
06/04 - 09:16 - iG São Paulo

Da noite de segunda-feira até a manhã desta terça choveu na região da cidade do Rio de Janeiro o equivalente a quase o total registrado na capital fluminense durante todo o mês de março.
A previsão é de chuva contínua por pelo menos mais 24 horas, mas sem a intensidade registrada durante a madrugada. A causa da forte chuva foi o encontro das primeiras massas de ar frio, conseqüência da chegada do outono, com uma massa úmida de ar, ainda resquício do verão.
Segundo Gustavo Escobar, coordenador do grupo de previsão meteorológica do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), choveu na cidade do Rio de Janeiro cerca de 100 mm entre segunda e terça-feira. Isso equivale a 70% o que costuma chover em um mês inteiro nesta época do ano. Escobar avalia que a repercussão da chuva se deve a dois fatores: a geografia do Estado e a presença de uma massa úmida e estável de ar.
“Essa é a primeira frente fria de maior importância que chega à região neste ano. Se chegasse no inverno, quando o ar está mais seco e frio, não teria provocado tanta precipitação. Mas ainda encontrou muito vapor de água disponível, o que facilita um volume maior de água”, afirmou. A região acidentada geograficamente do Rio de Janeiro também contribui para que a chuva se concentre em determinadas regiões. “O impacto da queda de água é uma na capital e outra na região serrana”, disse.
A frente fria está localizada sobre toda a região Sudeste e sobre parte do Centro-Oeste do Brasil. O tempo deve ficar chuvoso nesta terça no leste do Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em parte de Minas Gerais. A previsão é que a chuva seja menos forte, porém contínua, durante toda a terça. A frente fria deve começar a se deslocar para o Oceano Atlântico e as chuvas devem atingir o Espírito Sul e o litoral Sul da Bahia nos próximos dias. Não estão previstas chuvas da mesma intensidade para os próximos dias no Rio de Janeiro, embora com a continuidade das precipitações a cidade ainda deva seguir com transtornos. “Em termos de volume, o pior já passou”, afirmou Escobar.
As chuvas que atingem o Rio já mataram 17 pessoas no Estado.

Rio de Janeiro embaixo d´água!

Fotos tiradas às 18h30 do dia 05/04/10, na Rua Professor Eurico Rabelo, em frente ao Portão 19 no Maracanã:






Internauta registra enchente em frente ao Maracanã
Não se vê mais a rua, apenas água. Transtorno para os moradores da cidade e os motoristas que têm seus carros danificados, além das doenças que podem ser transmitidas pela água suja.

Fonte: IG


Sobe para 95 o total de mortos por causa da chuva no Rio
06/04 - 13:11 , atualizada às 18:12 06/04 - iG Rio de Janeiro

Subiu para 95 o número de mortes provocadas pelas chuvas que atingem o Estado do Rio de Janeiro há mais de 24 horas. A maioria dos óbitos foi causada por deslizamentos de terra ou desabamentos, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
Segundo os bombeiros, os municípios mais afetados pelo mau tempo foram Rio de Janeiro e Niterói. Os municípios de São Gonçalo, Nilópolis, Paracambi e Petrópolis também contabilizam mortes. "Estamos trabalhando em diversas frentes e com certeza esses números vão subir ainda mais", disse o sargento Sérgio, do Corpo de Bombeiros.
No Rio de Janeiro, as mortes foram registradas no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Comunidade Santa Maria, na Taquara, no Morro do Borel e no Morro do Turano, na Tijuca, na Ladeira dos Guararapes, no Humaitá, na Ilha do Governador, no Recreio dos Bandeirantes e no Andaraí.
Em São Gonçalo, na Região Metropolitana, as mortes foram registradas nos bairros Novo México, Jardim Catarina, Zumbi e Itaúna. Em Niterói, também na Região Metropolitana, as mortes aconteceram nos bairros Fonseca, Cubango e Santa Bárbara.
Em Petrópolis, na Região Serrana, a vítima fatal foi um homem de 42 anos, deficiente físico. Ele estava na casa atingida pelo desmoronamento de um morro no bairro Quitandinha.
Em Nilópolis, na Baixada Fluminense, um homem de 33 anos morreu após o desabamento do imóvel de dois andares onde morava. O prédio ficava às margens do rio Sarapuí.
O governador Sérgio Cabral disse nesta terça-feira que vai decretar situação de emergência no Estado do Rio em razão do grande número de municípios atingidos pelo mau tempo.
A chuva está sendo considerada a mais intensa já registrada na cidade nas últimas décadas, e a previsão é de que permaneça durante todo o dia. Muitas pessoas não conseguiram retornar para suas casas na segunda-feira, pois o transporte público foi afetado devido a áreas de alagamento registradas em diversas partes da capital e região metropolitana.
O prefeito Eduardo Paes informou que em menos de 24 horas choveu em média 288 milímetros na cidade, e que havia pelo menos 10 mil residências em locais de risco, principalmente em morros e favelas. "É a maior chuva das grandes tragédias da história do Rio de Janeiro", avaliou.
De acordo com o instituto de meteorologia Climatempo, num período de 12 horas entre segunda e terça-feira choveu o que estava previsto para todo o mês de abril.

*com informações da agência Reuters

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Big One: A Califórnia vai tremer e Los Angeles irá para os ares!



Em 1906, um terremoto arrasou São Francisco. Agora, dizem, o Big One periga voltar, ainda mais devastador – e poderá mandar Los Angeles pelos ares e até separar a Califórnia dos Estados Unidos. O terremoto de 5,4 graus que atingiu a Califórnia na terça-feira 29/julho/2008, sendo sentido de Los Angeles até Las Vegas e a fronteira com o México deixou alguns feridos sem gravidade e causou poucos danos materiais, de acordo com a agência Associated Press, porém reascendeu esse temor.

Por Luciana Sgarbi
Adaptado de Época, 05/07/2006 - Texto (com adaptações didáticas)

Sempre se falou do risco de o Estado americano da Califórnia enfrentar um gigantesco terremoto, o “Big One”, que dividiria a região ao meio. A ameaça deve-se à sua localização sobre uma falha geológica, de 1,3 mil quilômetros de extensão, batizada San Andreas. Nos últimos dias, o temor do Big One cresceu. O Instituto de Oceonagrafia Scripps, nos EUA, constatou que essa falha geológica, um fenômeno natural que se movimenta de forma imprevisível a 15 quilômetros abaixo da superfície, “vive um momento de tensão inigualável se comparado a qualquer outra ocasião”. Em sua extremidade sul, sob Los Angeles, não houve nenhum movimento drástico nos últimos tempos. Isso é bom? Não. Eis o paradoxo do terremoto: é justamente esse sossego, essa contida panela de pressão, que dá aos especialistas a certeza de que a Califórnia vai ruir. “A quietude aumenta a probabilidade de ocorrer um evento sismológico, essa energia represada é mais que suficiente para causar o Big One”, diz o cientistaYuri Fialko, autor do mais detalhado estudo sobre o San Andreas. Em 1906, foi esse mesmo fenômeno geológico o responsável por reduzir a pó a cidade de São Francisco. Em 1994, Los Angeles sofreu 20 tremores consecutivos que abalaram a estrutura de edifícios em Hollywood e incendiaram casas no Vale San Fernando. Agora, segundo os geólogos, que nada mais fazem na vida a não ser estudar o San Andreas e tentar cravar uma data para o Big One, com a finalidade de que o governo americano e a defesa civil se previnam e protejam a Califórnia, do subsolo virá uma explosão que arremessará para os ares, a uma altura de mais de dez metros do chão, prédios, casas, árvores, pontes e viadutos. E pessoas.
A Placa Norte Americana se movimenta para sudeste enquanto a Placa do Pacífico se movimenta para Noroeste
No interior do nosso planeta, no ponto que os oceanógrafos chamam de “umbigo da Terra” e no qual se localiza a fronteira entre a crosta terrestre e os mantos de magma, há placas tectônicas que se encaixam como peças de um quebra-cabeça. Em algumas áreas do globo, essas placas deslizam umas sobre as outras e essa dança gera um atrito tão forte que empurra a crosta terrestre para cima – isso é um terremoto. Esse é o caso do San Andreas que está entre duas dessas placas tectônicas: a do Pacífico e a Norte-Americana.
O San Andreas foi analisado de cima a baixo com imagens de alta qualidade obtidas através de satélites que mediram os abalos sísmicos entre 1985 e 2005. Quando o pesquisador Fialko cruzou as imagens do defeito geológico com dados de seus últimos movimentos, percebeu o quanto um lado da placa da América do Norte vem deslizando além da placa do Pacífico. Ou seja: elas estão entre seis e oito metros, aquém da posição em que deveriam estar. Essa dimensão de deslizamento é equivalente a um devastador terremoto de magnitude 8 na escala Richter (a escala vai até 9 pontos). Só para efeito de comparação, em 1906 a falha de San Andreas gerou tremores menos intensos de 7,8 pontos e eles foram capazes de desmoronar São Francisco como se desmantela um castelo de cartas. A “Paris das Américas” estava no auge do desenvolvimento econômico e urbano quando tudo o que estava sobre o seu solo foi lançado a uma distância de seis metros. Dos 800 mil habitantes, cerca de três mil morreram e milhares ficaram feridos. Rachaduras engoliram postes e edifícios. No lugar da bela e pujante São Francisco, ficou uma tétrica cidade fantasma. Os abalos sísmicos na falha de San Andreas acontecem em ciclos e, pelos cálculos dos cientistas, o Big One está atrasado, o que aumenta a tensão dos que residem na região de Palm Springs, San Bernardino e Riverside. Finalmente, o medo também sobe de escala porque foi descoberto um ramo do sistema meridional de San Andreas, chamado Falha San Jacinto, que está se deslocando duas vezes mais rapidamente do que se acreditava. “É o próprio sistema nervoso central dessa região”, diz Yuri Fialko. “E esse sistema nervoso está sob pressão e muito abalado."
http://w3.ualg.pt/~jdias/GEOLAMB/GA2_SistTerra/203TectPlacas/63FrontTransf.html
Fonte: Disponível em
http://www.terra.com.br/istoe/1915/ciencia/1915_california_tremer.htm

Falha de San Andrea na California

A crosta terrestre é composta por diferentes placas tectônicas que estão em constante movimentação sobre o manto. Esse processo proporciona o encontro entre diferentes placas tectônicas que provocam mudanças físicas na crosta, como, por exemplo, a formação de montanhas.
Na porção ocidental dos Estados Unidos, mais exatamente no estado da Califórnia, ocorre um movimento tangencial entre duas placas tectônicas (a placa norte-americana e a placa do Pacífico), a primeira desliza 14 milímetros por ano em sentido sudeste, já a placa do Pacífico desloca-se 5 milímetros no sentido oposto da primeira. Essa movimentação das placas gerou uma das mais famosas falhas do planeta, a de San Andreas. O atrito entre essas duas placas gera frequentes terremotos na região, o que torna a Califórnia uma das áreas de maior instabilidade tectônica do planeta.
A Costa Oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos lugares com a maior atividade sísmica do planeta. A falha de San Andreas é uma gigantesca rachadura visível de, aproximadamente, 1.300 quilômetros de extensão que marca os limites entre as duas maiores placas tectônicas do planeta: a placa norte-americana e a placa do Pacífico. O deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o estado da Califórnia, e foi a principal causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.
Conforme o Instituto de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o estado da Califórnia apresenta 99% de chances de ser atingido, nas próximas três décadas, por um terremoto superior a 6.7 graus.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Região entre norte do México e Califórnia tem mais de cem réplicas após tremor de domingo



05/04 - 12:37 - iG São Paulo

A região do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, e o norte do México já registraram mais de uma centena de tremores secundários desde o terremoto de 7,2 graus que estremeceu a região no último domingo e deixou dois mortos, informou nesta segunda-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
A agência, com sede no Colorado, indicou que o movimento mais recente com uma magnitude acima de 3 graus ocorreu às 11h34 de Brasília e seu centro, a 3,3 quilômetros de profundidade, foi a 24 quilômetros ao sudoeste de Seeley e 25 quilômetros ao sudeste de Ocotillo, na Califórnia. Uma hora antes na mesma região ocorreu um tremor de 5,1 graus, informou o Serviço Geológico.
Não há informações sobre mortos nos EUA por causa do sismo, que sacudiu também a Baixa Califórnia, no México, onde morreram duas pessoas e mais de 200 ficaram feridas, segundo as autoridades desse país.
"Estes tremores secundários são típicos após um terremoto com uma magnitude de 7,2 graus", disse ao jornal "Los Angeles Times" a técnica Kate Hutton, da Universidade Tecnológica da Califórnia.
Um forte terremoto de 7,2 graus de magnitude, com epicentro na Baixa Califórnia, no México, sacudiu no domingo a região da fronteira mexicano-americana e foi sentido em uma vasta área dos dois países, incluindo Los Angeles, e deixou um balanço de pelo menos dois mortos e 200 feridos, informaram as autoridades mexicanas.
O terremoto da Baixa Califórnia aconteceu às 15h40 locais (19h40 em Brasília), teve epicentro a 32,3 quilômetros de profundidade e localizou-se a 18 quilômetros a sudeste da capital do Estado, Mexicali, município fronteiriço aos EUA com 900 mil habitantes, e a cerca de 175 quilômetros a leste-sudeste de Tijuana.
Inicialmente o USGS informou que o terremoto da Baixa Califórnia tinha magnitude de 6,9. Ele foi elevado para 7,2 graus cerca de uma hora depois. O terremoto foi seguido por pelo menos cinco réplicas, com a maior atingindo 5,1 graus.
Em uma mensagem exibida na televisão, o governador de Baixa Califórnia, José Guadalupe Osuna, anunciou que declarou "estado de emergência" para Mexicali, que concentrou a maior parte dos danos.
Na cidade morreram dois homens, um esmagado na queda de um muro e outro quando sua residência desabou, informou Osuna.
Além disso, mais de 200 pessoas ficaram levemente feridas e muitas casas foram danificadas, assim como prédios comerciais e hospitais, anunciou o diretor de Proteção Civil do estado, Alfredo Escobedo.
O funcionário também informou que o terremoto causou danos em um trecho da estrada que liga Tijuana a Mexicali e que por isso o trânsito foi interditado. Em Tijuana, "houve alguns danos menores, mas não há ninguém ferido", disse Escobedo.
As linhas telefônicas e o serviço de abastecimento de água voltaram a funcionar aos poucos, depois de terem sido interrompidos pelo tremor.
Nos EUA, o terremoto persistiu por vários segundos e foi sentido no centro de Los Angeles e de San Diego, ambas na Califórnia, causando interrupções temporárias na transmissão de energia, quebrando dutos em algumas áreas e fazendo oscilar alguns arranha-céus, mas sem causar grandes danos.
O terremoto também foi sentido em Phoenix, no Arizona (a 300 quilômetros a nordeste do epicentro), e em Las Vegas, Nevada (a 460 quilômetros ao norte).
A porta-voz do Departamento de Água e Energia de Los Angeles, Maryanne Pierson, disse que a maior parte da região sul da Califórnia sentiu o tremor. "Parece que pelo menos 20 milhões de pessoas sentiram o abalo", disse.
Segundo o canal de TV KABC, o corpo de bombeiros de Los Angeles respondeu a vários chamados para tirar pessoas presas em elevadores.
*Com informações da EFE e Associated Press

Terremoto ainge o norte do México e a Califórnia nos EUA

O tremor de intensidade 7,2 ocorreu perto de Guadalupe, ao sul da cidade de Mexicali, que fica na fronteira entre os dois países.

Um terremoto atingiu, na noite deste domingo (4), o norte do México.
Por volta das 20h (horário de Brasília), um forte terremoto abalou o norte do México e o estado da Califórnia, nos Estados Unidos.
O tremor de intensidade 7,2 ocorreu perto de Guadalupe, ao sul da cidade de Mexicali, que fica na fronteira entre os dois países. Segundo geólogos do governo americano, é o maior tremor a abalar essa região fronteiriça desde 1992.
O terremoto durou 40 segundos e foi sentido em San Diego e Los Angeles, na Califórnia, e no estado do Arizona. Houve um série de tremores secundários, um deles perto de Sacramento, no norte do estado.
Por precaução, foram fechados os brinquedos do parque Disneylândia, perto de Los Angeles. Algumas pessoas ficaram presas em elevadores de prédios altos na cidade. Ainda não há notícia de maiores danos, nem de vítimas.

domingo, 4 de abril de 2010

Mostra fotográfica de artista tcheco

MEMORIAL DO IMIGRANTE
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866
Abre de terça a domingo, das 10h às 17h, estará fechado dia 02/04/2010.
Ingressos: R$ 4,00 e ½ entrada para estudantes
Grátis no último sábado do mês e para maiores de 60 e menores de 7 anos
Site: www.memorialdoimigrante.org.br