domingo, 14 de março de 2010

Terremoto de 6,6 graus abala nordeste do Japão

Terremoto de 6,6 graus abala nordeste do Japão
14/03 - 08:44 , atualizada às 09:01 14/03 - EFE

TÓQUIO - Um terremoto de 6,6 graus na escala Richter sacudiu neste domingo o nordeste do Japão, sem que por enquanto se tenham informações sobre vítimas ou danos materiais, informou a agência meteorológica do país.
O terremoto ocorreu às 17h08 (5h08 de Brasília) com epicentro na região de Fukushima e a uma profundidade de 40 quilômetros.
O tremor, que chegou a ser sentido em Tóquio, obrigou a suspensão temporária dos serviços do Shinkansen (trem bala). O governo ativou imediatamente um serviço de informação para recolher dados sobre o terremoto.
A agência meteorológica não emitiu alerta de tsunami, mas lembrou que o tremor pode causar algumas mudanças no nível do mar.
O arquipélago japonês é uma das zonas com maior atividade sísmica do mundo. O terremoto mais grave dos últimos anos aconteceu em Kobe, em janeiro de 1995, com magnitude de 7,3 graus e que deixou mais de seis mil mortos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Quem é o grupo AVAAZ?

A missão do Avaaz.org é ser uma nova rede de mobilização global com uma simples missão democrática: acabar com a brecha entre o mundo que nos temos, e o mundo que queremos. "Avaaz" significa “voz” em várias línguas asiáticas, européias e do Oriente Médio.
A maioria das pessoas do mundo querem proteções mais fortes para o meio–ambiente, um respeito maior pelos direitos humanos, esforços concretos para acabar com a pobreza, corrupção e Guerra. Contudo a globalização enfrenta um deficit democrático enorme enquanto as decisões internacionais são formadas pelas elites políticas e inúmeras empresas privadas não pelas visões e valores de pessoas no mundo.
A tecnologia e a Internet permitiram que os cidadãos se conectem e se mobilizem como nunca visto antes. A ascensão de um novo modelo de democracia participativa, guiado pela sociedade civil através da Internet está mudando países da Austrália às Filipinas aos Estados Unidos. Avaaz trouxe essa tendência para a escala global, conectando pessoas além das fronteiras e trazendo uma nova voz para a política internacional que antes era inacessível para a população.
Unidos por um ideal de justiça e paz, a Avaaz se tornou uma maravilhosa comunidade com pessoas de todas as nações, culturas e idades. Nossa comunidade diversificada é ligada pela nossa preocupação com o mundo, e um desejo de fazer o que pudermos por um mundo melhor. Em apenas um ano, Avaaz cresceu com mais de 3.2 milhões de membros de cada nação do mundo.
O foco do nosso trabalho é a nossa lista de email operada em 13 línguas. Ao se inscrever para receber nossos alertas, você será alertado semanalmente sobre problemas globais urgentes, junto com um chamado de mobilização oferecendo uma oportunidade de você participar de uma ação global organizada sobre o assunto. Os membros da Avaaz se mobilizam de forma ágil, oferecendo uma pequena quantia de tempo ou dinheiro, que combinado com as milhares de outras pessoas pelo mundo, geram uma poderosa força coletiva. Em poucas horas podemos emitir centenas de milhares de mensagens aos líderes políticos em um encontro internacional sobre o aquecimento global, organizar centenas de manifestações pelo mundo para impedir um genocídio, ou doar centenas de milhares de euros, dólares e ienes para apoiar protestos nao–violentos na Birmânia (Mianmar)
Em apenas um ano, nos crescemos para mais de 3.2 milhões de membros, e começamos a ter um impacto real na política internacional. A revista “The Economist” diz que o Avaaz tem o poder de criar “um chamado ensurdecedor para despertar os lideres mundiais", The Indian Express anunciou boas vindas “para a maior rede de mobilização online do mundo” e o ganhador do Prêmio Nobel Al Gore diz “A Avaaz é inspiradora e já começou a fazer a diferença.”
Junte–se a nos!
Nossa equipe
A equipe da Avaaz é composta por um grupo de coordenadores de campanhas globais sediados em vários paises. Eles são responsáveis por identificar e desenvolver campanhas para os membros se mobilizarem. Nossa equipe consulta os membros da Avaaz para desenvolver as campanhas e definir as prioridades de organização. A Avaaz também conta com uma equipe de conselheiros especialistas em assuntos de política internacional para ajudar a desenvolver as estratégias de campanha, e muitas vezes os membros do Avaaz se candidatam como voluntários para trabalhar com a equipe em projetos específicos. Atualmente membros da equipe trabalham no Rio de Janeiro, Buenos Aires, Genebra, Nova York, Londres e Washington DC. A equipe principal é formada por:

Ricken Patel – Diretor Executivo (Canadá)
Katerina Irlin - Diretora Operacional (Russia)
Veronique Graham - Assistente Executiva (França)
Paul Hilder – Diretor de Campanhas (Reino Unido)
Ben Wikler – Diretor de Campanhas (Estados Unidos)
Alice Jay - Diretora de Campanhas (Espanha)
Luis Morago - Diretor de Campanhas (Espanha)
Alice Wynne Wilson - Diretora de Comunicação (Bélgica)
Milena Berry – Diretora Técnica (Bulgária)
Iain Keith – Coordenador de Campanhas (Reino Unido)
Graziela Tanaka – Coordenadora de Campanhas (Brasil)
Pascal Vollenweider – Coordenador de Campanhas (Suíça)
Paula Bruffman - Coordenadora de Campanhas (Argentina)
Benjamin des Gachons - Coordenador de Campanhas (França)
Raluca Ganea - Coordenadora de Campanha Sênior (Israel)
David Sievers - Coordenador de Campanhas (Estados Unidos)
Dominick Mach - Assistente de Comunicação (Estados Unidos)

Elefantes ou marfim?

Eu acabei de assinar uma petição urgente, pedindo que elefantes sejam protegidos da caça ilegal para fins comerciais. Há um risco de que a proibição mundial dessa prática seja enfraquecida -- esse tópico está sendo discutido na convenção da ONU esse fim de semana!
A petição será entregue diretamente à convenção, então eu achei que você pudesse se interessar em assinar também -- clique abaixo:

http://www.avaaz.org/po/no_more_bloody_ivory/98.php?CLICK_TF_TRACK

Obrigado! (Leia mais abaixo)

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Caros amigos,

Este fim de semana (13 de março), dois governos africanos vão tentar acabar com a proibição mundial do comércio de marfim -- essa decisão pode acabar com toda a população de elefantes e colocar estes animais mais próximos de extinção.
A Tanzania e a Zâmbia estão fazendo lobby junto à ONU para conseguirem exceções à proibição. Se isto acontecer, os traficantes de marfim verão que a proteção mundial está enfraquecida e que a temporada de caça está aberta. Outros países africanos são contra o fim desta lei e estão propondo uma extensão dela por mais 20 anos.
Nossa melhor chance de salvar os últimos elefantes do continente africano é apoiando os conservacionistas da África. Nós só temos mais 5 dias até a reunião do Grupo de Espécies em Extinção da ONU, eles só se reunem a cada 3 anos. Clique abaixo para assinar a petição urgente pela proteção dos elefantes e encaminhe esse email para que possamos entregar milhares de assinaturas na reunião:

http://www.avaaz.org/po/no_more_bloody_ivory/98.php?CLICK_TF_TRACK

Há mais de 20 anos, a Convenção do Comércio a Espécies em Estinção (CITES) estabeleceu uma proibição mundial ao comércio de marfim. A caça ilegal para fins comerciais foi abolida e os preços do marfim subiram. O pouco policiamento e a vontade de reverter essa lei por países como a Tanzania e a Zâmbia, fizeram com que o comércio ilegal desse material se tornasse lucrativo -- caçadores ilegais organizam esquemas para misturar o marfim com os produtos legais.
Mesmo com a proibição mundial, mais de 30.000 elefantes são mortos todo ano e seus dentes arrancados com machados e motoserras por caçadores ilegais. Caso a Tanzania e a Zâmbia consigam reverter esta lei, a situação ficar ainda pior.
Nós temos uma chance única esta semana, podendo extender a proibição e reprimir a caça ilegal, antes que se percam ainda mais elefantes -- assine a petição agora e encaminhe esta mensagem para todos que você conhece:

http://www.avaaz.org/po/no_more_bloody_ivory/98.php?CLICK_TF_TRACK

Em diferentes culturas do mundo e através da nossa história, elefantes são revereciados por religiões e despertam o nosso imaginário com personagens como Babar e Dumbo. No entanto, atualmente, esta lindas e inteligentes criaturas estão sendo aniquiladas. Enquanto houver demanda por marfim, a caça ilegal para fins comercias continuará a existir. Nós podemos proteger estes animais e acabar com os lucros desta indústria criminosa -- Assine a petição agora:

http://www.avaaz.org/po/no_more_bloody_ivory/98.php?CLICK_TF_TRACK


Com esperança,

Alice, Iain, Raluca, Graziela, Paul, Luis, Paula Benjamin, David, Ben e toda a equipe Avaaz

quinta-feira, 11 de março de 2010

Terremoto no Japão: 26/02 atualizado

Pessoal,
Deixei passar essa noticia, mas vale a pena a leitura foi um dia antes do terremoto no Chile.
Beijos
Profª Viviane

Um terremoto de 7 graus de magnitude atingiu as ilhas Ryukyu, no Japão, nesta sexta-feira. Pouco depois, um alerta de tsunami foi emitido, e cancelado após cerca de duas horas.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor aconteceu às 5h31 de sábado (17h31 no horário de Brasília), a 10 km de profundidade. O epicentro do terremoto fica a 84 km de Naha e a 1.600 km de Tóquio.
Segundo a polícia local, não há relatos sobre danos ou vítimas. A emissora pública NHK informou que as unidades locais do Corpo de Bombeiros não receberam informações de feridos ou estragos em prédios.
Um representante da refinaria de petróleo Nansei Sekiyu KK disse que as operações na unidade de Nishihara continuaram normalmente após o tremor, pois não houve danos às instalações.
Terremotos são frequentes no Japão, uma das áreas mais ativas sismicamente do mundo. O país registra cerca de 20% dos tremores de magnitude acima de 6 graus que ocorrem em todo o mundo.
Em outubro de 2004, um terremoto de magnitude 6,8 atingiu a região de Niigata, no norte do Japão, causando a morte de 65 pessoas e ferindo outras 3 mil. Foi o tremor com o maior número de mortos desde o terremoto de magnitude 7,3 na cidade de Kobe, em 1995, que deixou mais de 6.400 mortos.

Após tremores e alerta de tsunami no Chile, moradores do litoral deixam suas casas

11/03 - 13:46, atualizada às 16:39 11/03 - iG São Paulo

Dezenas de moradores de cidades litorâneas do Chile deixaram suas casas nesta quinta-feira, após três novos tremores atingirem o país, provocando um alerta de tsunami. O primeiro terremoto ocorreu por volta das 11h50, dez minutos antes da posse do presidente Sebástian Piñera. Às 16h, o alerta de tsunami foi retirado para toda a área costeira, e permanece vigente apenas para a Ilha de Páscoa, no Pacífico Sul.
Em Constituición, cidade localizada a 360 quilômetros ao sul de Santiago, moradores se refugiaram em morros, enquanto militares e policiais coordenavam o tráfego. Delfina Fuentes, professora de 60 anos, abandonou sua casa para refugiar-se no morro Castillo. "Fiquei nervosa", disse.

Moradores de Constituición se refugiam em morro/AP

Na região de Bío-Bío, uma das mais atingidas pelo terremoto do dia 27 de fevereiro, os moradores deixavam suas casas sem tumulto, de acordo com uma rádio local.
Em Santiago, o tremor foi sentido principalmente por quem estava em edifícios altos. Muitas pessoas foram às ruas e algumas chegaram a desmaiar. Os colégios da capital interromperam as aulas e os pais correram para buscar seus filhos.
Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), o primeiro tremor, que alcançou 6,9 graus na escala Ritcher, aconteceu às 11h39. Um segundo tremor, de força similar, aconteceu 17 minutos depois e teve magnitude de 6,7 graus. Depois de 11 minutos, outro tremor, de 6 graus, atingiu o país.
Os tremores foram sentidos com força na capital Santiago e na região do porto de Valparaíso. Minutos após o terremoto, a Marinha do Chile emitiu um alerta de tsunami para a área costeira do país.


Piñera acena após receber a faixa presidencial de Michelle Bachelet / AFP
Em sua primeira declaração oficial depois de ter assumido como presidente do Chile, Piñera pediu que a população não se desesperasse com os tremores, mas respeitassem o alerta de tsunami.
Piñera tomou posse nesta quinta-feira, tendo como tarefa mais urgente reconstruir as regiões afetadas por um dos piores terremotos da história, ocorrido há menos de duas semanas.
A transferência do poder da popular presidente socialista Michelle Bachelet para Piñera aconteceu em uma austera cerimônia no Congresso chileno, localizado na cidade litorânea de Valparaíso.
Após a cerimônia, autoridades chilenas ordenaram a evacuação do Congresso. Segundo o jornal local "La Tercera", o tremor assustou convidados e políticos que estavam no Salão de Honra do Congresso Nacional e algumas pessoas se retiraram do local. A posse de Piñera, porém, ocorreu normalmente.

INTRODUÇÃO À QUESTÃO INDÍGENA NO BRASIL

Dias 22.03 a 17.05.2010
29.03

2ªs feiras
19h30 às 22h30

PÚBLICO-ALVO: Professores (universitários e do ensino médio),
estudantes universitários, jornalistas, advogados, pesquisadores e
público em geral, interessados no debate sobre as questões indígenas.

VAGAS: 60 (mínimo 10 pagantes).

SORTEIO DE BOLSAS
INSCRIÇÃO: 12.03 a 15.03.2010 , pela internet.

RESULTADO: 16.03.2010

PÚBLICO-ALVO PARA O SORTEIO: Comunidade USP e 3ª idade. Sendo: 1
docente, 2 discentes, 1 funcionários e 3 para 3ª idade.

OBSERVAÇÃO:
1. A Inscrição será apenas pela Internet;
2. O sorteio não garante a vaga, devendo a pessoa contemplada (ou seu
representante) comparecer no dia de matrícula.

VALOR

À VISTA

CATEGORIA
50,00 Interessados em geral.
45,00 Graduandos e pós-graduandos da FFLCH.
25,00 Professores Ativos da Rede Pública, maiores de 60 anos, monitores
bolsistas e estagiários da FFLCH.
Gratuito Docentes e Funcionários da FFLCH.

MATERIAL DIDÁTICO (não incluso): Será informado pelo professor no 1º
dia de aula.

OBSERVAÇÃO:
1. O pagamento será mediante boleto bancário impresso no ato da matrícula;
2. Não haverá devolução da taxa após o início do curso.

MATRÍCULA
DATA: 16 a 18.03.2010, enquanto houver vaga.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA MATRÍCULA:
- RG (data de expedição) e CPF;
- endereço e telefone.

LOCAL:

OBSERVAÇÕES:
1. Não efetuaremos matrículas fora do prazo estipulado;
2. Não efetuaremos matrícula por telefone e e-mail;
3. As matrículas serão feitas por ordem de chegada.

PROGRAMA E OBJETIVO

PROGRAMA:

BLOCO A – Desafios Conceituais para a Compreensão da Questão Indígena
1 - Evolucionismo: casos recentes no debate público nacional, a partir
da imprensa, que expressam a permanência no senso comum de
pressupostos evolucionistas. Em debate, expressões como “culturas
atrasadas” ou “avançadas”, "sociedades simples", "naturais" etc.

2 - Funcionalismo: casos recentes expostos na imprensa que demonstram
como persistem no senso comum imagens que caracterizam as abordagens
funcionalistas. Em debate, os conceitos de sociedade, comunidade e
cultura, “aculturação” e “assimilação”, entre outros.

BLOCO B - Desafios no Campo Jurídico
3 - A legislação indigenista brasileira: pressupostos conceituais,
percurso histórico do tratamento dado ao indígena. Persistências de
paradigmas ultrapassados impressos na legislação. O antigo Estatuto do
Índio e o projeto do novo Estatuto dos Povos Indígenas.
4 – A nova legislação indigenista no país e no mundo: Constituição de
1988, Convenção 169, Declaração da ONU sobre Povos Indígenas
(pressupostos conceituais, novos paradigmas). Outros casos na América
Latina: formas diversas de tratar a diversidade.

BLOCO C – Panorama da Cidadania Indígena no Brasil
5 – A questão da terra para as comunidades indígenas no Brasil.
Desafios nas demarcações de territórios tradicionais: os casos de
Raposa Serra do Sol (RR) e dos Guarani-Kaiowa (MS). Apropriação dos
instrumentos político-jurídicos pelos grupos organizados;
judicialização da questão indígena.
6 – Políticas públicas para comunidades indígenas: novas propostas em
saúde e educação. A busca por regular os direitos sobre conhecimentos
tradicionais. Conflitos com a legislação ambientalista.

BLOCO D – Novos horizontes conceituais na Compreensão dos Povos Ameríndios
7 – Novos olhares sobre a história dos ameríndios: como as pesquisas
sobre o passado podem mudar nosso olhar sobre o futuro dos indígenas
no Brasil e na América Latina.
8 - Novas abordagens sobre a socialidade ameríndia: breve apresentação
de algumas das mais recentes propostas teóricas na etnologia indígena.
Como elas podem reorientar o olhar lançado sobre os grupos indígenas.
Perspectivismo, multinaturalismo, redes.

OBJETIVO: Num percurso multidisciplinar, entre a Antropologia, a
Etnologia Ameríndia, o Jornalismo, a História e o Direito, o roteiro
de aulas procurará traçar um quadro dos principais debates, fatos,
atores e referências teóricas e históricas fundamentais para a
compreensão do quadro da chamada questão indígena no Brasil. As
discussões partirão de casos de recente destaque na imprensa e no
mundo jurídico, com o objetivo de cotejar a visão comum sobre as
questões que envolvem as populações indígenas com diversos conceitos e
matrizes de pensamento e com as descrições e análises desenvolvidas
mais recentemente no campo da etnologia ameríndia. Em paralelo, o
curso apresentará ao longo das aulas um panorama da diversidade dos
povos indígenas brasileiros, contando com a colaboração de
pesquisadores do NHII (Núcleo de História Indígena e do Indigenismo da
USP).

OUTRAS INFORMAÇÕES

COORDENAÇÃO: Profa. Dra. Beatriz Perrone Moises, da FFLCH/USP.

MINISTRANTES: Adriana Queiroz Testa, André Drago Ferreira Andrade,
Fabio de Oliveira Nogueira da Silva, Gabriel Coutinho Barbosa, Joana
Cabral de Oliveira, Marcele Garcia Guerra, Maria Denise Fajardo
Grupioni, Pedro Augusto Lolli, Spensy Kmitta Pimentel.

PROMOÇÃO: Departamento de Antropologia, da FFLCH/USP.

CERTIFICADO: Para fazer jus ao certificado de extensão o aluno precisa
ter o mínimo de 85% e nota mínima 5,0 (cinco).

LOCAL DO CURSO: Prédio de Letras, Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 - sala 160.
http://www.fflch.usp.br/sce/2010/cursos/2_questao_indigena.htm

III CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL

A Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo sediará o III Congresso Internacional de Pedagogia Social no período de 21 a 24.04.2010. O III CIPS contará com a participação de convidados da Inglaterra, Alemanha, Espanha, Cuba, Argentina e Uruguay e terá como focos de discussão a regulamentação da Educação Social como profissão no Brasil e a organização dos Educadores sociais como categoria profissional. Na ocasião será constituída a Associação Brasileira de Pedagogia Social, com eleição da diretoria e de delegados nos estados brasileiros. Estão abertas também as inscrições para apresentação de trabalhos nas modalidades Comunicação Oral, Publicação e Pôster.

Mais informações acesse www.usp.br/pedagogiasocial.
Home Page: www.usp.br/pedagogiasocial

quarta-feira, 10 de março de 2010

Petrobras volta a encontrar petróleo no pré-sal

10/03 - 14:41 - Valor Online

SÃO PAULO - A Petrobras voltou a encontrar petróleo em um poço no pré-sal. Desta vez, a estatal achou óleo no terceiro poço perfurado no bloco BM-S-9, no litoral paulista da Bacia de Santos, no qual já foram identificados os prospectos de Guará e Carioca.
A informação foi passada pela empresa ontem para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A agência se limitou a informar o nomenclatura do poço, 3BRSA788SPS, e a lâmina d'água na perfuração, de 2.118 metros.
Até o momento, a Petrobras só tem estimativas oficiais de óleo recuperável, dentro do BM-S-9, para Guará, que, segundo a empresa, tem entre 1,1 bilhão e 2 bilhões de barris de óleo recuperável.
Já Carioca provocou grande furor no mercado quando o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, disse em 2008 que a área poderia ter até 33 bilhões de barris, o que foi posteriormente desmentido pela estatal, que não fez estimativas para a região.
O BM-S-9 é uma sociedade entre a Petrobras, operadora com 45% de participação, a britânica BG, com 30%, e a espanhola Repsol, com 25%.

Patrimônios da Humanidade no Brasil parte VII

Parque Nacional do Iguaçu

Criado em 1939, o Parque Nacional do Iguaçu fica em posição estratégica, na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. É ali que o rio Iguaçu se encontra com o Rio Paraná e segue para a Argentina. No caminho, eles formam algumas das quedas de água mais impressionantes do mundo.
Com rica fauna e flora de sua cobertura original de Mata Atlântica, o Parque foi o primeiro sítio brasileiro a entrar para a Lista do Patrimônio Mundial Natural, em 1986, por respeitar os seguintes critérios:
conter fenômenos naturais extraordinários e áreas de uma beleza natural e uma importância estética excepcionais
conter os habitats naturais mais importantes e mais representativos para a conservação in situ da diversidade biologia, incluindo aqueles que abrigam espécies ameaçadas que possuam um valor universal excepcional do ponto de vista da ciência ou da conservação

Localização: extremo oeste do Estado do Paraná
Área: 185.265 hectares abrangendo três cidades: a brasileira Foz do Iguaçu, a paraguaia Ciudad del Este e a argentina Puerto Iguazú
Latitude: entre 25º00’ e 25º45’ sul
Longitude: entre 53º30’ e 54º35’ oeste
Vegetação: floresta subtropical úmida
Clima: temperado úmido
Índice Pluviométrico: aproximadamente 1.700 milímetros anuais, sem estação seca
Temperatura média: 21º Celsius
Umidade relativa do ar: entre 75% e 95%
Altitude: entre 164 metros a 600 metros
Distância: 637 quilômetros de Curitiba


Parque Nacional do Iguaçu

O ENCANTO DAS ÁGUAS
por Percival Tirapeli *

“Esta maravilha não pode continuar a pertencer a um particular; eu vou a Curitiba falar com o presidente para providenciar imediatamente a expropriação das Cataratas” (Rios, 1973). Três meses depois, ainda em 1916, o Estado do Paraná comprava o lote de terras com as Cataratas, graças à intervenção pessoal do autor dessa indignada frase, Santos Dumont, o pai da aviação, que acabara de conhecer a região. Em 1919, estava lavrada a escritura. Em 1934, a Argentina passava a preservar a chamada Reserva Nacional del Iguazú, com área de 55.500 hectares. Somente em 1939 o Parque foi criado legalmente no Brasil, após a compra e ampliação da área, em 1930, pelo governo do Estado. O decreto de 1939 recebeu emendas em 1944 e 1981, com o intuito de ampliar a área de abrangência.
Dentre os critérios que justificam a inclusão do Parque Nacional do Iguaçu desde 1986 como patrimônio mundial natural da UNESCO está o fato de que ele apresenta, como a vizinha Argentina, “fenômenos, formações ou particularidades naturais, raros e de singular beleza, contendo um ecossistema importante junto a rios e quedas-d’água de beleza excepcional. Tem grande concentração de animais e vastas extensões de vegetação natural” (Dossiê IBDF/UNESCO, Foz do Iguaçu). Além disso, Iguaçu é parte da floresta tropical úmida, que preserva espécies ameaçadas de extinção; e protege também o Rio Floriano, o único livre de poluição em toda a Bacia do Rio Paraná.

IGUAÇU - ÁGUA GRANDE
Por Percival Tirapeli *

A força das águas do Parque Iguaçu (do guarani, “água-grande”) é a mesma que há 250 milhões de anos se precipita sobre as rochas, esculpindo esse ícone das belezas naturais da terra. Uma lenda indígena conta que o estrondo ensurdecedor das águas foi causado por Tarobá, guerreiro e namorado que raptara a bela virgem Naipi, que seria oferecida ao deus-serpente M’Boi, filho de Tupã, que morava no calmo Rio Iguaçu. Raivoso, o deus desnivelou a terra precipitando a canoa dos amantes pela Garganta do Diabo — onde hoje vive a virgem no meio das espumas, enquanto Tarobá se ergue por entre as pedras transformado em árvore, contemplando-a por entre a brisa e o arco-íris.
O Rio Iguaçu nasce no reverso da Serra do Mar, a 1.300 metros de altura, e em seu início recebe os dejetos da capital do Estado do Paraná, Curitiba. Seu curso atravessa a serrinha paranaense com depósitos devonianos, prosseguindo pelas formações permeanas e carboníferas para depois seccionar uma pilha de derramamento basáltico que, mais próximas ao Rio Paraná, dá as legítimas terras gordas do Estado do Paraná. Rumo oeste, segue por um sinuoso curso de mais de 300 quilômetros, indo desaguar no Rio Paraná, a apenas 90 metros acima do nível do mar. Sua vazão varia entre 300 e 6.500 metros cúbicos, com média de 1.400 metros cúbicos por segundo. Na parte alta, é bastante amplo com margens baixas e águas calmas, exceto por numerosas corredeiras e saltos ao longo do curso.
O Parque Nacional do Iguaçu faz parte de um amplo platô, formado por lavas basálticas durante a era mesozóica, há mais de 135 milhões de anos, quando a Bacia do Paraná foi palco das maiores e mais intensas atividades vulcânicas de toda a história geológica do planeta. Durante as tensões que redundaram na separação dos continentes africano e americano (antigo continente gondwânico), as lavas ascenderam pelas falhas e fendas tectônicas, sem formar os típicos cones vulcânicos, cobrindo uma área de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. As ocorrências de basalto aconteceram durante um período de clima árido, e as lavas cobriram grande porção do imenso deserto triássico designado Botucatu. Entre os vários fluxos de lava, o vento do deserto continuou a depositar areia, originando assim camadas de arenito por entre as camadas de rocha basáltica, resultando na intercalação de arenito e derrame basáltico em muitas localidades.

VEGETAÇÃO
Por Percival Tirapeli *

O Parque Nacional do Iguaçu contém a mata pluvial subtropical do terceiro planalto, que ocorre no extremo oeste do Estado, em uma faixa de 80 quilômetros de largura, na margem esquerda do Rio Paraná, subindo ao Iguaçu e seus afluentes. As ocorrências mais importantes no sudoeste do Paraná são a extração ilegal do palmito (Euterpe edulis), a pequena altura de seu tronco, a presença de agrupamentos de fetos arbóreos e a riqueza em leguminosas. Entre as palmeiras, ao lado do palmito, dominava o gerivá (Syagrus romanzzofiana) e os pteridófitos representados na mata subtropical por três espécies de Cyathea e 32 de Alsophila. Apresenta ainda grande riqueza em epífitas, bromeliáceas, aráceas, orquídeas e lianas. Ocorrem também matagais de taquara (Merostachys sp) e agrupamentos de taquaruçu (Bambusa sp e Guadua sp). Na região diretamente atingida pelo vapor das águas das cataratas, verifica-se a ocorrência de Cereus peruvianos e Cereus sp, tratando-se provavelmente de relictos (remanescente de uma espécie em vias de extinção) do clima semiárido do antigo Quaternário no Paraná (Maack, 1968).
A caviúna (Machaerium sp) e a aqüifoliácea erva-mate (Ilex paraguariensis) são agrupamentos que geram economia específica e relevante. As matas que são verdes, em parte do ano ostentam cedro (Cedrela sp), ipê (Tabebuia sp), todos os tipos de jacarandá e alguns Podocarpus sp. Outra espécie de dominação vegetal na região é a Mata de Araucária, um dos seis grandes domínios brasileiros morfoclimáticos e fitogeográficos. O Parque Nacional do Iguaçu pertence a uma faixa diferenciada, que margeia o domínio dos planaltos subtropicais com araucárias.

FAUNA
Por Percival Tirapeli *


A fauna é bastante diversificada, com algumas espécies ameaçadas de extinção. São mais de quarenta espécies, como morcegos, onça-pintada (Panthera onca), jaguatirica (Leopardus pardalis), cateto (Tayssu tajacu), queixada (Tayassu pecari), anta (Tapirus terrestris), mucura-de-quatro-olhos (Metachirops opossum) e ariranha (Pteronura brasiliensis). E ainda lontra-prata (Lutra platensis), suçuarana ou onça-parda (Puma concolor), gato-maracajá (Leopardus wiedii) e veado-galheiro (Mazama rufina). Jorge Padua et al. (1974) também apontaram cachorro-vinagre (Speothos venaticus) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla). Há registros de guariba (Alouatta caraya), macaco-prego (Cebus sp) e capivara (Hydrochoeris hydrochaeris).
São registradas mais de 340 espécies de aves, dentre elas, destacam-se o solitário macuco (Tinamus solitarius), gavião-real (Harpia harpyia) e jacutinga (Pipile jacutinga). Lamentavelmente encontra-se extinta pela ação predatória do homem a arara-glauco (Anodorhinchus glaucus). Entretanto, avistam-se outras espécies raras como papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) e charão (Amazona petrei), além de inúmeros pássaros trogonídeos como surucuá (Trogon viridis). Há ainda socó-boi (Tigrisoma solitarius e T. fasciatum), gavião-de-cabeça-cinza (Leptodon cayanensis) e gavião-pombagrande (Leucopternis lacernelata), pato-mergulhador (Mergus octocetaceus), pomba-de-espelho (Claravis pretiosa) e tucano (Ramphastos toco).
Muitas aves de migração ou arribação chegam ao parque, merecendo destaque falcão-peregrino (Falco peregrinus), maçarico-de-perna-amarela (Tringa flavipes) e andorinha-do-campo (Phaeoprogne tapera). Constituem-se ainda como fauna nacional típica pica-pau-carijó (Picumnus nebulosus) e pica-pau-anão-de-coleira (Picumnus temmincki). São conhecidas também mais de sessenta espécies de répteis, dentre os quais urutu (Bothops alternatus), além de quelônios, jacarés, dezenas de espécies de anfíbios e quase uma centena de espécies de peixes. Dos invertebrados destacam-se cerca de 700 espécies de borboletas que circulam pelo parque.

HERANÇA CULTURAL
Por Percival Tirapeli *

Os primeiros senhores da terra foram os indígenas das nações tupis-guaranis e grêns-caingangues, das quais hoje se encontram sítios arqueológicos ao longo do caminho anteriormente utilizado para migrações entre o interior e a costa, durante o período pré-colombiano. Por decreto do Papa Alexandre VI, de 1494, denominado Tratado de Tordesilhas, a região pertencia à Coroa da Espanha, que a colonizou a partir do Vice-Reinado do Prata, que se estendia do Peru até a Argentina, sendo capital Assunção (atual capital do Paraguai), fundada em 1537. O navegador espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca admirou esta que é considerada uma das mais belas quedas-d’água do mundo já em 1542, denominando-a Santa Maria. Mais tarde, os jesuítas fundaram várias missões na região, sendo uma delas Santa Maria, em cujo local teria existido a primeira oficina tipográfica no Novo Mundo, sendo ali impresso o primeiro dicionário guarani-espanhol, compilado pelo padre Antonio Luiz de Montoya em 1613. O ímpeto expansionista dos bandeirantes paulistas que dimensionaram o atual país-continente, Manoel Preto, em 1619, e Raposo Tavares, em 1629, frustraram as pretensões espanholas na região limítrofe dos três países que, pelo Tratado de Madri de 1750, passou legalmente a pertencer ao território brasileiro. No século XIX, a idéia de preservação já era lançada pelo engenheiro André Rebouças, inspirado pelo parque norte-americano de Yellowstone, primeiro a ser criado no mundo, em 1872. No Brasil, o primeiro parque nacional criado foi Itatiaia, em 1937, na Serra da Mantiqueira, abrangendo os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em 1881, a região era quase desabitada, apenas com uma colônia em Sete Quedas. Em 1918, criou-se o município de Foz do Iguaçu. Hoje, eles formam um efervescente complexo agrícola, pólo turístico e zona de afluência de interesses internacionais e portal para o Mercosul, servido por estradas dos três países interligadas por pontes e aeroportos.

Fonte:http://www.universia.com.br/especiais/patrimonios_historicos/iguacu.htm

terça-feira, 9 de março de 2010

Patrimônios da Humanidade no Brasil parte VI



Ruínas Jesuítico-Guaranis de São Miguel das Missões

As ruínas são o sinal remanescente do antigo povo de São Miguel Arcanjo, comunidade fundada por jesuítas espanhóis no início do século XVIII para catequizar os índios guaranis. Elas estão localizadas no município de São Miguel, no Rio Grande do Sul, a pouco mais de 500 km da capital Porto Alegre e próximo à fronteira com a Argentina.
O consultor da UNESCO, quando visitou o Brasil para conhecer as ruínas de São Miguel, afirmou que a importância da obra é a mesma que possuem aquelas do Coliseu, na Itália, ou da Acrópole, na Grécia. Por isso, o sítio foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial Cultural, em 1983, por respeitar o seguinte critério:

ser um exemplo excepcional de um tipo de edifício ou de conjunto arquitetônico que ilustra uma etapa significativa da história da humanidade

Localização: Planalto Meridional no Estado do Rio Grande do Sul
Área: 13.834 Km2
População: 7.432 habitantes (IBGE, 1996)
Relevo: planáltico
Altitude: até 305 metros
Vegetação: típica de climas temperados
Temperatura média: entre 19º e 17º Celsius
Índice pluviométrico: 1.500 milímetros, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano
Distância: 485 quilômetros de Porto Alegre e 53 quilômetros de Santo Ângelo

RUÍNAS DO NOVO MUNDO
Por Percival Tirapeli *

Uma das antigas missões dos Sete Povos no Rio Grande do Sul, as Ruínas de São Miguel, veio a ser o primeiro sítio tombado no Brasil pelo então criado SPHAN (1937), atual IPHAN, constituindo-se naquela ocasião símbolo de agregação territorial, união nacional e identidade do povo gaúcho. Em 1983, esse conjunto, único exemplar completo de torre e frontaria (fachada) remanescente dos povos jesuítico-guaranis localizados no Brasil, na Argentina e no Paraguai, foi aprovado como um “testemunho do nascimento de um novo mundo, gerado pela expansão européia do século XVII e pela ação civilizadora jesuítica. (...) Este monumento não é apenas parte da história deste país, mas marco importante na história mundial” (Augusto da Silva Telles, Dossiê IPHAN/UNESCO, Arquivo Noronha Santos).


A UTOPIA LATINO-AMERICANA
Por Percival Tirapeli *

A “terra sem males” idealizada pelos jesuítas na Europa existia anteriormente em meio aos guaranis: era a “terra da paz”. Entre o céu e a terra, ficaram suspensas as possibilidades de integração entre a cultura cristã e a guarani, ainda que cada uma, a seu modo, buscasse a fraternidade e a igualdade.
Da Europa, os padres inacianos partiam com regras rígidas para gravar a “boa conduta” e o novo Deus na alma daqueles que eram “livres de leis”. O Deus cristão dera o comando do mundo ao homem, porém, o grande pai guarani, Nhanderuvuçu, legou-lhe a comunhão com a natureza. Para concretizar a missão cristã, os novos apóstolos deveriam arrebanhar os indígenas em reduções, que se constituíam cidades utópicas dispostas no alto das colinas, com 4.000 ou 5.000 almas, em casas enfileiradas em ruas largas com terreiro e igreja. Porém, as linhas retas de perspectivas renascentistas das ruas e dos edifícios impunham um novo olhar ao indígena, acostumado às linhas curvas de arcos, ocas, tabas e sinuosas trilhas. Além do mais, a grande praça, o terreiro de Jesus, onde aconteciam as danças e procissões, não possuía o fogo guarani, tataipy, que aquecia os indígenas e conjugava a fala e espírito, tetanheê. (Tavares, 1999).


AÇÃO MISSIONEIRA
Por Percival Tirapeli *

A “terra da paz”, antes da chegada dos jesuítas, estabelecia regras que faziam do trabalho um prazer: os índios não armazenavam, não vendiam, apenas trocavam produtos. Compartilhando, como uma só família, gente, natureza e animais, nada possuíam, lembrando o reino celeste prometido pelo cristianismo. Não havia governo: palavra e tradição regiam as comunidades, que, apenas em determinadas ocasiões, elegiam os tubichás, para que as comandassem. Foi essa ausência de comando que possibilitou aos jesuítas, sob as leis de Felipe II, rei da Espanha, dominar nações pacíficas que não possuíam a cobiça característica das sociedades divididas entre ricos e pobres.
Os 170 anos de poder teocrático na república guarani deixaram como legado uma língua nativa oficial no Paraguai, única na América Espanhola. No desenvolvimento técnico, a fundição do ferro e o uso da terra para o plantio; no arqueológico, vestígios de ruínas de imensos templos e cidades utópicas. Das artes musicais quase nada restou, a não ser relatos da construção de instrumentos e constituição de orquestras. Com respeito às artes plásticas, como pinturas e ornamentos, conservou-se somente um número reduzido de imaginária (figuras humanas), que, acredita-se que naquele período fossem mil peças, restando hoje 45 no Museu das Missões, projetado por Lucio Costa, e 127 espalhadas por todo o estado do Rio Grande do Sul.
Ruínas Jesuítico-Guaranis de São Miguel das Missões

CIDADES DE DEUS
Por Percival Tirapeli *

Na época de maior desenvolvimento, entre 1690 e 1750, trinta reduções — denominadas Cidades de Deus — estendiam-se ao longo de territórios hoje pertencentes ao Paraguai, Argentina e Brasil. O sul do Paraguai era ocupado por oito delas, e as atuais províncias argentinas de Corrientes e Misiones por quinze. Hoje, esse conjunto forma um grande complexo de oito sítios preservados pela UNESCO que, englobados ao Parque Nacional do Iguaçu, conformam essa vital área do Mercosul.
A parte noroeste do Rio Grande do Sul era ocupada por sete reduções ou Sete Povos das Missões, centro do Estado Jesuítico do Paraguai ou Reino Teocrático Jesuítico-Indígena junto ao Paraná e ao Uruguai. Eram denominadas São Francisco de Borja (1682), São Nicolau (1687), São Luiz Gonzaga (1687), São Miguel Arcanjo (1687), São Lourenço Mártir (1690), São João Batista (1697) e Santo Ângelo Custódio (1706).
São Miguel das Missões, fundada pelo padre Alonso de Castilhos, foi inicialmente um aldeamento assentado em 1632, em Itaiacecó. Hostilizada pelos mamelucos de São Paulo já em 1637, que procuravam captar mão-de-obra indígena, toda a população de São Miguel se transferiu para a banda oriental do Rio Uruguai.
Em 1686, foi um dos quatro povos escolhidos pelos jesuítas para ser “remudados”, buscando não só facilitar a expansão desses povos como proteger a base da economia das reduções, criando linhas de defesa contra invasões de mamelucos e portugueses. Era preciso resguardar as vacarias — estâncias fundadas no vale do Uruguai, então assoladas pelos próprios espanhóis — e zelar pelas áreas de exploração intensiva da erva-mate (Sepp, 1972, p. 136).
Quando a redução de São Miguel chegou ao auge da prosperidade, tiveram os padres de se mudar, por força da demarcação territorial imposta pelo Tratado de Madri. Os guaranis, inconformados, rebelaram-se e resistiram sob o comando do índio Sepé, mas foram forçados a abandonar a redução, não sem antes incendiar o templo.
Porém, em 1761, o Tratado de Santo Ildefonso anulou o de Madri, e o território missioneiro voltou ao domínio espanhol, possibilitando o retorno dos índios às reduções no ano seguinte. Em 1765, Carlos III, rei da Espanha, expediu decreto que expulsava os jesuítas dos domínios espanhóis, o que ocorreu definitivamente em 1768. Assim, os Sete Povos ficaram sob administração colonial direta da Espanha, que passou a explorar os indígenas e levou a região à decadência. A redução de São Miguel, no entanto, conservou vestígios do apogeu até fins do século XVIII (Leal, 1984, pp. 70-96).

ARQUITETURA JESUÍTICA
Por Percival Tirapeli *

A construção do templo de São Miguel das Missões deve ter-se iniciado em 1735 e a parte substancial terminada em 1744 ou 1747, tendo sido feito por etapas, seguindo as regras da arquitetura jesuítica. O risco original do arquiteto jesuíta João Batista Primoli é considerado o mais próximo ao modelo da Igreja do Gesù, do arquiteto Vignola, em Roma, Itália, proposto como protótipo da igreja jesuítica. Grandioso, com fachada maior que aquela feita por Giacomo della Porta em Roma, Cidade Eterna, o templo, com uma cúpula prevista, sofreu alterações durante a execução.
Um relato de 1756, época do apogeu de São Miguel, feito pelo visconde de São Leopoldo, José Feliciano Fernandes Pinheiro, descreve o grandioso empreendimento jesuítico:
“Jaz colocada na chapa de uma colina, quarteada de alguns bosques, entre os quais serpenteiam abundantes mananciais, que por fim vão confundir-se no Rio Jacuípe, distante um quarto de légua; das abas dela se estendem vistosas campinas. Na frente de uma grande praça quadrangular, na qual desembocam nove ruas, via-se o templo, bem que de paredes de pedra e barro, mas muito grossas, e branqueadas de tabatinga; era voltada para o norte, e nela se entrava por um alpendre de cinco arcos, sustentados por colunas de pedra branca e vermelha, rematada por uma vistosa balaustrada, e sobre uma gradaria da mesma pedra (da qual são também os frisos, cornijas e figuras), que coroava o frontispício, elevava-se a figura de São Miguel, e dos lados as dos seis apóstolos; a igreja é de três naves, de trezentos e cinqüenta palmos de comprido, e cento e vinte de largo, com cinco altares de talha dourada, e excelentes pinturas, e ao entrar na porta principal via-se à direita uma capela com seu altar, e pia batismal, sendo a bacia de barro vidrado de verde, assentada sobre uma moldura de talha dourada. A torre era também de pedra com seis sinos. Imediata ao lado direito da capela-mor chegava-se à sacristia, daí seguiam-se os cubículos dos padres, que eram muitos e cômodos; pegava logo um lanço de quartos, que olhavam para um grande pátio, com alpendrada em roda, destinados à escola de ler, de escrever, música vocal e instrumental, dele se comunicava para outro semelhante, formado de várias casas, em uma das quais trabalhavam vinte e quatro teares, e as outras eram oficinas de ourives, entalhadores, pintores, uma grande ferraria, muitos armazéns; e uma casa forte, que servia de prisão, tudo com admirável ordem; uma espaçosa varanda, sustentada sobre colunas de pedra lavada de vinte e cinco palmos de alto, olhava para uma horta murada de pedra e barro, com ruas alinhadas, e plantadas de pinheiros, laranjeiras, limoeiros, marmeleiros, pessegueiros, e outras muitas árvores e arbustos, tanto indígenas como exóticos. Contíguo ficava um recolhimento de viúvas e donzelas, com um só portão, e um pátio no meio” (Pinheiro, 1982, p. 84).

Ruínas Jesuítico-Guaranis de São Miguel das Missões

Com o objetivo de dar visibilidade e incentivar os projetos de Instituições de Ensino Superior relacionados aos Patrimônios da Humanidade no Brasil, o Universia disponibiliza este espaço. O objetivo é formar uma base de informações sobre os estudos, ações, projetos de extensão e pesquisas que estão sendo realizadas.

Instituições em Ação

Unisinos - Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas
Geoarqueólogos da Unisinos determinaram os afloramentos de onde foram retirados os arenitos empregados pelos jesuítas e guaranis na construção da igreja da ex-redução de São Miguel Arcanjo. As primitivas pedreiras situam-se na Fazenda da Laje e em uma localidade chamada Esquina Ezequiel, localizadas a 12 e 14 quilômetros do sítio arqueológico de São Miguel das Missões. Em Esquina Ezequiel, as rochas ainda conservam as marcas das ferramentas utilizadas pelos antigos missioneiros.
Outra etapa importante da pesquisa foi a de encontrar segmentos das estradas missioneiras, construídas nos séculos XVII e XVIII, utilizadas para o transporte do material até o local da construção.
Os projetos mostraram a viabilidade da metodologia proposta pelos pesquisadores da Unisinos para a redescoberta da pedreira, caso haja interesse na manutenção ou restauração dos monumentos históricos.

Coordenação: Carlos Henrique Nowatzki
Informações: nowa@euler.unisinos.br

Fonte:http://www.universia.com.br/especiais/patrimonios_historicos/missoes.htm

segunda-feira, 8 de março de 2010

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Turquia revisa para baixo número de mortos por terremoto no leste do país


08/03 - 11:01 - iG São Paulo

Autoridades turcas revisaram para baixo o número de mortos pelo terremoto de 6 graus de magnitude que atingiu o país na madrugada desta segunda-feira, anunciando a morte de 51 pessoas e 74 feridos.
O vice-primeiro-ministro turco Cemil Cicek havia anunciado anteriormente 57 mortos e mais de 50 feridos. Mas, segundo a Direção de Situações de Emergência em Ancara e a célula de crise estabelecida na região do tremor, 51 corpos foram retirados dos escombros até o momento. As autoridades não explicaram o que causou o erro de contagem.
As vítimas foram registradas em cinco localidades próximas ao epicentro do terremoto registrado às 04h32 locais (23h32 de domingo em Brasília) e localizado na região pouco povoada de Basyur.
O tremor despertou os moradores quando sacudiu a região pouco povoada de Basyurt, na Província de Elazig, às 4h32 da manhã (23h32 de domingo de Brasília). A magnitude do sismo foi de 6,0 e houve ao menos 40 réplicas, a mais forte com intensidade
"Houve muito medo e pânico entre as pessoas. Durou cerca de um minuto. Sentimos com muita força e todo mundo tentou fugir para a rua", disse Nursel Sengezer, um correspondente da agência de notícias local Dogan em Elazig, à emissora CNN turca.
O governador local, Muammer Erol, citado pelas redes de televisão, declarou que as equipes de resgate conseguiram chegar a todas as zonas atingidas e não esperava que houvesse um aumento sensível do registro de vítimas.
"Não há problemas de comunicação, as equipes de socorro já foram enviadas a essas localidades. Os feridos estão sendo tratados nos hospitais", afirmou à rede de notícias NTV.
As residências dessas localidades geralmente são construídas em argila e são pouco resistentes aos abalos sísmicos, frequentes na região. Foram exatamente essas casas que desabaram, enquanto as construídas com cimento não sofreram maiores danos.
Uma equipe do Crescente Vermelho também chegou ao local e começou a distribuir barracas e comida quente para os moradores em meio ao intenso frio.
Várias mulheres e crianças se reuniram em torno de uma fogueira para se aquecer, observando os escombros de suas casas.
O Crescente Vermelho montou o seu quartel-general na escola primária de Okcular, enquanto uma unidade da polícia fazia a segurança nas imediações do povoado, localizado próximo a uma montanha de 1,8 mil metros de altura.
Os terremotos são frequentes na Turquia, um país atravessado por diversas falhas sísmicas. Em 1999, dois terremotos deixaram mais de 20 mil mortos na região noroeste do país, uma área industrial densamente povoada.

fonte: www.ig.com.br

Defesa Civil interdita 35 casas após temporal que matou seis no Rio

colaboração para a Folha Online

O temporal que atingiu a região metropolitana do Rio na noite deste sábado (6) fez com que a Defesa Civil Municipal interditasse 12 casas na região de Rio Comprido e 23 em Anchieta, na zona norte da cidade, totalizando 35 interdições. Devido às chuvas, seis pessoas morreram soterradas, sendo que quatro mortes ocorreram na cidade do Rio e duas em Niterói.
Desde as 17h às 22h de sábado, choveu 70,5 mm (cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado), o equivalente a 60% do que estava previsto para chover em todo mês de março. A região do Rio Centro, na zona oeste, registrou a maior quantidade de chuva no horário, segundo dados da Defesa Civil.
Pelo menos 40 famílias tiveram de deixar suas casas, sendo que cinco ficaram desabrigadas (dependem de abrigos públicos), e 35 desalojadas (estão hospedadas em casas de amigos ou parentes).
Desde as 18h de ontem até as 15h de hoje, o órgão recebeu 194 chamados relatando ocorrências relacionadas às chuvas. Somente hoje foram contabilizadas 86 ocorrências, a maioria relacionada a ameaças de deslizamentos de encostas.
A orientação da Defesa Civil é para que as pessoas que moram em áreas de risco se abriguem em locais seguros. Em caso de emergência, a população deve ligar para a Defesa Civil no telefone 199, que funciona 24 horas.
Até a noite deste domingo, o Rio continuava em estado em estado de atenção, pois há ainda previsão de chuva.
No primeiro dia do ano, a chuva e os deslizamentos de terra deixaram 53 pessoas mortas em Angra dos Reis (RJ). A maioria das mortes --32-- ocorreu na praia do Bananal, na Ilha Grande; outras 21 foram registradas no morro da Carioca.

Em cinco horas, chove no Rio mais que em todo o mês de março de 2009

da Folha Online
Atualizado às 19h56.

O temporal que atingiu a região metropolitana do Rio na noite deste sábado (6) causou seis mortes --quatro no Rio e duas em Niterói-- e deixou pelo menos 40 famílias fora de suas casas. De acordo com balanço divulgado pela Defesa Civil Municipal do Rio, somente hoje foram contabilizadas 86 ocorrências, a maioria relacionada a ameaças de deslizamentos de encostas.
Em apenas cinco horas --das 17h às 22h--, choveu o equivalente ao índice pluviométrico registrado em todo o mês de março do ano passado, segundo informações da GloboNews. De acordo com a Defesa Civil, em cinco horas, choveu 70,5 mm (cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado), o que representa 60% do previsto para este mês.
Desde as 18h de ontem até as 15h de hoje, o órgão recebeu 194 chamados relatando ocorrências relacionadas às chuvas.
Devido às chuvas, a cidade permanece em atenção neste domingo. A orientação da Defesa Civil é para que as pessoas que moram em áreas de risco se abriguem em locais seguros. Em caso de emergência, a população deve ligar para a Defesa Civil no telefone 199, que funciona 24 horas.
Ao todo, cinco famílias perderam suas casas e dependem de abrigos públicos, e outras 35 ficaram desalojadas --ou seja, tiveram, de deixar suas casas e estão hospedadas nas casas de familiares.
As regiões mais afetadas foram as de Anchieta e Rio Comprido, ambas na zona norte da cidade. Em Anchieta, o desabamento de uma casa soterrou sete pessoas. Duas delas morreram. Já em Rio Comprido, duas pessoas também morreram soterradas.
Em Niterói, duas pessoas morrem após o desabamento de uma casa no bairro Viçoso Jardim. Segundo os bombeiros, morreram uma mulher e uma criança.

Chuvas desalojam 40 famílias e matam seis pessoas no Rio e Niterói

da Folha Online
Atualizado às 20h15.

O temporal que atingiu o Rio entre a noite de ontem e a madrugada deste sábado causou quatro mortes na cidade e obrigou pelo menos 40 famílias a deixarem suas casas, segundo balanço divulgado na tarde deste domingo pela Defesa Civil Municipal. Outras duas pessoas morreram em Niterói, totalizando seis mortes em decorrência das chuvas na região.
Desde as 18h de ontem até as 15h de hoje, o órgão recebeu 194 chamados relatando ocorrências relacionadas às chuvas. Somente hoje, foram contabilizadas 86 ocorrências, a maioria relacionada a ameaças de deslizamentos de encostas.
Ao todo, cinco famílias perderam suas casas e dependem de abrigos públicos, e outras 35 ficaram desalojadas --ou seja, tiveram de deixar suas casas e estão hospedadas nas casas de familiares. "As secretarias municipais de Assistência Social e de Habitação já estão prestando auxílio a elas", informou a Defesa Civil, em nota.
As regiões mais afetadas foram as de Anchieta e Rio Comprido, ambas na zona norte da cidade. Em Anchieta, o desabamento de uma casa soterrou sete pessoas. Duas delas morreram. Já em Rio Comprido, duas pessoas também morreram soterradas.
Em Niterói, duas pessoas morrem após o desabamento de uma casa no bairro Viçoso Jardim. Segundo os bombeiros, morreram uma mulher e uma criança.
A orientação da Defesa Civil é para que as pessoas que moram em áreas de risco se abriguem em locais seguros. Em caso de emergência, a população deve ligar para a Defesa Civil no telefone 199, que funciona 24 horas.
Devido ao temporal, o Rio continua em estado de atenção porque a previsão é de mais chuvas para hoje --à tarde e no começo da noite.
No primeiro dia do ano, a chuva e os deslizamentos de terra deixaram 53 pessoas mortas em Angra dos Reis (RJ). A maioria das mortes --32-- ocorreu na praia do Bananal, na Ilha Grande; outras 21 foram registradas no morro da Carioca.

TRÊS MIL MULHERES MARCHARÃO DE CAMPINAS A SÃO PAULO

Ação da Marcha Mundial de Mulheres passa por dez cidades entre 8 e 18 de março

Entre os dias 8 e 18 de março, a Marcha Mundial das Mulheres organizará sua 3ª Ação Internacional no Brasil. Neste período, 3 mil mulheres de todas as regiões do país farão uma caminhada entre dez cidades, de Campinas a São Paulo, para dar visibilidade à luta das mulheres brasileiras e reivindicar mudanças em suas vidas.
A Ação começa no Dia Internacional das Mulheres (8/3), em um grande ato público no Largo do Rosário, às 16h, no centro de Campinas, e termina em São Paulo no dia 18, em um ato na Praça Charles Miller.
O lema das mobilizações é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e suas reivindicações se baseiam em quatro campos de ação: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos; paz e desmilitarização; e violência contra as mulheres.
Esta Ação faz parte de uma grande mobilização internacional que vai até o dia 17 de outubro. Estão programadas atividades em 51 países, entre eles Canadá, Colômbia, França, Espanha, entre outros. O encerramento será em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo.

Trajeto e programação
A marcha passará por dez cidades paulistas: Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea, Cajamar, Jordanésia, Perus e Osasco.
Além da caminhada pela manhã, no período da tarde as mulheres participarão de atividades de formação sobre diversos temas, entre os quais: trabalho doméstico; saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista; economia solidária e feminista; soberania alimentar, reforma agrária e trabalho das mulheres no campo; agroecologia; biodiversidade, energia e mudanças climáticas; políticas de erradicação da violência doméstica e sexual; tráfico de mulheres e direito ao aborto (veja a programação completa abaixo). As atividades de formação serão conduzidas pelas próprias marchantes.
Durante o trajeto está previsto um ato público na cidade de Várzea (13/3), em que será lançado um livro sobre o histórico do dia 8 de março. As mulheres também promoverão panfletagens, batucada e demais intervenções junto à população das cidades por onde passarão.

A Ação contará ainda com duas participações especiais. No dia 11, em Louveira, a feminista brasileira, radicada na França, Helena Hirata, debate o trabalho das mulheres e a autonomia econômica. E em Perus, no dia 16, Aleida Guevara, médica cubana e filha de Ernesto Che Guevara, fala sobre paz e desmilitarização.

Números e equipes

Participam da marcha 3 mil mulheres vindas de 25 estados: AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, GO, MA, MG, MS, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP e TO. São várias delegações em cada estado, contando também com mulheres de diversos movimentos sociais como MST, CUT, Contag, Consulta Popular, UNE, MAB e MMC.

A Marcha será construída integralmente pelas mulheres, que serão divididas em equipes de cozinha, limpeza, infra-estrutura, segurança, comunicação, formação e cultura, saúde, água e creche. A cozinha será fixa e o transporte das três refeições será feito por caminhões. Além das equipes, as delegações se revezarão para os trabalhos de limpeza dos alojamentos e cozinha.

As mulheres ficarão alojadas em ginásios e tendas (veja a localização dos alojamentos abaixo) e chegarão marchando às cidades.

Serão utilizados 50 mil litros de água potável e consumidas uma tonelada de feijão, duas de arroz, uma de carne moída, além de outros alimentos como macarrão, legumes e frutas.

Reivindicações e plataforma política

As reivindicações da Ação estão baseadas em quatro eixos que concentram temas chave para a vida das mulheres em todo o mundo. São eles: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos; paz e desmilitarização; e violência contra as mulheres.

Esses eixos foram adaptados à realidade das mulheres brasileiras e deram os contornos da plataforma de reivindicações que será apresentada à sociedade a ao Estado durante a marcha. Entre elas está a criação de aparelhos públicos que liberem as mulheres do serviço doméstico, a não privatização de nossos recursos naturais, o aumento do salário mínimo, o fim de todas as formas de violência contra a mulher, a realização da reforma agrária e a legalização do aborto.

A marcha também pretende demonstrar sua solidariedade à população do Haiti após o terremoto que atingiu o país em janeiro. Haverá coleta de contribuições para a reconstrução da ação das mulheres da Marcha no Haiti e do movimento feminista do país.

Sobre a Marcha Mundial das Mulheres

A Marcha Mundial das Mulheres nasceu em 2000 como uma grande mobilização contra a pobreza e a violência. Naquele ano, as ações começaram justamente em 8 de março e terminaram em 17 de outubro (Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza), organizadas a partir do chamado “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”.

A inspiração para a criação da Marcha partiu de uma manifestação realizada cinco anos antes (em 1995), no Canadá. Na ocasião, 850 mulheres marcharam 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, “Pão e Rosas”. A ação marcou a retomada das mobilizações das mulheres nas ruas, fazendo uma crítica contundente ao sistema capitalista como um todo. Ao seu final, diversas conquistas foram alcançadas naquele país, como o aumento do salário mínimo, mais direitos para as mulheres imigrantes e apoio à economia solidária.

Histórico de ações internacionais

A Marcha Mundial das Mulheres já realizou duas ações internacionais, em 2000 e 2005. A primeira contou com a participação de mais de 5 mil grupos de 159 países e territórios. No ano de lançamento da Marcha, as militantes entregaram à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, um documento com 17 pontos de reivindicação, apoiado por cinco milhões de assinaturas.

A segunda ação mundial, em 2005, novamente levou milhares de mulheres às ruas. A Marcha construiu a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, em que expressa sua visão das alternativas econômicas, sociais e culturais para a construção de um mundo fundado nos princípios da igualdade, liberdade, justiça, paz e solidariedade entre os povos e seres humanos em geral, com respeito ao meio ambiente e à biodiversidade. De 8 de março a 17 de outubro daquele ano, as feministas construíram uma grande Colcha Mosaico Mundial de Solidariedade, composta por um retalho de cada país. Tanto a carta quanto a colcha viajaram por 53 países e territórios dos cinco continentes.

Mais informações sobre a Ação de 2010 da MMM
www.sof.org.br/acao2010

Contato com a imprensa
Ana Maria Straube
anamaria@sof.org.br
(11) 8445-2524/ (11) 3819-3876

Programação Completa das Atividades de Formação e endereços dos alojamentos
08/03
Campinas
Lançamento da 3ª Ação Internacional da MMM, marcando os 100 anos da proposição do Dia Internacional de Luta das Mulheres – Largo do Rosário
Alojamento: Ginásio Rogê Ferreira - Av. João Batista Morato do Canto Bairro s/n São Bernardo
09/03
Valinhos
Trabalho doméstico e de cuidados: um debate sobre a sustentabilidade da vida humana, seguida de debate sobre a história da Marcha Mundial das Mulheres e suas lutas.
Alojamento: Parque do Figo (Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini) Rua Dom João VI, s/nº - Jardim Planalto.

10/03
Vinhedo
Painéis temáticos sobre:
Economia Solidária e Feminista;
Saúde da mulher e práticas populares de cuidado;
Sexualidade, autonomia e liberdade;
Educação não sexista e não racista;
Mulheres negras e a luta anti-racista;
Mulheres indígenas;
A mídia contra-hegemônica e a luta feminista;
A mercantilização do corpo e da vida das mulheres;
Prostituição;
Mulheres, arte e cultura.
Alojamento: Parque Jayme Ferragut - Estrada da Boiada, s/n;

11/03
Louveira
Trabalho das mulheres e autonomia econômica, com a presença de Helena Hirata.
Alojamento: Área de Lazer do Trabalhador José Sinamore (Parque da Uva) Rodovia Romildo Prado, km 1 F: 19- 38781357

12/03
Jundiaí
Soberania Alimentar, justiça ambiental e luta por território.
Alojamento: Centro Esportivo Arames Polli Smece – R. Dr. Benedito Godoi, 508 Jd. Xangai.

13/03
Várzea Paulista
Ato público com lançamento de livro sobre o histórico do 8 de março, debate sobre o histórico do movimento feminista e show cultural – Espaço Cidadania
Alojamento: Av. Projetada - Espaço Cidadania da Prefeitura.

14/03
Cajamar
A luta contra a violência sexista
Alojamento: Rodovia Anhanguera, Km 46,5. Caixa Postal, 530. Capital Ville. Jordanésia – Cajamar/SP – 11 - 4898.0003
15/03
Jordanésia
Maternidade como decisão e não como destino: debate sobre nossas experiências.
Alojamento: Rua Vereador Joaquim Barbosa, 827 – Cajamar/ SP - F: 44474550.

16/03
Perus
Paz e desmilitarização; debate sobre a luta pela transformação da sociedade com Aleida Guevara, lutadora cubana, filha de Che Guevara.
Alojamento: Rod. Anhanguera, Km 25,5 s/n - São Paulo – F: 11- 3916.6200/ 3911.0191

17/03
Osasco
Integração dos povos como alternativa e o papel do Estado.
Alojamento: Sindmetal – Rua Luiz Rink, 501 - Rochdale - Osasco - SP - Tel./Fax: 3686-7401

18/03
São Paulo
Encerramento com ato público na Praça Charles Miller
Alojamento: Estádio Pacaembu – Rua Capivari, 213
Programação cultural: ao longo dos dias, articuladas às atividades de formação, haverá exibição de filmes, música, poesia, teatro e apresentações culturais dos estados.

domingo, 7 de março de 2010

Conflito étnico mata mais de 100 na Nigéria

07/03/2010 - 14h57
Reuters

JOS, Nigéria (Reuters) - Mais de 100 pessoas morreram neste domingo em conflitos entre nômades islâmicos e aldeões cristãos perto da cidade nigeriana de Jos, onde a violência sectária causou centenas de mortes em janeiro, disseram testemunhas.
Aldeões em Dogo Nahawa, ao sul de Jos, disseram que nômades da etnia Fulani das montanhas ao redor da cidade atacaram por volta das 3h da manhã no horário local (23h de sábado de Brasília), atirando para o alto antes de esfaquearem aqueles que saíam de casa.
Uma testemunha da Reuters que visitou o vilarejo contou cerca de 100 corpos empilhados ao ar livre. Pam Dantong, diretor médico do hospital estadual de Plateau, em Jos, mostrou a jornalistas 18 cadáveres que foram trazidos do vilarejo, alguns deles parcialmente queimados.
Autoridades disseram que outros corpos foram levados para um segundo hospital na capital do Estado. Não ficou claro o motivo da violência.
"Eles chegaram por volta das 3h da manhã e começaram a atirar para o alto", disse Peter Jango, morador de Dogo Nahawa.
"O tiroteio foi só para tirar as pessoas de suas casas e depois, quando as pessoas saíram, eles começaram a cortá-las com facões", disse ele, com mulheres chorando atrás.
Quatro dias de conflitos étnicos em janeiro entre multidões munidas de armas de fogo, facas e facões mataram centenas de pessoas em Jos, a capital do estado de Plateau, que fica entre o norte muçulmano da Nigéria e o sul predominantemente cristão.
O mais recente confronto na instável região vem num momento difícil para a Nigéria, com o presidente interino Goodluck Jonathan tentando afirmar sua autoridade enquanto o líder Umaru Yar'Adua continua muito doente para governar.
(Reportagem de Shauibu Mohammed)

Terra volta a tremer no Chile; toque de recolher é reduzido

07/03/2010 - 11h10
Em Santiago (Chile)
EFE

Um tremor de 5 graus na escala Richter sacudiu hoje a região central do Chile, em uma nova réplica do terremoto de 8,8 graus que devastou o centro-sul do país em 27 de fevereiro.
O abalo sísmico deste domingo foi registrado à 1h47 (mesmo horário de Brasília). O Serviço de Geologia dos Estados Unidos localizou o epicentro do tremor 15 quilômetros abaixo do mar, a oeste do porto de Valparaíso. Já o Escritório Nacional de Emergência (Onemi) destacou que não houve vítimas nem danos materiais.
Na província de Concepción (sul), uma das mais afetadas pelo terremoto da semana retrasada, boa parte dos serviços básicos já foi restabelecida, a tranquilidade volta aos poucos e autoridades reduziram a duração do toque de recolher.
A circulação pelas ruas agora é permitida das 10h às 21h. A intenção é que as pessoas retomem pouco a pouco suas atividades, disse hoje à "Rádio Cooperativa" o governante de Bío-bío, Jaime Tohá.
Segundo Tohá, devido à situação de calma, é possível que já amanhã o toque de recolher seja suspenso em algumas cidades da região, como Chillán e Los Angeles.
Por outro lado, fontes judiciais disseram que mais de 100 pessoas foram detidas em Concepción e em localidades vizinhas por seu envolvimento nos saques ocorridos nos dias posteriores ao terremoto de 27 de fevereiro.
Todos estão detidos preventivamente, disseram as fontes, que acrescentaram que, muitas vezes, foram os próprios vizinhos que denunciaram os vândalos.

Dia 8 de março: Dia das Mulheres

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Fonte:http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm acesso em 15/02

sábado, 6 de março de 2010

Terremoto de 4,4 graus atinge a Costa Rica, mas não deixa feridos

06/03/2010 - 03h30

San José, 5 mar (EFE).- Um terremoto de 4,4 graus na escala Richter causou tensão na noite desta sexta-feira na Costa Rica, mas até o momento não há informações sobre vítimas ou danos materiais, segundo o Observatório Vulcanológico e Sismológico do país (Ovsicori).
A imprensa local recebeu informações de várias pessoas que garantem ter sentido o tremor "muito forte" no Vale Central, onde se concentra a maioria da população do país.
O sismo aconteceu às 22h49 locais (1h49 de sábado em Brasília). O Observatório assinalou à imprensa que o epicentro do terremoto estava na zona urbana de Sabanilla, a leste da capital San José. Em casas próximas os moradores disseram que alguns objetos caíram, enquanto algumas pessoas nervosas saíram às ruas.
O epicentro estava a 7,5 quilômetros de profundidade por isso foi sentido com força apesar de ter magnitude "moderada", segundo especialistas do Ovsicori.

Norte da China é atingido por dois terremotos

06/03/2010 - 04h30
Norte da China é atingido por dois terremotos; não há vítimas
da Efe, em Pequim

Dois terremotos, com 4,2 e 3,1 graus de magnitude na escala Richter, atingiram a província de Hebei, no norte da China, na manhã deste sábado (pelo horário local), informou a Rede Nacional Sismológica da China, segundo à agência Xinhua.
O primeiro terremoto, o mais leve, aconteceu às 10h49 locais (23h49 de sexta em Brasília), e o segundo onze minutos depois. Por enquanto não há informações sobre vítimas ou danos materiais.
O epicentro teve uma profundidade de 15 quilômetros. Os dois sismos afetaram zonas próximas a Tangshan, cidade chinesa que em 1976 sofreu um terremoto que deixou 240 mil mortos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Serpente reaparece em retrato de Elizabeth 1ª do século 16

04/03 - 17:36 , atualizada às 18:21 04/03 - Reuters

Serpente reaparece em retrato de Elizabeth 1ª do século 16

Uma serpente incluída originalmente em um retrato da rainha Elizabeth 1ª pintado no século 16, mas que foi coberta com uma camada de tinta pouco depois, "reapareceu", anunciou a National Portrait Gallery (Galeria Nacional de Retratos), de Londres, nesta quinta-feira.
A degradação do quadro provocada pelo tempo revelou que a monarca foi pintada originalmente segurando uma cobra, cujo contorno agora voltou a ser visível na obra, pintada por um artista desconhecido. A obra data dos anos 1580 ou início da década seguinte.
No último minuto, porém, a imagem da serpente foi coberta, e a rainha foi retratada segurando, em vez disso, um pequeno ramalhete de rosas.
A galeria disse que não sabe ao certo a razão da modificação, mas sugeriu que talvez tenha sido a ambiguidade do significado carregado pelo símbolo da serpente.

Detalhe mostra a serpente

Ao mesmo tempo em que uma serpente às vezes era usada para representar sabedoria, prudência e julgamento arrazoado, todos atributos compatíveis com uma rainha, as serpentes, na tradição cristã, também simbolizavam Satanás e o pecado original.
O retrato, que não esteve exposto na galeria nos últimos 80 anos, faz parte de uma nova exposição intitulada "Oculta e Revelada: As Faces Cambiantes de Elizabeth 1a", que ficará aberta entre 13 de março e 26 de setembro.
A mostra inclui quatro retratos que datam desde a década de 1560 até pouco após a morte da rainha, em 1603, sendo que todos mudaram de aparência de alguma maneira desde a época em que foram pintados.
Técnicas científicas avançadas ajudaram a trazer pistas sobre qual teria sido sua aparência original.
O retrato de Elizabeth segurando a serpente, por exemplo, foi pintado sobre a imagem inacabada de uma mulher desconhecida, mostrando como, no século 16, painéis às vezes eram reutilizados e reciclados por artistas.

Sorte geológica e preparo explicam por que tremor do Chile matou menos que tragédia do Haiti

Uma sorte geológica e o preparo do Chile para abalos sísmicos explicam por que um terremoto de 8,8 graus (muito superior aos 7,0 graus do tremor que atingiu o Haiti em 12 de janeiro) causou um número menor de vítimas em relação ao fenômeno que devastou o país caribenho.
Até o momento, o terremoto do Chile deixou mais de 700 mortos, enquanto o tremor no Haiti matou entre 217 mil e 230 mil.
Apesar de o tremor de sábado no Chile ter liberado cerca de 50 gigatonelas de energia (o equivalente a 50 bilhões de toneladas), sua força foi dissipada à medida que atingia as cidades chilenas pelo fato de seu epicentro ter-se localizado no mar, a 35 quilômetros de profundidade. Isso reduziu o impacto, mas produziu um tsunami.
Já no caso do Haiti, o epicentro do terremoto foi a apenas 10 quilômetros da superfície e a apenas 25 quilômetros da superpovoada Porto Príncipe, a capital do país. A proximidade da superfície multiplicou a violência das vibrações e amplificou os danos no solo, em uma região onde vivem 3 milhões de pessoas.
Além disso, enquanto oito cidades haitianas sofreram abalos "violentos" a "extremos", as áreas urbanas do Chile não sofreram mais do que abalos "severos". O tremor do Chile teve seu epicentro a 115 quilômetros da cidade de Concepción e a 325 quilômetros de Santiago.
"Mas a diferença não se deve apenas ao epicentro do tremor, já que o Chile está muito melhor preparado que o Haiti para enfrentar qualquer abalo dessa intensidade", disse à AFP Roger Bilham, professor de geologia da Universidade do Colorado.
O Chile se encontra em uma das zonas de maior atividade sísmica do mundo, na convergência de duas grandes placas tectônicas, o que provoca abalos de 8 graus a cada dez anos, aproximadamente, mas o Haiti não sofria um terremoto tão catastrófico na região de Porto Príncipe há 240 anos.
Precisamente no Chile ocorreu em 22 de maio de 1960 o maior terremoto já registrado, o abalo de Valdivia, de 9,5 graus, que deixou 2 mil mortos.
Segundo a empresa americana EQECAT, especializada na avaliação de riscos, as normas chilenas de construção "atenuaram o potencial de destruição" do terremoto.
A organização Architecture for Humanity estimou que os efeitos do terremoto no Chile "foram muito menores que no Haiti (...) sem dúvida por causa do estado de preparação do país, incluindo as normas de construção".
"Se um prédio cai durante um terremoto é porque foi fortemente sacudido ou porque foi mal construído", resumiu o professor Roger Bilham. "No Haiti, os prédios eram muito frágeis. Quem os construiu, há 20 ou 30 anos, fez túmulos para seus ocupantes."
Em Porto Príncipe, apenas dois prédios foram construídos para enfrentar terremotos, e ambos resistiram ao abalo de 12 de janeiro.
*Com informações da AFP e Guardian

Terremoto no Chile: Atualizado

Chile está no "círculo de fogo", uma das áreas mais sísmicas do mundo
27/02 - 08:48 - EFE

O Chile, onde foi registrado um terremoto de 8,8 graus na escala Richter na madrugada deste sábado, fica no chamado "círculo de fogo" que margeia os países banhados pelo Pacífico. Esta é uma das áreas mais sísmicas do planeta, onde ocorrem 80% dos terremotos.
O país é formado por uma estreita faixa de terra limitada por picos de até 6 mil metros nos Andes e profundidades de 4 mil a 6 mil metros no mar.
Estatisticamente, a interação entre as placas tectônicas de Nazca e a América do Sul produz um terremoto de grandes proporções a cada 10 anos, uma média de dez pequenos tremores diários e 3,5 mil movimentos sísmicos anuais, segundo o Instituto de Geofísica da Universidad de Chile.
No século 19, ocorreram terremotos devastadores no Chile: em 1822 em Valparaíso; em fevereiro de 1835 em Concepción, com maremoto; em 1854 e 1859 em Caiapó; e em agosto de 1868 e maio de 1877, acompanhados de maremotos em Arica.
Em 1906, houve um terremoto em Valparaíso, seguido de maremoto; em 1920 em Chillán e em 1934 em Arauco.
Em 24 de janeiro de 1939, um terremoto deixou 30 mil mortos nas províncias de Talca e Bio-Bio, e em 29 de abril de 1949, outro tremor causou 33 mortos na região de Talca.
Entre os dias 21 e 26 de maio de 1960, uma série de terremotos de mais de 7 graus na escala Richter atingiram o sul do Chile, causando entre 5 mil e 6 mil mortos.
No dia 22 de maio de 1960 um forte sismo abalou Valdivia. Um terremoto de 9 graus na escala Richter, considerado o maior registrado no mundo e que gerou um tsunami de 10 metros de altura que chegou até ao Havaí, causou 61 mortos no Chile e mais 32 nas Filipinas.
Este terremoto liberou a maior quantidade de energia medida em um terremoto no mundo, com uma ruptura da falha de 1 mil quilômetros e deslocamento de 20 metros.
Isso mudou a geografia de 1 mil quilômetros quadrados de costa. As réplicas continuaram por mais um ano.
Em 29 de março de 1965, um terremoto no centro do país, com epicentro em Illapel e 9 graus na escala de Mercalli, causou 350 mortos.
Outros terremotos registrados no Chile com vítimas fatais: - Julho de 1971.- Vários tremores entre 4 e 7 graus na escala Richter causam 100 mortos nas províncias de Coquimbo, Valparaíso, Santiago e Aconcágua.
- 3 março 1985.- Um terremoto de dois minutos de duração e 7,5 graus Richter deixou 177 mortos no centro do Chile e em várias províncias argentinas.
- 30 julho 1995. - Três mortos e 2,5 mil desabrigados em Antofogasta, em um terremoto de 7,8 graus Richter que teve mais de 50 réplicas em uma área de mais de 800 quilômetros, de Santiago à Serena.
- 24 março 1997.- Dois mortos em um tremor de 5,3 graus na escala Richter na região de Santiago.
- 14 outubro 1997.- Oito mortos no centro e norte do Chile em um terremoto de 6,8 graus Richter e com uma duração inusitada de dois minutos.
- 24 julho 2001.- Dois fortes tremores, de 5,9 graus Richter e 7 graus na escala de Mercalli deixam um morto, vários feridos e fortes danos materiais em áreas rurais de Arica.
- 13 junho 2005.- Um terremoto de 7,9 graus Richter causa 12 mortos no norte, com epicentro a 100 quilômetros de Iquique. Nos dias seguintes ocorreram mais de 180 réplicas.
- 21 abril 2007.- Um terremoto de 6,2 graus Richter na região sulina de Aysén causa três mortos e sete desaparecidos, arrastados por ondas de até seis metros de altura no Puerto Aysén. Um dia depois, um tremor de 5,6 graus sacudiu Santiago e a região central.
- 14 novembro 2007.- Dois mortos e 140 feridos em um terremoto de 7,7 graus Richter em Tocopilla, norte do Chile.

Terremoto no Chile: Atualizado

Governo do Chile identifica 279 vítimas do terremoto e decreta luto nacional
04/03 - 20:43 - iG São Paulo


O governo do Chile identificou nesta quinta-feira 279 vítimas do terremoto que atingiu o país no fim de semana, e decretou três dias de luto nacional. O número de mortos, porém, é maior do que o de vítimas identificadas, já que chega a 316 apenas na região de Maule.
Nesta quinta-feira, a presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou que o número de mortos em Maule, uma das áreas mais atingidas pelo terremoto, é de 316 e não de 587.
Durante uma visita de inspeção à castigada cidade de Talca, no centro-sul do país, Bachelet indicou que a diferença de 271 mortos ocorreu porque em vários povoados da região se somaram os desaparecidos à lista de vítimas fatais. "Os médicos legistas farão um estudo do que aconteceu, pois desaparecidos teriam sido incluídos como mortos", afirmou.
O governo afirmou que iria divulgar um novo balanço quando a informação estiver completamente verificada. O último boletim oficial contabilizava, no total, 802 mortos.
Segundo Bachelet, aparentemente foram dadas como mortas 200 pessoas cujo destino ainda se desconhece. Elas participavam de uma celebração na ilha Orrego, na foz do rio Maule, onde foram encontrados sete sobreviventes.
"Se houver menos mortos, melhor. Havia uns 200 desaparecidos (em Maule) e esse é o número que causa discrepância. A informação veio do município, dos bombeiros e dos carabineiros (a polícia chilena)", explicou.
Em Santiago, o vice-secretário do Interior, Patricio Rosende, pediu que se compreenda o contexto em que o erro aconteceu. "É preciso entender as autoridades e não lhes atribuir um erro. É preciso compreender a informação passada inicialmente em um contexto de muito medo, com problemas de energia", disse.
Também nesta quinta-feira, Bachelet decretou três dias de luto nacional pelas vítimas, que começam a valer a partir das 0h de domingo.


Marinha do Chile admite erro em alerta de tsunami
03/03 - 12:02 , atualizada às 14:05 03/03 - iG São Paulo

O comandante-chefe da Marinha chilena, almirante Edmundo González, admitiu que o Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha (Shoa, na sigla em espanhol) não deu à presidente chilena, Michelle Bachelet, informações claras sobre o risco de tsunami na região costeira do Chile após o terremoto de 8,8 graus que atingiu o país no sábado, informa nesta quarta-feira a imprensa chilena.
A declaração surge em meio às informações de que a maior parte dos quase 800 vítimas da tragédia morreu em consequência do tsunami, e não do próprio terremoto. No domingo, o ministro da Defesa do Chile, Francisco Vidal, disse que "houve um erro da Marinha, que não fez o alerta correspondente".
Segundo Vidal, o alerta de tsunami chegou somente uma hora depois do terremoto. "Além disso, o aviso era sobre ondas de dezoito centímetros e elas foram muito maiores", destacou. "O erro da Marinha foi visível nas regiões onde o tsunami foi registrado", completou.
Segundo um documento obtido pelo jornal El Mercurio, os militares não teriam disparado o alarme de alerta de tsunamis por considerar que não havia risco por acreditar que o epicentro do tremor tivesse sido em terra, e não no mar.
Segundo o jornal La Tercera, o almirante González, porém, afirmou na terça-feira que o Escritório Nacional de Emergências do Chile (Onemi, na sigla em espanhol) recebeu o primeiro alerta sobre a possibilidade do tsunami às 3h55, com a informação tendo sido protocolada oficialmente "meia hora depois do terremoto (4h07)", que ocorreu às 3h34.
A primeira onda do tsunami afetou a costa de Curanipe às 3h54 - ou seja, no momento da emissão do alerta inicial e 20 minutos após o terremoto. O arquipélago Juan Fernández foi impactado às 4h30, quase 35 minutos depois de a Marinha ter avisado o Onemi.
Apesar de negar que a Marinha não tivesse feito a advertência com a antecedência devida, González por outro lado admitiu que a entidade não foi clara ao passar as informações à presidente do Chile, Michelle Bachelet. De acordo com ele, Bachelet ligou para o Shoa às 5h15 de sábado para saber se era necessário manter a advertência.
"Hesitamos em dizer que as condições que havíamos informado há um hora se mantinham. Isso fez com que a Onemi, por instruções da presidente, não declarasse o alerta", relatou. "Compartilhamos a responsabilidade. A presidente fez o correto: perguntou ao órgão técnico e não fomos claros", admitiu.
Depois do terremoto, ondas de até 15 metros arrasaram cidades costeiras, ilhas e portos. Em algumas zonas, a água avançou mais de 2 quilômetros terra adentro, causando a morte de centenas de pessoas.
O governo da presidente Michelle Bachelet, que deixará o cargo em 11 de março, disse que ficará para depois a chamada "caça às bruxas", pois agora vai se concentrar nos trabalhos de busca de sobreviventes.
Equipes de resgate trabalham com a ajuda de cachorros nas cidades e povoados mais afetados pelo tremor com a esperança de encontrar sobreviventes. Outras equipes buscam corpos que estariam enterrados sob montanhas de escombros.
Até o momento foram confirmadas 799 mortes, seja pela ação direta do terremoto ou pelos tsunamis ocorridos em sequência na costa chilena.
O número de vítimas fatais possivelmente aumentará, uma vez que o número de desaparecidos chega a 500 apenas em Constitución, a cidade até agora mais afetada por três ondas gigantes, de até 10 metros. Por enquanto com 353 mortes confirmadas, a cidade contabiliza quase metade dos mortos no desastre.

*Com informações da Reuters

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sites de pesquisas

Pessoal,

Conforme prometi segue alguns links que podem ajudar a montar a pesquisa sobre o Dia Internacional da Mulher:


http://www.suapesquisa.com
http://www.redemulher.org.br/espanhol/8demarco.htm
http://www.cf8.org.br/
http://www.piratininga.org.br/artigos/2004/01/blay-8demarco.html

Beijos

Viviane

Ministério da Saúde avisará por e-mail sobre vacinação contra gripe A

04/03 - 12:39 - Chris Bertelli, iG São Paulo

Quem não quiser perder a vacinação gratuita contra a gripe A H1N1 poderá contar com a ajuda da tecnologia.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quinta-feira, dia 4, que irá avisar por e-mail a data que as pessoas poderão receber a imunização.
Para ter acesso a essa facilidade, basta se cadastrar no site do próprio ministério a partir da próxima segunda-feira, dia 8 de março.
A vacinação contra a gripe A H1N1 será dividida em cinco etapas diferentes, a primeira começa na própria segunda para a população indígena e profissionais de saúde. Na sequência, o próximo grupo a ser vacinado é o de gestantes, pessoas com problemas crônicos de saúde (como portadores de doenças respiratórias, doenças cardíacas ou diabéticos) e crianças de seis meses a dois anos.
Na terceira fase estão adultos de 20 a 29 e, posteriormente, pessoas de 30 a 39 anos. Este último grupo não constava no calendário de vacinação, sendo incluso somente no dia 25 de fevereiro, a pedido de infectologistas e autoridades de saúde de vários países.
Segundo o ministro, 91 milhões de brasileiros serão vacinados contra a influenza A em dois meses. A previsão dos especialistas é que uma nova onda de contágio do vírus A H1N1 chegue ao Brasil entre maio e junho. A vacina é contra-indicada para quem tem alergia a ovo.

Vacinação da Gripe Suína